Guarujá promove exposição em homenagem à Mãe Catita no Teatro Procópio Ferreira

Por Santa Portal em 01/02/2026 às 13:00

Reprodução/Instagram
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Guarujá realiza a partir deste domingo (1º) uma exposição em homenagem à ialorixá Mãe Catita, considerada a mais antiga representante das religiões afro-brasileiras na cidade. A mostra segue até o dia 5 de fevereiro e acontece na Galeria Wega Nery, localizada no saguão do Teatro Procópio Ferreira, na Avenida Dom Pedro I, no bairro Jardim Tejereba.

A exposição reúne objetos pessoais que pertenceram à Mãe Catita, além de fotografias que ajudam a contar sua trajetória marcada pela fé, acolhimento e dedicação ao próximo. A ialorixá faleceu em 2013, deixando um legado reconhecido no campo religioso e cultural do município.

Mãe Catita chegou a Guarujá em 1939 e, anos depois, fixou residência no Jardim dos Pássaros, onde construiu seu barracão e se consolidou como referência espiritual. Em 11 de novembro de 1956, fundou a “Tenda Espírita Caboclo 7 Pedras Brancas”, espaço que se tornou ponto de apoio e orientação para a comunidade.

Ao longo de sua vida, teve atuação decisiva no fortalecimento das ações do povo de matriz africana, nas práticas tradicionais de benzimento e, principalmente, na organização da Festa de Iemanjá. O evento, conduzido com respeito, fé e estrutura, tornou-se uma de suas principais contribuições para a identidade cultural e religiosa de Guarujá, ajudando a consolidar a presença das religiões de matriz africana no município.

Mesmo após sua morte, em 29 de junho de 2013, o centro espírita fundado por Mãe Catita segue em funcionamento. A continuidade do trabalho espiritual é mantida por sua filha, Iracema Leite Santana, conhecida como Mãe Cema de Oxum, e por sua neta, Mayra Leite Santana, Mãe May de Oyá.

Segundo Mayra, a ialorixá auxiliou milhares de pessoas ao longo de sua trajetória, sem distinção, oferecendo escuta, orientação e conforto espiritual. “A história de Mãe Catita é a história de Guarujá. É a prova de que uma mulher, guiada pela fé e pelo amor ao próximo, pode transformar uma cidade inteira. Seu nome não pertence apenas à memória — pertence ao presente e ao futuro de todos que acreditam na força do cuidado, da ancestralidade e da espiritualidade como instrumentos de transformação social”, conclui.

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