Divulgação Divulgação

De repente... a hora da colheita

Olá amigos...

 

Como estamos hoje? Como estamos no aqui e agora?

 

Recebi essa sugestão de tema da leitora Maria Lúcia e é uma grande oportunidade para pensarmos um pouco.

 

Nossa vida atual é resultado de nossas conquistas, nossas construções, daquilo que semeamos durante nossa caminhada, assim como é também resultado dos nossos erros, escolhas, inobservâncias e negligências.

 

Há um proverbio chinês que diz: “o plantio é livre, opcional... mas a colheita é obrigatória” ou então outro mais popular que fala: “quem planta, colhe

 

Isso significa que, salvo em algumas condições imponderáveis, nossa vida é construída por aquilo que somos, fazemos, escolhemos, plantamos e colhemos.   Não se pode querer que as coisas caiam do céu se não dermos uma força para que elas se materializem ou aconteçam.

 

O "de repente" não existe.  O sucesso que às vezes enxergamos nos outros, em sua absoluta maioria, veio com uma boa dose de perseverança, investimento, esforço, foco e outros requisitos.  Muitas vezes isso tudo é invisível para a grande maioria, menos para àquele que se empenhou.

 

Por vezes, nós alcançamos um sonho, uma meta e um objetivo e ouvimos: “nossa... fulano teve sorte na vida”.   Muitas vezes não fazem idéia do empenho que foi dispendido em sua realização.

 

Mas o mesmo acontece em situações inversas e adversas, quando reclamamos de uma melhor sorte que não veio.

 

Quantas vezes empenhamos nossos melhores esforços para realizar ou conquistar algo que as vezes não dá certo?   Será que nossos esforços foram em vão ou o planejamento seguiu por um caminho errado?    Será que não precisávamos rever o curso no meio da jornada?

 

E quando o assunto são relacionamentos que não deram certos, empregos ou oportunidades que perdemos, projetos pessoais que não foram realizados, amigos que se afastam...


Nada acontece de repente.

 

Assim como um projeto para ter sucesso requer um bom planejamento e o acompanhamento dos indicadores para correção de eventuais desvios, em nosso campo pessoal, psicológico e até de saúde acontece o mesmo.

 

Ninguém inicia um relacionamento com alguém pensando na frustração. Ninguém comete abusos ou negligencia sua saúde pensando em morrer ou em uma invalidez futura.  Não nos aplicamos a um projeto, atividade ou emprego, pensando em sermos descartados ou no fracasso.

 

Dessa forma, por que as desventuras acontecem?   De forma abrupta?   Não mesmo...

 

Em um emprego, projeto, banda de rock ou qualquer outra coisa que participamos, os eventos e situações acontecem de forma gradativa e acumulativa. O fim da linha, salvo alguns casos, normalmente está ligado direta ou indiretamente a essa sequência de eventos não observados, considerados ou corrigidos.

 

Quando falamos em saúde, um bom acompanhamento médico pode nos levar a evitar a grande parte das doenças crônicas, salvo as atribuídas à fatalidade ou questões genéticas e afins...

 

Amizades e relacionamentos são vias de mão dupla.  A todo o momento é possível perceber desvios na rota e buscar a correção, desde que seja vontade de ambas as partes, mas não é algo que se rompa ou deteriore de uma hora para outra.

 

E em todas as três situações citadas, temos o mesmo motivo: a "inobservância".

 

Se conseguirmos observar o nosso caminho, identificar os erros e corrigi-los, talvez o final da história possa ser outro.   Em situações onde não podemos fazer nada para mudar, aceitemos e façamos sempre nosso melhor.    Temos de ter coragem para mudar o que podemos, serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir ambas situações... lembram?

 

Mas na grande maioria dos casos, está em nossas mãos... o plantio e a colheita.   Plantemos nossas cenouras, mas não esperemos colher morangos.   A lei é bem simples.  Semeie coisas boas e a vida - cedo ou tarde - te brindará com o que é seu.    

