Secretário de saúde fala dos problemas de atendimento nas unidades de saúde em Santos


247 dias atrás
Por: Vânia Revheim/Colaboradora - Em 16/02/2017 às 13:04
Secretário de saúde fala dos problemas de atendimento nas unidades de saúde em Santos Vânia Revheim/Colaboradora

Saúde – Os últimos dias foram difíceis para os pacientes do pronto-socorro e a policlínica da Zona Noroeste, e para quem precisou utilizar macas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, todos em Santos. O secretário de saúde da cidade Fábio Ferraz falou sobre os problemas em entrevista na manhã de hoje (16) ao Santaportal.

Ferraz não falou sobre o episódio registrado no PS da ZN na noite de último sábado (11). Um cartaz informava os pacientes que os atendimentos não seriam feitos pela falta de médico na unidade. Ele alegou que está nos planos da prefeitura a transferência do OS para a UPA da Zona Noroeste.

"Estamos com um projeto construído pela área da engenharia, com o orçamento de cerca de R$ 24 milhões, para poder fazer uma grande reestruturação no local, porém o município de Santos não dispõe o suficiente para tal investimento. Apesar disso, temos buscado esse investimento para fazer essa grande reestruturação", explica Ferraz.

Nos últimos dias os pacientes da policlínica, que também atende os bairros da Zona Noroeste, tiveram a companhia de animais. "Acionamos o setor responsável da Prefeitura, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), que já providenciou o recolhimento desses animais", acrescenta o secretário. Cavalos e porcos foram vistos nas dependências da unidade, e um cavalo chegou a entrar no corredor da policlínica.

Sobre a reclamação da falta de macas na UPA Central, Fábio Ferraz alega que esse problema não existiu. Para o secretário o problema foi a grande demanda de atendimento ontem (15). “A UPA Central tem um planejamento de fazer um pico de atendimento em ordem de 650 atendimentos, nós estamos trabalhando de forma operacional de cerca de 700, ou seja, um número a mais de atendimentos diariamente. Então, ontem tivemos um pico de cerca de mais 900, sendo uma superlotação no atendimento", finaliza.

Fábio falou ainda sobre o corte de gastos anunciado pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa, e disse que isso não afetará a pasta. "Precisamos ter um nível de adequação e otimização dos recursos, o que não quer dizer que temos de diminuir o atendimento. Pelo ao contrário, mesmo o prefeito Paulo Alexandre fazendo o anúncio, ainda continuará uma atenção muito grande para a preservação dos investimos na área da saúde, educação e assistência social", afirma ele.