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Somos o mundo... somos as crianças. Um olhar sobre os nossos pequenos.

Olá amigos

Dessa vez o blog transcendendo traz uma referência a uma música música composta por Michael Jackson e Lionel Richie chamada “We Are The World”, gravada por diversos artistas americanos numa campanha de ajuda as crianças africanas no projeto conhecido como “USA For Africa”.

E por que que eu fui buscar essa música lá dos idos de 1985?

Porque definitivamente precisamos olhar com mais carinho para os nossos pequenos, para nossas crianças.   Muitas delas abandonadas em creches e abrigos e algumas abandonadas dentro de seus próprios lares, sendo “vistas” entretanto não “enxergadas”.

Quando falamos ou pensamos que país queremos para nossos filhos, por vezes deixamos de perguntar sobre quais filhos estamos deixando para o nosso país.

Não falo apenas dos nossos filhos de sangue ou adotivos, mas sim os filhos de toda uma sociedade, que por conta de uma série de fatores vem perdendo valores importantes para sua formação e por vezes assistindo a crescente difusão de conceitos já ultrapassados em vários países desenvolvidos no mundo.

Muitos desses pequenos não são sequer valorizados ou entendidos, seja por suas famílias ou pela sociedade em si.

Me permito aqui falar sobre a discussão que está feito sobre a tal ”ideologia de gênero”.    Essa expressão vem sendo utilizada frequentemente para combater uma maior abertura da informação quanto à diversidade sexual e de gênero junto às crianças, sob a alegação de que informar e esclarecer esses temas seria uma forma de “ensinar” as crianças a serem transgêneras ou homossexuais.

Isso é tanto uma bobagem quanto um absurdo, repetidos por grupos tradicionalistas e fundamentalistas de forma distorcida, para se vender a idéia de que há uma “lavagem cerebral” em curso, idéia essa amparada em preconceitos e dogmas religiosos mal interpretados, sem nenhuma base médica, psicológica ou científica.

O argumento para provar que a visão é equivocada se dá pela existência durante toda a história da humanidade, de pessoas hoje rotuladas como “LGBTI”.   Se houvesse sucesso em se ensinar uma determinada ideologia de gênero, não teríamos nenhuma criança, adolescente ou jovem transgênero ou homossexual, porque os padrões sociais maioritários ensinam justamente o contrário.  Isso seria a tal “cura gay” (?!?!?)

Se isso nunca funcionou, a supremacia hétero ou cisgênera nunca foi capaz de banir a homossexualidade e a transexualidade da face da terra, então qual o receio de falar abertamente sobre esses temas?    Isso, com a mais absoluta certeza, não criaria nas crianças a opção pela diversidade, mas afirmo com convicção que diminuiria a ignorância e a opressão a que as crianças que vivem essa realidade são submetidas, tais como a discriminação, a segregação, o bullying e as mais diversas formas de agressão e violência psicológica.

Um exemplo pessoal: eu mesmo já ouvi de pessoas próximas que, pelo fato da minha filha ser apaixonada por futebol, isso inspira “alguns cuidados” pois é coisa de menino... ambiente de meninos.   Tenho absoluta certeza de que pais de meninos que por algum motivo  queiram brincar de casinha ou brinquedos qualificados como femininos também possam ouvir o mesmo tipo de “ alerta”.

O mesmo ocorre com cor de roupas, desenhos, danças e etc...

Uma coisa muito básica, que as pessoas se esqueceram com o tempo, é que CRIANÇAS SÃO CRIANÇAS.  Seres humanos em formação, prontas para assumir em algumas décadas as rédeas do mundo.

O fato de brincarem em seu universo lúdico da forma que bem entenderem, pode demonstrar algum tipo de orientação ou não.  Mas é a forma de expressão das crianças: o brincar.     Toda brincadeira pode ou deve ser acompanhada pelos pais ou responsáveis, mas interferir nas preferencias e escolhas do brincar, pode ser danoso para o pequeno que, com certeza, não entenderá os motivos da opressão.


Uma jogadora de futebol profissional necessariamente deve ser lésbica?    Um chefe de cozinha ou um cabeleireiro deve ser necessariamente homossexual?

Pensem em meninas em sua infância chutando bola ou então nos meninos brincando de comidinha ou mexendo no cabelo da mãe ou de alguma irmã…  isso necessariamente forçará eles a serem homossexuais ou heterossexuais? Claro que não pois isso será de suas essências e não de seu aprendizado lúdico.

