13/01/2026

Julio Iglesias é acusado de abuso sexual e psicológico por duas ex-fucionárias

Por Folhapress em 13/01/2026 às 12:47

Reprodução/ Instagram
Reprodução/ Instagram

Duas ex-funcionárias do cantor espanhol Julio Iglesias afirmam ter sido vítimas de abuso sexual e de autoridade e de violência psicológica enquanto trabalhavam nas residências do artista na República Dominicana e nas Bahamas, em 2021. À época, a mais jovem delas tinha 22 anos.

As denúncias foram levadas ao Ministério Público da Espanha e foram tornadas públicas após uma apuração conjunta do portal espanhol elDiario.es e da Univision Noticias, divulgada nesta semana após três anos de investigação jornalística. O processo está em fase inicial e ainda não houve acusação formal.

A reportagem do elDiario.es tentou falar com Iglesias e seu advogado, mas não obteve resposta. O cantor ainda não se manifestou sobre as acusações.

As vítimas, uma trabalhadora doméstica e uma fisioterapeuta, afirmam que o trabalho nas residências do cantor era marcado por vigilância, humilhação e intimidação. Uma delas afirmou ainda que era pressionada a manter relações sexuais com Iglesias contra a sua vontade e que era submetida a agressões físicas e verbais. Os abusos aconteciam na ausência da mulher do cantor, Miranda Rijnsburger.

Ambas disseram ainda que enfrentavam ameaças recorrentes de demissão, cargas horárias excessivas e regras que ultrapassavam o espaço do trabalho e interferiam diretamente em suas vidas privadas. Uma delas afirmou, por exemplo, que temia que Iglesias tivesse acesso ao seu celular, o que a levava a ocultar mensagens e fotos para evitar possíveis punições.

“Eu me sentia forçada a fazer coisas sem poder dizer não”, disse a trabalhadora doméstica. Segundo ela, qualquer tentativa de recusa resultava em xingamentos e constrangimentos, frequentemente acompanhados de comparações de seu físico com o de modelos e da sugestão de que deveria se considerar privilegiada por trabalhar para Iglesias.

A fisioterapeuta descreveu o cantor como alguém “altamente controlador” e afirmou que o medo era usado como ferramenta de dominação. Ela relatou toques sem consentimento, insinuações e conversas de teor sexual, que considerou invasivas e constrangedoras. Ela afirmou ainda que, embora em alguns momentos conseguisse impor limites, testemunhou situações em que outras funcionárias não conseguiram.

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