 

Teremos nossos frutos, uns bons e outros não tão bons assim.   Mas acreditem: nunca será “de repente”, mas no tempo certo, de acordo com o cultivo e nosso merecimento.

 

Que aprendamos a melhorar a qualidade de nossas sementes, para que nossos frutos sejam vistosos e saudáveis no futuro.

 

Termino esse artigo com um trecho da oração de São Francisco de Assis, que ilustra perfeitamente a idéia desse pensamento do plantio e colheita:

Ó mestre, fazei que eu procure mais
  consolar que ser consolado
  Compreender, que ser compreendido
  Amar, que ser amado
  Pois é dando que se recebe
  É perdoando que se é perdoado...


E, levantando minha bandeira pessoal, completo com “É RESPEITANDO QUE SE É RESPEITADO”. 

Que a semana seja de bons plantios e colheitas a todos!!!


Um abraço fraterno a todos a até o próximo artigo.

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 11 jan 2018 16:59Atualizado em: quinta-feira, 11 jan 2018 17:01
Divulgação Divulgação

2018 - Receita para um novo ano

Olá amigos. 

 

Feliz e próspero ano novo!!!

 

A cada réveillon desejamos a todos - próximos ou não - um feliz ano novo.  Mas o que isso significa na verdade?

 

O que é ter um ano feliz?  Aliás... o que é ser feliz?  

 

Para uns, a felicidade é conseguir viajar, conquistar sua casa própria ou independência financeira, ver um filho se formando na faculdade, conseguir o emprego dos sonhos...

 

Para outros, felicidade está em contemplar a natureza, cuidar e trocar afetos com um animalzinho de estimação, se envolver em trabalhos voluntários ou filantrópicos, colocar um sorriso no rosto de alguém....

 

Enfim, a felicidade pode estar atrelada a coisas materiais ou imateriais, dependendo dos desejos, anseios e buscas individuais de cada um de nós.   Não existe certo ou errado nem nobres metas ou não. Cada um idealiza a felicidade a seu modo, uma vez que são conceitos legítimos de cada um e merecem ser respeitados, como ponto de vista pessoal.

 

Mas para uma parte de nossa sociedade, muitas vezes ser feliz é se encontrar dentro de si próprio, se aceitar em suas características ou escolhas, descobrindo seu lugar no mundo e, não menos importante, ter esse lugar reconhecido e respeitado sociedade, na família e/ou no ambiente de trabalho.    E nesse sentido, o primeiro passo é aceitar sua condição diversa, seja ela qual for.  Ser verdadeiro consigo, com seus princípios, sua ética e sua essência é fundamental para ser feliz. 

 

Posto isso, trago um pensamento atribuído ao teólogo norte-americano Reinhold Niebuhr (1892 - 1971):

 

“Concedei-nos Senhor,
serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar,
coragem para modificar aquelas que podemos e
sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

 

Se conseguirmos ter ou desenvolver esse discernimento, e aplicá-lo sobre cada um dos obstáculos, provas e dificuldades que aparecerão nesse ano que se inicia, certamente abriremos espaço para um caminhar mais feliz e menos lastimoso.

 

Levantar a cabeça e enfrentar com firmeza, foco e fé as dificuldades, acreditando em nosso sucesso e potencial. Isso é o que se espera de um vencedor. Daquele que lá na frente olhará para trás e dirá:  foi duro mas consegui!!!  E é o que temos de fazer.

 

Aprender a aceitar o que não podemos mudar, lidar com adversidades que fogem a nossa vontade ou atuação, não esmorecer pelas perdas, espinhos e tombos no caminho.  Isso certamente ajudará a ter uma visão mais positivista e, por certo, ajudará a enxergar novos rumos, novos horizontes e novas possibilidades de contornar as pedras que insistem em aparecer no estreito caminho.  Cada uma dessas pedras é um desfio, uma chance de vencer, de evoluir, de transcender...