Não se muda a essência de ninguém senão pela própria pessoa.   Padrões, regras e opressão apenas cria uma situação de constrangimento e intimidação, para que a pessoa não seja quem ela é por medo ou receio, e não por opção.  Quando falamos de crianças, a crueldade fica mais evidente, quando uma eventual repressão social que ela “poderia sofrer” por ser quem é, acaba vindo de dentro de casa, de dentro da sala de aula, de locais a onde ela “teoricamente” deveria se sentir segura e protegida.

Podem imaginar uma criança sem apoio em seu lar para ser verdadeira, aprendendo a mentir seus sentimentos para poder viver?   Muito triste...

Outro ponto pouquíssimo discutido na grande mídia é a questão das crianças intersexo, anteriormente chamadas na literatura como hermafroditas.  Muitas dessas crianças tem o seu direito alijado em seu nascimento, ou na fase da primeira infância quando sequer tem a chance de se identificar em seu gênero, restando conviver com a identidade de gênero definida por outra pessoa.

Esses fatores podem sim causar problemas psicológicos sérios nessas crianças, razão pela qual precisa ser falado e discutido abertamente.

Também, por conta de uma suposta proteção às crianças, não se discute nas escolas sobre métodos contraceptivos ou DST (doenças sexualmente transmissíveis).   Essa “proteção” coloca uma venda nos olhos de nossos adolescentes e jovens que, cada vez mais, estão expostos às DST e ao risco de gravidez precoce ou indesejada.    Não me aprofundo nesses números por falta de competência técnica, mas basta perguntar a qualquer profissional de saúde que atende essas áreas.   Isso é grave e sério.

Não se obterá o entendimento de nada nessas searas, sem uma discussão clara, com embasamento e, principalmente, desapaixonada sobre os temas relacionados à questão da diversidade.  Sem esse entendimento, a busca pelo respeito fica muito mais complicada.

Por isso meus amigos, trago essa questão bastante polêmica para que possamos TRANSCENDER.    

Até que ponto temos o direito de interferir nas escolhas de nossos filhos?

Como pais temos a obrigação de criar e orientar dentro dos melhores princípios sociais, éticos e morais, mas o grande desafio é saber até onde podemos impor-lhes conceitos e preconceitos em detrimento ao respeito da singularidade daquela criança.

É lógico que convenções sociais existem quanto ao certo e ao errado, em diversas situações, tais como sobre mentiras, roubos, assassinatos e outras coisas reprováveis, mas o “X” da questão, o que precisamos todos aprender, é que escolhas diferentes, características diferentes, necessidades diferentes precisam ser analisadas de forma diferente.   Quando se fala em família, o amor deve ajudar nesse discernimento.  Quanto mais apoio uma criança tiver em sua família, menores são as chances dela tomar o caminho errado.  

M
as, qual é o caminho errado e qual é o caminho certo?   Cada família pode achar a sua resposta, juntos, usando o amor que os une como diretriz da compreensão e respeito.

O que fica como pedido é que, num momento em que a sociedade pede pessoas mais verdadeiras e plenas de si, que as diferenças sejam integradas, discutidas e tratadas sob a ótica do amor,  da  empatia e do respeito incondicional que nossas crianças merecem.

Respeitar e acolher nossas crianças como elas são, além de ser um ato de amor e de respeito, fará com que tenhamos uma geração mais tolerante com todas as demais diversidades de nossa sociedade, pois quanto mais diversa é uma sociedade, mais rica ela se torna.  

Não sejamos nós a cortar as asas desses anjos, que nada mais trazem em seu nascimento do que a promessa da renovação e do futuro melhor.

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Acredito que todos tenham se sensibilizados com o absurdo ocorrido na fronteira dos EUA com o México...  crianças brincam, crianças sonhas, crianças sofrem...

Que possamos ter um olhar de carinho para as nossas crianças... TODAS!!   hetero, Cis, LGBTI, portadoras de necessidades especiais, de etnias e crenças diferentes, refugiadas ou de rua, para que comecemos agora a ajudar na construção do país que desejamos no futuro.  E comecemos pelo amor.  Amar e acolher é o que de melhor podemos fazer pelas nossas crianças e pelas demais.

