Fã que tatuou rosto de Chorão no corpo lembra loucuras pelo ídolo e diz: "Até hoje a ficha não caiu"


231 dias atrás
Por: Isabella Chiaradia/Colaboradora - Em 06/03/2018 às 20:07 - alterado em 08/03/2018 às 17:34
Fã que tatuou rosto de Chorão no corpo lembra loucuras pelo ídolo e diz: "Até hoje a ficha não caiu" Arquivo Pessoal/Juliana Sooma

ESPECIAL CHORÃO - Aos 25 anos sem saber ao certo quantas vezes havia ido para Santos, a fã Juliana Sooma já conhecia todo o trajeto que vinha a ser percorrido na noite de 06 de março de 2013. Contudo, as emoções dessa viagem, em especial, foram diferentes das vezes anteriores. Isto porque, a jovem jamais imaginava que viria para a cidade de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr, justamente para o velório dele.

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A inexplicável sensação de se despedir para sempre do ídolo não a deixou dormir e, mesmo exausta após quase cinco horas de locomoção entre Ribeirão Pires, onde ela mora, e Santos, passou dia e noite entre o velório e o enterro. O corpo chegou por volta das 15h, no Ginásio Arena Santos, para a cerimônia aberta ao público em torno das 20h. No dia seguinte, o enterro aconteceu no Memorial Necrópole Ecumênica, onde Juliana deu o seu último adeus ao cantor.

No momento em que soube da morte de Chorão, ela disse em entrevista ao #Santaportal que foi tomada por uma espécie de torpor. "Não acreditei até ligar a TV", lembrou Juliana, que revelou ter ficado incrédula com a notícia.

Alguns dias após a fatalidade, a fã contou que foi difícil ouvir e assistir qualquer trabalho do grupo. "Até hoje a ficha não caiu, sabe? É como se ele tivesse ido viajar, mas eu não posso mais vê-lo. O que fica são as lembranças, quando eu o conheci... Nossa, eu tremia demais. Sentia um frio na barriga todas às vezes", contou.

Fã de Chorão há quase 15 anos na época, a jovem, que hoje tem 30 anos, já se desdobrou para acompanhar a banda em incontáveis shows pelo Brasil e, inclusive, registrou na pele o amor tanto pelo músico quanto pela banda com duas tatuagens: uma no braço e outra nas costas.

A descoberta da música de Chorão e do Charlie Brown Jr surgiu por causa de sua irmã mais velha, que a levou pela primeira vez para acompanhar uma apresentação da banda. Depois desse show, ela nunca mais parou de ouvir o som do grupo.

Juliana viajou sozinha em situações de ida e volta em um só dia, e se recorda que os anos de dedicação não foram fáceis. Na maioria das vezes, ela ia só com o dinheiro da passagem até as cidades onde a banda de Chorão se apresentava. Para conseguir assistir às entrevistas e shows, ela tentava falar com a produção para garantir um lugar para e, na maioria das vezes, conseguia.

Como toda fã, Juliana não economizou energia em nenhum dos shows, pois aproveitava todos como se fosse o último. Porém, sempre com aquele sentimento de que ainda veria muitos outros.

Mas, infelizmente, o show de janeiro de 2013 em Caraguatatuba, no litoral norte, foi o último no qual a fã pode acompanhar Chorão e o Charlie Brown Jr. A música "Zóio de Lula", famosa pela frase "meu escritório é na praia" abriu o espetáculo, enquanto as melodias de "O preço" foram suas últimas palavras à jovem.

A banda tinha valor especial desde antes de sua pré-adolescência. “As reflexões e, principalmente, as mensagens durante os shows sempre me ajudaram muito. Era a minha companhia. Eu fiquei sem chão, mas mesmo sendo difícil de acreditar e ouvir as músicas depois do que aconteceu, todos continuam presentes no meu dia-a-dia e o amor que eu sinto continua o mesmo”, comentou.

Para Juliana, se pudesse escolher ela diria as seguintes palavras ao ídolo: "Chorão, gratidão e amor por todos estes anos", finalizou.

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