 

Talvez essa seja a receita de um ano feliz.   Se ao final não for um ano de felicidade plena e absoluta, ao menos posso afirmar que se seguirmos o ponto de vista do teólogo americano, com certeza será um ano mais feliz, ou seja, aquilo que desejamos e ouvimos inúmeras vezes nessa passagem de ano, ao som de brindes e das belas queimas de fogos.

 

Felicidade é um estado de espírito, meus amigos... e deve estar sempre em nosso caminhar e não no destino.

 

Um ano FELIZ para todos.

 

 

Leia Mais
Divulgação Divulgação

Extraordinário – uma aula sobre Bullying

Olá amigos.

 

Semana passada tive a grata experiência de assistir o filme Extraordinário (Wonder), baseado no romance infantil de R.J. Palacio.  Sem querer dar spoiler sobre o filme, ele trata de forma claríssima o assunto “bullying”, na visão de um menino de 10 anos, e de como o RESPEITO é fundamental para vencer essa patologia social que aflige a todos nós.

 

Esse filme me inspirou a tratar nesse artigo de um assunto tão complicado quanto necessitado de entendimento e discussão, que é a prática de bullying em nossa sociedade, mormente em meio a nossas crianças.

 

Alguem já foi ridicularizado por coleguinhas durante o período escolar?   

 

Quem responder afirmativamente a essa pergunta, sabe o quanto “dói” ser alvo de chacotas, principalmente se repetidos intencionalmente, fator característico do bullying.

 

Essa palavra, que tem origem no verbo inglês “to bully”, significa “tiranizar, oprimir, ameaçar ou amedrontar”.    E podem apostar que é exatamente assim que as pessoas que sofrem esse ataque se sentem.

 

E o que deflagra esse tipo de violência contra alguém?  O simples fato de ser DIFERENTE dos padrões da sociedade ou de um determinado grupo.   Não escapam desses ataques gordos, quem usa óculos, deficientes físicos, anões, negros, orientais, assim como também aqueles que são rotulados por fatores como classe social, religião, orientação sexual, identidade de gênero, refugiados, imigrantes ou qualquer outro fator diverso de uma suposta maioria ou padrão.

 

“Ah Flavia...” – dirão alguns – “essas brincadeiras são normais entre crianças... sempre foi assim. É muito mimimi ”.  Essas e outras argumentações eu escuto de pessoas que fecham os olhos para essa triste realidade.    

 

Não tenham dúvida meus amigos quanto a uma coisa:  BULLYING PODE MATAR !!!

 

Recentemente tivemos divulgado pela mídia nacional dois casos assombrosos:  

 

Em outubro deste ano um menino em Goiânia matou a tiros dois colegas de classe e feriu outros três. Alegou que não aguentava mais ser chamado de “fedido” e ser ofendido diariamente pelo colega a quem matou.  

 

Mais recentemente, em dezembro, na cidade de Várzea Paulista (SP), outro menino matou a pauladas um adolescente que o perseguia e o xingava, pelo simples fato dele ser estrábico.

 

Em primeiro lugar, NADA JUSTIFICA MATAR ALGUEM, isso é errado e deve ser tratado dentro dos ditames da lei!!

 

Qualquer cidadão de bem, entretanto, fica chocado diante desse tipo de desfecho, triste para os dois lados.  Ambos vítimas de uma mesma doença social: o bullying.

 

Agora meus amigos, convido-os a transcender sobre o fato em si.

 

O bullying é uma forma de violência psicológica, às vezes física, que causa dor e angústia no oprimido.    Como seres únicos, cada um de nós lida de forma diferenciada com as experiências, pressões e provações da vida.

 

Uns podem receber essa pressão, absorver e não ter maiores problemas em lidar com isso. Aprendendo através do fortalecimento de sua autoestima, a superar e vencer, como no caso do filme.