Como o próprio refrão da música tema diz:  “Há uma chance que temos de salvar nossas vidas e fazermos um dia melhor para você e para mim.”  

Acreditemos no futuro...  acreditemos nas crianças...  e acreditemos no respeito, que transformará nosso planeta num Mundo Melhor.

Um abraço na criança que habita em cada um de vocês e até a próxima.



 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: sexta-feira, 22 jun 2018 00:32Atualizado em: sexta-feira, 22 jun 2018 12:24
  • Crianças   Respeito   Flavia Bianco   
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Uma Luta pelo Respeito

Olá meus amigos,


Algumas semanas fora mas estou de volta para falar do que vi nesses últimos dois meses.


Ontem foi o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia - 17 de maio.


Não há o que se comemorar... mas é bom para refletir sobre o quanto nosso pais e sociedade ainda desrespeita os direitos da comunidade LGBTI, mas não somente dessa população, mas crianças, negros, nordestinos, refugiados, portadores de necessidades especiais e afins...


É triste ainda escutar e ler muitos comentários dizendo que isso é “choradeira” ou “mimimi” de quem quer forçar benefícios para si só, mas quem pertence ou lida diretamente com essas minorias, sabe que está muito longe de ser isso.



Falando especificamente sobre a comunidade LGBTI, a cada 25 horas, uma pessoa é morta por conta de sua condição, com crimes ligados única e exclusivamente a sua orientação ou identidade de gênero.   Esse dado é gravíssimo, e estamos falando apenas dos crimes “notificados” (oficiais), sem ter idéia de tantos outros que ocorrem e não são reportados ou inclusos nessa triste estatística.


Quem me acompanha há algum tempo sabe da minha luta em defesa do respeito,  não só em relação à diversidade mas ao respeito incondicional para todas aquelas chamadas ”minorias” que,  de alguma forma,  ainda sofrem problemas e dificuldades quanto a sua inclusão efetiva na sociedade.


Depois de participar, no início do mês passado, de workshop sobre diversidade, que tratei no post anterior, conheci alguns movimentos que levantam essa bandeira e,  junto a esses movimentos,  pessoas que lutam pelo mesmo ideal que eu.


Entre esses grupos, conheci o “Mães pela Diversidade”, uma ONG de mães que lutam pelo direito de seus filhos em serem quem são.  Capitaneado nacionalmente pela Majú Giorgi, com representantes em diversas cidades do país (inclusive nossa Santos), participa e promove ações, palestras e encontros para discutir temas como a inclusão da população LGBT e o combate à homofobia e transfobia, com vistas a adequação da leis para esse segmento social e, principalmente a criminalização dos crimes contra LGBTI, a exemplo do que já existe hoje com a questão racial e crimes contra a mulher.
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Tambem pude participar como visitante convidada de duas comissões de Santos, com militância ativa na defesa dos direitos da população LGBT: a Comissão Municipal da Diversidade Sexual de Santos e a Comissão da Diversidade Sexual e Gênero da OAB Santos.



A Comissão Municipal, que busca ações junto ao poder público municipal em prol da população LGBT. Foi criada há cinco anos e é coordenada pela querida Taiane Miyake, militante histórica de nossa região e responsável por ações sociais e diversas conquistas para a população trans.   Dentre elas destaco a criação do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais, que atende no Hospital Guilherme Álvaro, referência para transexuais e travestis de toda a Baixada Santista.   A Comissão trabalha agora em conjunto com a administração municipal, para a criação do Conselho Municipal de Políticas LGBT, o qual garantirá mais efetividade na representação da comunidade LGBT nos assuntos da cidade.


A outra comissão, da OAB Santos, é formada mormente por advogados, mas com a colaboração de diversos outros profissionais, e é presidida pela Dra. Rosangela Novaes. Atua na defesa dos direitos desse público, principalmente na parte de assessoria jurídica, mas também promovendo ações e palestras para esclarecimento da sociedade e dos advogados e profissionais do direito sobre o tema.   


Ambas as comissões interagem entre si, sendo que parte dos integrantes de uma participam da outra, e vice versa.   Essa interação tem promovido conquistas importantes para a inclusão e visibilidade dos assuntos voltados à diversidade e defesa dos direitos LGBTI.

Tive também o prazer de ter conhecido a Dra. Patricia Gorisch, outro nome de peso no cenário nacional, na defesa dos direitos da diversidade e refugiados, expoente nacional em cursos, aulas e palestras promovidas sempre no sentido da inclusão dessa população.


