Estudantes e professores fazem protesto contra cortes na Educação em Santos


64 dias atrás
Por: #Santaportal e Agência Brasil - Em 15/05/2019 às 20:44
Estudantes e professores fazem protesto contra cortes na Educação em Santos Reprodução

SANTOS - Uma manifestação acontece na noite desta quarta-feira (15) contra o bloqueio de verbas das universidades públicas e de instituições federais em Santos. Na Avenida Ana Costa, estudantes e professores participam do ato.

Os manifestantes percorreram a Ana Costa, entre os bairros Vila Mathias e Gonzaga, com faixas e cartazes protestando contra a medida do governo Jair Bolsonaro. Mais cedo, o presidente, que está em viagem aos Estados Unidos, disse que o contingenciamento de verbas era necessário e chegou a chamar os participantes que saíram às ruas de “idiotas úteis”. "Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil", disse.

O Ato Unificado em Defesa da Educação da Baixada Santista foi organizado por meio das redes sociais. Durante o trajeto, eles chegaram a bloquear o trânsito na região da Estação da Cidadania.

A CET-Santos informa que a manifestação ocorre com destino à Praça da Independência. A Avenida Francisco Glicério está liberada para o tráfego de veículos. Os agentes da CET estão orientando os motoristas sobre rotas alternativas na Av. Ana Costa, canal 3 e outras vias de acesso.

A Polícia Militar e os organizadores do evento não apresentaram uma estimativa da quantidade de manifestantes.

São Paulo
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), protestos aconteceram nas 27 capitais brasileiras e em outras cidades do país.

Em São Paulo, os manifestantes tomaram completamente o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital. Os dois sentidos da via e as calçadas também foram ocupados. Na multidão, muitos estudantes, além de professores universitários, estaduais e municipais. Nas universidades públicas houve chamado para paralisar as atividades. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), não houve aula em nenhuma das faculdades, apenas as áreas essenciais de manutenção funcionaram. Na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), a decisão de assistir às aulas ou ir ao protesto ficou a cargo dos estudantes.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgou nota em apoio à manifestação. O comunicado destaca que as três instituições são respondem “por mais de 35% da produção científica nacional e são responsáveis por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no país”.

De acordo com o conselho, no Brasil e em países desenvolvidos a pesquisa é financiada majoritariamente pelos governos. “Interromper o fluxo de recursos para estas instituições constitui um equívoco estratégico que impedirá o país de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos do Brasil.”

Rio de Janeiro
Os manifestantes se concentraram na Igreja da Candelária no início da tarde e, às 17h50, iniciaram caminhada pela Avenida Presidente Vargas com destino à Central do Brasil. Todas as 16 faixas de rolamento da avenida foram ocupadas pelos manifestantes e fechadas ao trânsito de veículos, que foram desviados por ruas próximas, causando um grande congestionamento. O protesto reuniu estudantes e ativistas de todas as idades, desde alunos do ensino fundamental, estudantes do ensino médio e universitários, até aposentados, além de professores e trabalhadores da educação.

O policiamento se posicionou de forma discreta, sem presença ostensiva entre os manifestantes e distante do carro de som. Os manifestantes seguravam faixas e cartazes com frases contra o bloqueio de verbas para o ensino e em defesa da educação.

O ato foi encerrado às 19h30 em frente à Central do Brasil. Após o término do protesto, quando manifestantes já se dispersavam, um grupo de aproximadamente 150 pessoas, muitas delas mascaradas e de roupas pretas, passou a atacar, com pedras e bombas, uma cabine da Polícia Militar (PM) que fica ao lado do Panteão de Caxias, em frente ao Comando Militar do Leste (CML). Participantes desse protesto chegaram a arrancar as grades de proteção da cabine. Poucos minutos depois, a tropa de choque da Polícia Militar chegou ao local e usou bombas de gás e de efeito moral na tentativa de pôr fim ao tumulto. Muitos manifestantes desse grupo correram em direção ao prédio da Central do Brasil, onde os enfrentamentos da PM prosseguiram.

A Polícia Militar conseguiu dispersar o grupo.