 

Já outros podem se retrair, guardar essa angustia para si e terem sua autoestima abalada, o que pode trazer consequências para a vida, processos depressivos, síndromes de inferioridade, complexos, etc.

 

Em casos mais agudos, tal opressão social pode levar ao extremo do suicídio ou, numa explosão de fúria, que resultam nos lamentáveis fatos que mencionei.

 

Portanto, meus amigos, BULLYING MATA !!!   Tenhamos isso em mente.

 

Não nos cabe aqui julgar quem é forte ou fraco de espírito para suportar essa pressão.  Cada um reage de uma forma.   O que nos resta é tentar achar saídas para resolver esse problema numa esfera global, já que é um fenômeno que atinge o mundo todo.  

 

A receita é um tanto simples, quanto difícil de aplicar: o tal do RESPEITO.

 

Como publicado em artigo anterior nesse blog, se educarmos nossos filhos quanto a necessidade de RESPEITAR as diferenças, sejam elas quais forem, episódios como esse deixarão de acontecer.  

 

É preciso ter o discernimento de que uma brincadeira que atinge o outro, em sua autoestima, não é uma brincadeira.  E esse ensinamento a nossos pequenos (e por que não o aprendizado para nós mesmos?) é tarefa de todos nós, pais, professores, amigos... no cotidiano, em nosso convívio social.

 

Presenciar um ato de bullying e não intervir, é ser conivente com algo que pode estar sendo danoso a alguém, por mais inocente que possa parecer. Que tenhamos, enquanto sociedade, essa consciência.

 

Ser melhor a cada dia... um passo de cada vez.    Se cada um de nós fizermos isso, estaremos caminhando rumo ao fim desse problema.


Fica a dica de um ótimo filme para pensarmos muito bem sobre o tema.

blog201712274453541.jpg


Uma boa semana a todos vocês !

 

 

Leia Mais
Divulgação Divulgação

É Natal? Então... é Natal.

Olá amigos... chegou o Natal !!


Bolas enfeitando lindas árvores, luzes nas fachadas de residências e comércios, vias públicas iluminandas, Papai Noel nos shoppings recebendo os pequenos...  sim, já é Natal.

 

A magia desse momento, tão lúdica e que encanta principalmente os mais novos, nada mais é do que um chamado, um lembrete para o verdadeiro significado dessa data.  O nascimento do Mestre Jesus.

 

Nos cultos cristãos ele sempre é lembrado, em diversos lares, mas também, mesmo entre os cristãos, as vezes passa batido.


Não vou falar aqui sobre o lado comercial da data, pois isso sempre é debatido em verso e prosa nessa data.  
Minha mensagem de Natal para esse ano é uma proposta diferente:


Além dos presentes, cartões, mensagens e refeições fartas, vamos dar um presente ao aniversariante?

 

Mas qual seria o melhor presente?   Ouro, Incenso e mirra, como os ofertados ao menino Jesus pelos três Reis Magos??   Acho que não...

 

Algumas religiões pregam que Jesus morreu na cruz para salvar a humanidade... um ato vivenciado de AMOR.

 

Em sua passagem por esse planeta, o maior ensinamento que nos deixou foi AMAR a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

 

Então... por que não lhe damos de presente o aprendizado e aplicação de sua lição: o AMOR?

 

E não significa com isso AMAR a Jesus apenas.    No sentido amplo, significa amar o próximo, os aflitos, os doentes, as criancinhas, os nossos inimigos... enfim, amar incondicionalmente todos aqueles, inclusive os DIFERENTES de nossas convicções, conceitos e/ou verdades.

 

Quem sou eu para falar em nome dele, nem tenho essa pretensão mas sei, com a certeza que carrego em mim, que Ele certamente AMARIA receber esse presente, o AMOR difundido entre todos, de forma indiscriminada.  