Enfim...   Nesse mês, descobri pessoalmente que o movimento pela inclusão e respeito da comunidade LGBTI está muito bem representada em nossa região.


Um aspecto que me deixou super esperançosa foi encontrar nesses movimentos diversos profissionais que não são gays, lésbicas, trans ou enquadrados no conceito “diversidade”, lutando por essa causa, levantando essa bandeira...  pessoas de várias idades, desde jovens até pessoal da “melhor idade”.  Isso mostra que para sermos simpáticos à luta de determinada classe, não precisamos pertencer a ela.  Basta termos (e usarmos) a EMPATIA de entender as dificuldades do outro e, acima de tudo, lutar pelo RESPEITO INCONDICIONAL.

Aqui na Unisanta, iniciou-se nesse mês o curso de Pós Graduação EAD “Direito Homoafetivo e de Gênero”, coordenado pelas Dras. Rosângela Novaes e Maria Berenice Dias,  o primeiro do gênero no Brasil, que conta com mais de 90 alunos inscritos de várias partes do Brasil. Maiores informações no site da Universidade (ced.unisanta.br).

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Por fim, destaco que Santos, na vanguarda mais uma vez, e antes mesmo da grande maioria das cidades do país, reconheceu o direito dos transgênero, assegurando o direito a retificação do prenome e gênero, graças ao entendimento humanizado do MM. Juiz Corregedor Frederico Messias.


Respeito!! 
Não é essa bandeira que sempre levantei?  Então... é essa bandeira que vejo tremulando em cada evento ou reunião que tenho a grata oportunidade de participar.


Muito há para se fazer pela causa LGBTI, dos negros, dos deficientes, dos refugiados, das mulheres, das crianças, dos idosos... mas tudo começa com pequenos passos e pequenas mudanças em nosso pensamento.  E um pequeno movimento, por menor que seja, já nos tira do lugar.  E sempre valerá apenas por um mundo mais inclusivo e mais próximo ao ideal, por mais longe que ainda pareça.


Sempre há o que se fazer... basta querermos ajudar, querermos TRANSCENDER.


Um forte abraço a todos e até a próxima!!

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: sexta-feira, 18 mai 2018 10:37Atualizado em: segunda-feira, 01 jan 1900 00:00
  • LGBT   Flavia Bianco   Respeito   
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Vamos falar sobre Respeito ?

Olá amigos,

Essa semana vou falar sobre um tema de fundaSanta mental importância para mim: RESPEITO. Aliás esse é tema de uma palestra minha, ministrada em outubro desse ano, no auditório da Câmara Municipal de Santos.

 

Grande parte dos conflitos que vemos hoje, são decorrentes da questão “RESPEITO”, ou da falta dele mais especificamente.  

 

Podemos encontrar a tal “falta de respeito” em vários momentos de nossa atual sociedade:

- nos desvios de dinheiro público (corrupção impregnada em nossa política);

- nos ataques racistas que tem sido noticiados pela mídia;

- na intolerância quanto a questões de orientação sexual e identidade de gênero;

- no desrespeito à igualdade de gênero nas questões trabalhistas (e nesse item, mormente com relação à discriminação que mulheres em geral sofrem);

- no ataque a crenças religiosas diversas;

- nos conflitos e tensões que estão surgindo entre nações mundo afora; entre outros

 

Portanto, identificamos que a grande maioria dos problemas poderiam ser resolvidos ou nem existir se tivéssemos a bandeira do RESPEITO às diferenças de escolhas ou visões disseminada em nossa sociedade, em nossas escolas e em nossos lares.

 

Vejam que é uma bandeira que não apenas favorece as chamadas minorias, excluídos ou marginalizados.   É uma conquista em prol da sociedade para o bem de todos.

 

Em minha palestra, trago uma visão diferente do combate as “diverso-fobias" sociais e aos desrespeitos citados acima:  é preciso parar com essa tentativa de combater o “PRECONCEITO” !!

 

Antes de ser crucificada, eu explico...

