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Extraordinário – uma aula sobre Bullying

Olá amigos.

 

Semana passada tive a grata experiência de assistir o filme Extraordinário (Wonder), baseado no romance infantil de R.J. Palacio.  Sem querer dar spoiler sobre o filme, ele trata de forma claríssima o assunto “bullying”, na visão de um menino de 10 anos, e de como o RESPEITO é fundamental para vencer essa patologia social que aflige a todos nós.

 

Esse filme me inspirou a tratar nesse artigo de um assunto tão complicado quanto necessitado de entendimento e discussão, que é a prática de bullying em nossa sociedade, mormente em meio a nossas crianças.

 

Alguem já foi ridicularizado por coleguinhas durante o período escolar?   

 

Quem responder afirmativamente a essa pergunta, sabe o quanto “dói” ser alvo de chacotas, principalmente se repetidos intencionalmente, fator característico do bullying.

 

Essa palavra, que tem origem no verbo inglês “to bully”, significa “tiranizar, oprimir, ameaçar ou amedrontar”.    E podem apostar que é exatamente assim que as pessoas que sofrem esse ataque se sentem.

 

E o que deflagra esse tipo de violência contra alguém?  O simples fato de ser DIFERENTE dos padrões da sociedade ou de um determinado grupo.   Não escapam desses ataques gordos, quem usa óculos, deficientes físicos, anões, negros, orientais, assim como também aqueles que são rotulados por fatores como classe social, religião, orientação sexual, identidade de gênero, refugiados, imigrantes ou qualquer outro fator diverso de uma suposta maioria ou padrão.

 

“Ah Flavia...” – dirão alguns – “essas brincadeiras são normais entre crianças... sempre foi assim. É muito mimimi ”.  Essas e outras argumentações eu escuto de pessoas que fecham os olhos para essa triste realidade.    

 

Não tenham dúvida meus amigos quanto a uma coisa:  BULLYING PODE MATAR !!!

 

Recentemente tivemos divulgado pela mídia nacional dois casos assombrosos:  

 

Em outubro deste ano um menino em Goiânia matou a tiros dois colegas de classe e feriu outros três. Alegou que não aguentava mais ser chamado de “fedido” e ser ofendido diariamente pelo colega a quem matou.  

 

Mais recentemente, em dezembro, na cidade de Várzea Paulista (SP), outro menino matou a pauladas um adolescente que o perseguia e o xingava, pelo simples fato dele ser estrábico.

 

Em primeiro lugar, NADA JUSTIFICA MATAR ALGUEM, isso é errado e deve ser tratado dentro dos ditames da lei!!

 

Qualquer cidadão de bem, entretanto, fica chocado diante desse tipo de desfecho, triste para os dois lados.  Ambos vítimas de uma mesma doença social: o bullying.

 

Agora meus amigos, convido-os a transcender sobre o fato em si.

 

O bullying é uma forma de violência psicológica, às vezes física, que causa dor e angústia no oprimido.    Como seres únicos, cada um de nós lida de forma diferenciada com as experiências, pressões e provações da vida.

 

Uns podem receber essa pressão, absorver e não ter maiores problemas em lidar com isso. Aprendendo através do fortalecimento de sua autoestima, a superar e vencer, como no caso do filme.

 

Já outros podem se retrair, guardar essa angustia para si e terem sua autoestima abalada, o que pode trazer consequências para a vida, processos depressivos, síndromes de inferioridade, complexos, etc.

 

Em casos mais agudos, tal opressão social pode levar ao extremo do suicídio ou, numa explosão de fúria, que resultam nos lamentáveis fatos que mencionei.

 

Portanto, meus amigos, BULLYING MATA !!!   Tenhamos isso em mente.

 

Não nos cabe aqui julgar quem é forte ou fraco de espírito para suportar essa pressão.  Cada um reage de uma forma.   O que nos resta é tentar achar saídas para resolver esse problema numa esfera global, já que é um fenômeno que atinge o mundo todo.  

 

A receita é um tanto simples, quanto difícil de aplicar: o tal do RESPEITO.

 

Como publicado em artigo anterior nesse blog, se educarmos nossos filhos quanto a necessidade de RESPEITAR as diferenças, sejam elas quais forem, episódios como esse deixarão de acontecer.  

 

É preciso ter o discernimento de que uma brincadeira que atinge o outro, em sua autoestima, não é uma brincadeira.  E esse ensinamento a nossos pequenos (e por que não o aprendizado para nós mesmos?) é tarefa de todos nós, pais, professores, amigos... no cotidiano, em nosso convívio social.

 

Presenciar um ato de bullying e não intervir, é ser conivente com algo que pode estar sendo danoso a alguém, por mais inocente que possa parecer. Que tenhamos, enquanto sociedade, essa consciência.

 

Ser melhor a cada dia... um passo de cada vez.    Se cada um de nós fizermos isso, estaremos caminhando rumo ao fim desse problema.


Fica a dica de um ótimo filme para pensarmos muito bem sobre o tema.

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Uma boa semana a todos vocês !

 

 

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Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com