 

Amar quem nos ama é fácil.   A prática do AMOR e RESPEITO por aqueles que pensam diferentes ou que nos tenham ofendido... essa sim é a maior prova de AMOR e o maior presente que podemos dar a Ele. 

 

É difícil???  claro que sim!! 

 

Mas que tal começar a transcender com:

. dar um abraço naquele vizinho que tivemos um desentendimento tempos atrás;

. uma reconciliação com alguém quem brigamos;

. olhar com mais carinho para o problema do outro, que passa por dificuldades;

. respeitar (sem julgamentos), as escolhas, crenças, etnias, características ou condições de nossos irmãos considerados "diferentes";

 

Isso é uma tarefa árdua.. e nem poderia ser diferente.  É um burilamento constante de nosso espírito.   Ninguém conseguirá isso da noite para o dia, mas se dermos um primeiro passo com efetiva boa vontade, acredito que já faremos o Aniversariante muito feliz!

 

Desejo um Natal de luz e paz a todos que acreditam nessa data, na magia e no real significado do Natal.   Para aqueles que tem outras crenças ou simplesmente não acreditam, ficam meus sinceros votos de que a energia positiva emanada nessa data alcance o lar de cada um de vocês.

 

Um abraço fraterno a todos!

 

Flavia Bianco.

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quinta-feira, 21 dez 2017 11:22Atualizado em: quinta-feira, 21 dez 2017 11:24
Divulgação Divulgação

Vamos falar sobre Respeito ?

Olá amigos,

Essa semana vou falar sobre um tema de fundaSanta mental importância para mim: RESPEITO. Aliás esse é tema de uma palestra minha, ministrada em outubro desse ano, no auditório da Câmara Municipal de Santos.

 

Grande parte dos conflitos que vemos hoje, são decorrentes da questão “RESPEITO”, ou da falta dele mais especificamente.  

 

Podemos encontrar a tal “falta de respeito” em vários momentos de nossa atual sociedade:

- nos desvios de dinheiro público (corrupção impregnada em nossa política);

- nos ataques racistas que tem sido noticiados pela mídia;

- na intolerância quanto a questões de orientação sexual e identidade de gênero;

- no desrespeito à igualdade de gênero nas questões trabalhistas (e nesse item, mormente com relação à discriminação que mulheres em geral sofrem);

- no ataque a crenças religiosas diversas;

- nos conflitos e tensões que estão surgindo entre nações mundo afora; entre outros

 

Portanto, identificamos que a grande maioria dos problemas poderiam ser resolvidos ou nem existir se tivéssemos a bandeira do RESPEITO às diferenças de escolhas ou visões disseminada em nossa sociedade, em nossas escolas e em nossos lares.

 

Vejam que é uma bandeira que não apenas favorece as chamadas minorias, excluídos ou marginalizados.   É uma conquista em prol da sociedade para o bem de todos.

 

Em minha palestra, trago uma visão diferente do combate as “diverso-fobias" sociais e aos desrespeitos citados acima:  é preciso parar com essa tentativa de combater o “PRECONCEITO” !!

 

Antes de ser crucificada, eu explico...

 

Preconceito é um juízo preconcebido, sob determinado tema, assunto, pensamento ou coisa.  Esses conceitos prévios são formados com base na sociedade, família, religião, convenções legais, culturais e sociais, vivência pessoal entre outros.  E isso é inerente ao ser humano. Todos nós, pela acepção do termo, temos nosso preconceito sobre quase tudo nesse mundo.  E isso não é um problema em si.     Eu mesma tenho preconceitos com relação a tipos de música, alguns tipos de roupa, formas de atuação e dogmas de algumas religiões.  Isso é normal de cada um de nós.  É normal gostarmos ou não de qualquer coisa, comportamento, costumes, escolhas, etc...

 

O problema do “preconceito” na verdade não é ele em si, mas sua materialização, através da intolerância, discriminação, discurso de ódio e por final, e não menos grave, da violência.   Essa materialização é o ponto chave, que deve sim ser combatido e tipificado como o crime que é.