 

Preconceito é um juízo preconcebido, sob determinado tema, assunto, pensamento ou coisa.  Esses conceitos prévios são formados com base na sociedade, família, religião, convenções legais, culturais e sociais, vivência pessoal entre outros.  E isso é inerente ao ser humano. Todos nós, pela acepção do termo, temos nosso preconceito sobre quase tudo nesse mundo.  E isso não é um problema em si.     Eu mesma tenho preconceitos com relação a tipos de música, alguns tipos de roupa, formas de atuação e dogmas de algumas religiões.  Isso é normal de cada um de nós.  É normal gostarmos ou não de qualquer coisa, comportamento, costumes, escolhas, etc...

 

O problema do “preconceito” na verdade não é ele em si, mas sua materialização, através da intolerância, discriminação, discurso de ódio e por final, e não menos grave, da violência.   Essa materialização é o ponto chave, que deve sim ser combatido e tipificado como o crime que é.

 

Sob essa ótica vemos que o preconceito nunca será mudado em cada um de nós por imposição, leis, pressão social ou o que quer que seja.  APENAS NÓS podemos mudar nossos conceitos, preconceitos e paradigmas, através da reflexão mais aprofundada sobre o assunto.

 

Portanto, a única ferramenta que nos permite alterar nossos preconceitos chama-se CONHECIMENTO.

 

Quando se aprofunda a discussão sobre um assunto, com toda a complexidade, prós, contras, dificuldades, realidades, enfim... acabamos por ter maior embasamento para aceita-lo ou não, lembrando que ter seus conceitos e preconceitos é legitimo.

 

Quando se entende sobre um determinado assunto, e a visão divergente é aceita, o RESPEITO está ai sedimentado, sem dificuldades.    O problema, e talvez grande exercício que todos nós temos de praticar diariamente, é RESPEITAR quando não aceitamos ou concordamos com o contraditório.  

 

Não somos obrigados a aceitar a verdade de ninguém, assim como ninguém é obrigado a aceitar a nossa.  Isso é fato!!!

 

As pessoas simplesmente precisam aprender a RESPEITAR o diferente, o controverso, o novo ou aquilo que não serve pra elas.   Isso é a prática do RESPEITO. 

 

Respeito deve ser, acima de tudo, uma característica inerente a todas as pessoas de bem, seja por questões religiosas, éticas, cívicas ou pelo amor fraterno universal.

 

E esse respeito não é uma via de mão única.  Ambos os lados precisam respeitar as posições contrárias.


Falando especificamente sobre a situação que vivencio, temos de entender que para algumas pessoas, o novo é impactante e a aceitação e entendimento de uma transição de gênero pode não ser tão fácil.

 

Portanto, temos de respeitar o tempo e discernimento dessas pessoas, não tentando impor nossa ‘verdade” a elas mas, ao mesmo tempo, merecemos receber o mesmo respeito por nossa condição “diferente” daquilo que elas entendem como “verdade”.

 

Não se trata entretanto de um vale tudo ou um “cada um por si”.  Condutas tipificadas como crime ou afrontas a legislação, devem ser combatidas. Não só quando praticadas por negros, homossexuais, transgeneros, moradores de rua ou outras pessoas enquadradas como “minorias”, mas quando cometidas por qualquer cidadão, independente de qualquer rótulo ou crachá que se atribua a ele.

 

Por isso meus amigos, convido todos a transcender sobre o tema RESPEITO.


Quando pequena, sempre fui ensinada a respeitar para ser respeitada.   E essa é uma máxima que temos que ter em nossa sociedade, lares, escolas, locais de trabalho.     Se aprendermos e, principalmente, ensinarmos nossos filhos que o respeito tem de ser INCONDICIONAL, a aceitação do novo, do diferente será mais pacifica.

 

Nada de ideologia de gênero, religiosa, de clubes de futebol...   a ideologia do “respeito incondicional” é que deve ser levada em consideração e difundida aos quatro cantos.

 

Quanto mais diversa uma sociedade, em todos os seus aspectos culturais, de etnias, de liberdades individuais (dentro da lei), mais rica ela se torna. 

 

John Lennon, ícone da música mundial de todos os tempos, compôs em sua eterna canção “Imagine” de 1971:  

“Você pode dizer que sou uma sonhadora... mas não sou a única.   Espero que algum dia você se junte a nós e o mundo viverá como um só.”

 

Convido vocês a uma reflexão sobre esse sonho....

 

Um forte abraço e até nosso próximo encontro.

 

Flavia Bianco.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quarta-feira, 13 dez 2017 13:39Atualizado em: quinta-feira, 14 dez 2017 16:38
     
Sobre
Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com