Soldado apresenta denúncia contra o Exército por preconceito religioso e agressões; veja o vídeo


9 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 10/11/2017 às 20:55

VIOLÊNCIA – Um jovem soldado alegou ter sofrido preconceito religioso, além de agressões físicas e psicológicas na unidade do exército do segundo grupo de artilharia antiaérea, conhecida como fortaleza de Itaipu, em Praia Grande. O soldado ingressou na área em janeiro de 2016 e já gastou mais de R$ 500 com tratamentos desde o ano passado. A vítima preferiu não se identificar. Veja acima a reportagem veiculada no Caderno Regional, da Santa Cecília TV.

Tudo teria começado após ele revelar a religião que seguia aos sargentos da unidade. Segundo o jovem, o tratamento era separado de acordo as escolhas religiosas e, a partir do momento em que anunciou fazer parte da religião Umbandista, conhecida por manifestações de Orixás e guias espirituais, foi atribuído a ele os trabalhos mais pesados do quartel e aos religiosos evangélicos um tratamento diferenciado. “Quem era evangélico tinha algumas mordomias. Quanto a mim eram distribuídos os trabalhos pesados, então foi aí que percebi que tinha alguma coisa errada”, contou.

O soldado ainda afirma que nunca levou nenhum objeto que caracterizasse sua fé, mas que mesmo assim, sofria represália dentro do quartel. Depois de tanto agonia, os pais do jovem perceberam a mudança de comportamento do filho. Oito meses após os transtornos, ele procurou ajuda e foi diagnosticado com transtornos de estresse pós-traumático, delírios e sintomas psicóticos, dentre outros.

“Nós estávamos tendo instruções de arma, sobre os movimentos, quando o sargento pediu para que eu abaixasse e fizesse flexões. Na hora que eu abaixei chegou outro sargento por trás de mim e me bateu na cabeça”, relembrou.

Com os laudos médicos, o jovem foi afastado do exército no mesmo ano, mas recebeu salários e tratamentos até junho. O aviso sobre o desligamento da corporação veio por correspondência. De acordo com os familiares da vítima, o único apoio que ele recebeu foi à disponibilização de uma viatura que poderia levá-lo até o hospital, entretanto, ele precisava esperar por todos os atendimentos da tripulação para conseguir ir embora depois do término da consulta.

Desde o ano passado, o gasto mensal da família com os remédios controlados passaram de R$ 500. Inconformado com o tratamento que foi proporcionado ao filho, o pai do soldado procurou a defensoria pública do Estado para processar as Forças Armadas e luta pelos direitos que, segundo ele, não foram cedidos ao filho: “Espero que a defensoria me ajude nesse sentido, porque é questão de justiça”, destacou.

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