 

Sob essa ótica vemos que o preconceito nunca será mudado em cada um de nós por imposição, leis, pressão social ou o que quer que seja.  APENAS NÓS podemos mudar nossos conceitos, preconceitos e paradigmas, através da reflexão mais aprofundada sobre o assunto.

 

Portanto, a única ferramenta que nos permite alterar nossos preconceitos chama-se CONHECIMENTO.

 

Quando se aprofunda a discussão sobre um assunto, com toda a complexidade, prós, contras, dificuldades, realidades, enfim... acabamos por ter maior embasamento para aceita-lo ou não, lembrando que ter seus conceitos e preconceitos é legitimo.

 

Quando se entende sobre um determinado assunto, e a visão divergente é aceita, o RESPEITO está ai sedimentado, sem dificuldades.    O problema, e talvez grande exercício que todos nós temos de praticar diariamente, é RESPEITAR quando não aceitamos ou concordamos com o contraditório.  

 

Não somos obrigados a aceitar a verdade de ninguém, assim como ninguém é obrigado a aceitar a nossa.  Isso é fato!!!

 

As pessoas simplesmente precisam aprender a RESPEITAR o diferente, o controverso, o novo ou aquilo que não serve pra elas.   Isso é a prática do RESPEITO. 

 

Respeito deve ser, acima de tudo, uma característica inerente a todas as pessoas de bem, seja por questões religiosas, éticas, cívicas ou pelo amor fraterno universal.

 

E esse respeito não é uma via de mão única.  Ambos os lados precisam respeitar as posições contrárias.


Falando especificamente sobre a situação que vivencio, temos de entender que para algumas pessoas, o novo é impactante e a aceitação e entendimento de uma transição de gênero pode não ser tão fácil.

 

Portanto, temos de respeitar o tempo e discernimento dessas pessoas, não tentando impor nossa ‘verdade” a elas mas, ao mesmo tempo, merecemos receber o mesmo respeito por nossa condição “diferente” daquilo que elas entendem como “verdade”.

 

Não se trata entretanto de um vale tudo ou um “cada um por si”.  Condutas tipificadas como crime ou afrontas a legislação, devem ser combatidas. Não só quando praticadas por negros, homossexuais, transgeneros, moradores de rua ou outras pessoas enquadradas como “minorias”, mas quando cometidas por qualquer cidadão, independente de qualquer rótulo ou crachá que se atribua a ele.

 

Por isso meus amigos, convido todos a transcender sobre o tema RESPEITO.


Quando pequena, sempre fui ensinada a respeitar para ser respeitada.   E essa é uma máxima que temos que ter em nossa sociedade, lares, escolas, locais de trabalho.     Se aprendermos e, principalmente, ensinarmos nossos filhos que o respeito tem de ser INCONDICIONAL, a aceitação do novo, do diferente será mais pacifica.

 

Nada de ideologia de gênero, religiosa, de clubes de futebol...   a ideologia do “respeito incondicional” é que deve ser levada em consideração e difundida aos quatro cantos.

 

Quanto mais diversa uma sociedade, em todos os seus aspectos culturais, de etnias, de liberdades individuais (dentro da lei), mais rica ela se torna. 

 

John Lennon, ícone da música mundial de todos os tempos, compôs em sua eterna canção “Imagine” de 1971:  

“Você pode dizer que sou uma sonhadora... mas não sou a única.   Espero que algum dia você se junte a nós e o mundo viverá como um só.”

 

Convido vocês a uma reflexão sobre esse sonho....

 

Um forte abraço e até nosso próximo encontro.

 

Flavia Bianco.

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: quarta-feira, 13 dez 2017 13:39Atualizado em: quinta-feira, 14 dez 2017 16:38
<< Página Anterior       Página Posterior >>
Sobre
Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com