MPE acusa ex-prefeito Bili e antigos secretários vicentinos de improbidade administrativa


10 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 12/04/2018 às 00:00
MPE acusa ex-prefeito Bili e antigos secretários vicentinos de improbidade administrativa Arquivo/#Santaportal

SÃO VICENTE - O ex-prefeito de São Vicente, Luís Cláudio Bili, e dois ex-secretários do município vão responder por mais uma ação judicial em razão de calotes da Prefeitura às instituições financeiras credoras dos empréstimos consignados feitos pelos servidores públicos. A ação contra Bili, Wagner Ruiz Rodrigues e Silvio Vassão – antigos secretários da Fazenda – acusa os três de improbidade administrativa.

O Ministério Público Estadual aponta que a Administração Municipal, a partir de meados de 2014 até o fim de 2016, durante a administração do antigo chefe do executivo vicentino, passou a atrasar o repasse para as instituições conveniadas. No entanto, o desconto era feito na folha de pagamento dos funcionários da Cidade.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou irregularidades nas contas dos anos de 2015 e 2016 da Prefeitura de São Vicente, contrariando o que havia sido dito por Luis Cláudio Bili e seus ex-secretários, pois ambos tinham informado que todos os débitos teriam sido quitados.

Porém, de acordo com o promotor Rodrigo Fernandez Dacala, os três acusados retiveram indevidamente o montante dos descontos, que não foram repassados ao Sindicato dos Servidores Municipais, e foram utilizados “para outros fins, aleatoriamente eleitos por eles como prioridades”.

Por causa desse “desvio de finalidade”, em seu entendimento, o promotor pede o bloqueio dos bens dos denunciados, em caráter liminar, até o término do processo. Caso eles sejam condenados, terão que ressarcir os cofres públicos.

O ex-prefeito, que responde ao quarto processo por atos decorrentes de sua administração à frente de São Vicente, voltou a declarar que teria quitado as dívidas com as instituições financeiras em questão antes do fim de seu mandato. Bili garante que o dinheiro descontado do funcionalismo e que não foi repassado aos bancos foi utilizado na própria folha de pagamento dos servidores públicos.

O ex-secretário Wagner Ruiz Rodrigues disse que foram feitos acordos com as instituições e que não há débito pendente daquele período, no qual ele esteve no exercício do cargo, entre setembro de 2013 e outubro de 2015. Silvio Vassão, que foi secretário da Fazenda entre novembro de 2015 e dezembro de 2016, alegou que o “parcelamento foi feito e tudo foi pago”.