No primeiro debate, presidenciáveis evitam polêmicas e não falam sobre corrupção


68 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 10/08/2018 às 08:42
No primeiro debate, presidenciáveis evitam polêmicas e não falam sobre corrupção Reprodução

ELEIÇÕES 2018 - Oito candidatos à Presidência da República participaram, nesta quinta-feira (9), do primeiro debate na televisão em 2018. O programa foi promovido pela TV Bandeirantes e mediado pelo jornalista Ricardo Boechat.

Os presidenciáveis Alvaro Dias (Pode), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) responderam perguntas sobre economia.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas impedido de participar por estar cumprindo pena na prisão. No entanto, o candidato do PT quis marcar presença através de uma carta divulgada pela sua equipe nas redes sociais onde afirmou que sua exclusão dos debates eleitorais é uma “censura” e “viola” seus direitos.

Nessa eleição, as emissoras de TV não são obrigadas a convidar João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU), cujos partidos não atendem ao requisito de representação no Congresso.

Nos confrontos diretos, os candidatos evitaram ataques pessoais e optaram, em geral, por fazer perguntas temáticas, mas quase sempre evitando o assunto da corrupção.O único a abordar o tema diretamente em uma de suas perguntas foi Alvaro Dias, que tem dito que convidará o juiz Sergio Moro para ser o ministro da Justiça caso seja eleito. Segundo a assessoria do magistrado, responsável pelas dedecisões da Lava Jato em primeira instância, ele não vai se manifestar sobre o interesse do senador

Guilherme Boulos e Jair Bolsonaro se alfinetaram algumas vezes. O candidato do PSOL acusou o deputado federal de “representar a velha política” e manter uma funcionária fantasma em seu gabinete. O candidato do PSL foi chamado por Boulos de “racista, machista e homofóbico”. Em contrapartida, Bolsonaro declarou que “não foi ao debate para bater-boca com um candidato desqualificado”.}


Os candidatos responderam questões sobre o déficit fiscal do país, corrupção, aborto e programas sociais, entre outros temas.

“O debate foi previsível e deu o tom que pautará toda a campanha. Fora o aspecto folclórico, o debate programático ficou entre Alckmin e Ciro: de um lado a defesa das reformas e do outro o desenvolvimentismo de traço populista”, avalia o cientista político Fernando Schüler.

Quando o assunto foi a reforma trabalhista, aprovada no ano passado, a divergência foi entre os candidatos Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Ciro questionou o ex-governador se ele iria manter a reforma que, na avaliação do ex-ministro, introduziu insegurança jurídica no país. O tucano defendeu a reforma e a classificou como um avanço.


Houve apenas três pedidos de direito de resposta, e todos no quarto bloco, o único que fugiu à tônica de aparente cordialidade entre os candidatos. Foram dois por parte de Bolsonaro -- um contra Boulos e outro contra Ciro -- e um por parte de Boulos contra Bolsonaro.

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