Com canal no Youtube e página no Facebook, foragido por morte de grafiteiro é preso em Ubatuba


41 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 13/05/2017 às 13:59
Com canal no Youtube e página no Facebook, foragido por morte de grafiteiro é preso em Ubatuba Reprodução/Youtube

POLÍCIA - O atleta mundial fitness model pro, como se intitula Eloy Buono, que estava foragido da Justiça desde dezembro de 2016, foi preso pela Polícia Civil em Ubatuba, no litoral norte. O réu é acusado de matar o grafiteiro Wellington Dias Bezerra, o Leto, em outubro de 2014 em São Vicente. A investigação chegou até o modelo por meio das redes sociais.

Com mais de 700 vídeos em um canal no Youtube, Eloy entrevistava pessoas relacionadas ao mundo fitness e dava dicas de treinamento mostrando sua rotina de atividades. Uma página no Facebook também mostra o dia a dia do então foragido. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) monitorou as ações de Eloy pela internet.

O acusado participou do concurso de beleza Arnold Model Search, considerado o maior concurso de beleza fitness do mundo. Em suas redes sociais Eloy pediu votos para vencer a competiação, o que não conseguiu. Apesar de fugir da Justiça, sua vida na internet era de uma pessoa comum.

A prisão de Eloy aconteceu na última terça-feira (9), e apesar do advogado de defesa,Mário Badures apresentar o pedido de habeas corpus na Justiça para tentar liberá-lo, e segue detido.

O crime
O grafiteiro Wellington Dias Bezerra, o Leto, pintava o muro de uma residência em São Vicente, no dia 13 de outubro de 2014, quando foi abordado por Eloy. Os dois discutiram e o modelo atingiu a vítima na cabeça com um skate, o que causou um afundamento de crânio. 11 dias depois o grafiteiro morreu.

Eloy se apresentou à Polícia uma semana antes da morte de Leto, e afirmou que agiu em legítima defesa. O modelo afirmou, na época, que não conhecia a vítimas, mas a investigação apontou que eles já se conheciam. A briga, de acordo com a investigação, pode ter começado quando Eloy não aprovou um esboço de tatuagem feito por Leto, que trabalhava em um estúdio.

Diversas audiências sobre o caso foram realizadas, mas Eloy não compareceu a nenhum delas alegando ter sido ameaçado de morte.