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Haters: o lado sombrio de uma sociedade


Olá pessoal.

 

Nesse artigo convido vocês a uma reflexão sobre uma síndrome gravíssima de caráter mundial.  O crescimento dos chamados “Haters” (Odiadores em uma tradução livre).

 

Que nossa sociedade sempre teve máculas de respeito com diversos segmentos dela, isso é notório e amplamente registrado ao longo da história mundial.   Mas vou me restringir ao que acontece em nosso país.

 

Durante ANOS, os negros foram oprimidos ABERTAMENTE pela sua etnia, considerada inferior desde a época da escravatura até bem pouco tempo atrás.     Um absurdo, não exclusivo do Brasil, mas que gerou (e ainda gera) extremas desigualdades sociais no trato, no viés ideológico.  E mesmo com leis que tipifiquem o RACISMO como crime, muito ainda vemos de discriminação velada, bullying e situações relativizadas onde eles continuam a ser alvo dessa prática.

 

Outros grupos, como mulheres, LGBTs, refugiados, religiões de matrizes africanas também sofrem no dia a dia com esse mesmo desrespeito, que vai de uma simples brincadeira desrespeitosa, até casos de violência e morte, por motivos que vão de simples achismos ou preconceitos pessoais, até fundamentalismo e intolerância.

 

Mas fato é que, com a chegada das redes sociais, e a suposta sensação de anonimato, os discursos de ódio tem se tornado cada vez mais feroz... não apenas na seara das minorias mencionadas mais acima, mas atingindo agora qualquer um que pense diferente de alguém ou de um grupo.    

 

No ano passado, em virtude das eleições, tivemos um aumento horrível da criação de perfis falsos de “haters”, e outros ainda o sendo em seus próprios perfis, propensos a atacar om os piores discursos de ódio as pessoas de visões políticas contrárias.  E isso foi visto nos dois lados.  Não existem um só culpado, muito menos defesa para isso.

 

Saindo da polêmica eleitoral, tivemos outros eventos em nosso país que despertaram os mais desumanos comentários que poderíamos ver em uma rede social e pública, e que por indignação me levaram a dividir com vocês esse assunto hoje.

 

A morte da vereadora carioca Marielle Franco, o atentado contra o então candidato Bolsonaro, a ruptura da barragem na cidade mineira Brumadinho,  o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo e, por último, a morte acidental do jornalista Ricardo Boechat.

 

O que une todos esses acontecimentos???    Para boa parte da população, um sentimento de pesar e indignação, e empatia com a dor das pessoas e vítimas, independente de qualquer divergência clubística, polícia, ideológica ou do que quer que seja.

 

Mas para outra fatia de nossa sociedade, tragédias assim foram comemoradas aos fogos por alguns e compartilhadas por outros sem número.  

 

Coisas do tipo:

“Elegeu o fulano... tem que morrer como castigo” (sobre Bolsonaro ter tido maioria naquela região);

Esquerdista mimizenta, teve o que procurou....” (sobre Marielle Franco, morta em condições ainda a serem reveladas); e, mais recentemente,

Morreu por castigo de Deus, por ter criticado o Malafaia...” ou “pena que a (...) também não estava a bordo, um a menos para criticar o Bolsonaro” (sobre a morte de Ricardo Boechat, e me reservo o direito de não colocar o nome da outra jornalista, supostamente contraria ao governo).

 

Meus amigos... quando vemos declarações como essa, nos ficam as perguntas:
Quando nos perdemos enquanto sociedade?  
Onde erramos na formação de nossas crianças, atuais adultos autores de frases tão desumanas?   
Como perdemos a humanidade de não nos sensibilizarmos com a dor do outro? Para os Cristãos, diria:  a dor de nossos irmãos?

 

Vemos alguns religiosos e seus líderes proferirem discursos de ódio contra aqueles que não pensam da mesma forma ou são diferentes.   Uns participando das comemorações acima relatadas...    Cristo é amor.  Não deveria ser um exemplo a ser seguido?    Amar não é proferir discurso de ódio.

 

Cada vez mais vemos pessoas odiando, se tornando os tais “haters” contra aquilo que não concordam.   Nós por vezes não concordamos com tamanhos absurdos que vemos no dia a dia e, se não nos policiarmos, talvez contribuamos para rebater discurso de ódio com outro discurso semelhante.

 

Para tudo!!!    Precisamos pensar...  precisamos transcender.

 

A vida está tão difícil para muitos, o peso está cada vez mais pesado para muitos de nossos irmãos.   E aqueles taxados como minorias, carregam fardo maior ainda.     


Convoco aos meus amigos desse canal, de respeito e positivismo, a lutarem contra esse ódio crescente.  Não sejamos nós “haters” empoderados de nossas convicções.

 

Que nossas armas não sejam as de fogo, mas sim a nossa empatia e entendimento da diversidade e pluralidade de pensamento e da existência humana em sociedade.  E com isso quero dizer que, para o que é crime, o rigor da lei... para o que for discordância ou divergência, apenas o respeito.   Em qualquer situação.

 

Que nossa mudança de atitude seja um exemplo para nossos filhos pequenos, e que essas sementes que distribuímos hoje contribuam para um jardim mais florido no amanhã.

 

Que sejamos mais LOVERS... sempre!

 

Até a próxima.

 

 

  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:12Atualizado em: terça-feira, 12 fev 2019 13:15

Comentários (3)

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Danny Stazack

• 13/02/2019 09:37

Gentileza
Vamos praticar mais gentileza! Gentileza gera gentileza e ódio gera ódio!!! Então vamos praticar a cultura da paz!

Santa Portal

• 13/02/2019 13:37

Paz e amor... tudo o que se precisa para vencer essa batalha.

Claudio Silva

• 12/02/2019 17:16

Viva e deixe Viver
Parabéns pela exposição de tema tão relevante, buscar a paz e a harmonia é um ato de grande valor para a humanidade... Abraços fraternais. Pax et bonum

Santa Portal

• 13/02/2019 00:36

Transcender por um mundo com menos ódio. Obrigada pelo comentário.

Márcia de Oliveira Faria

• 12/02/2019 13:54

Sinais dis Tempos
Boa tarde! Parabéns pela inteligente reflexão! Nossa sociedade adoeceu emocionalmente e, sem dúvidas, isso muito se deve a esses trevosos disfarçados de messias e ungidos que açolam o País

Santa Portal

• 12/02/2019 14:56

Sim Marcia. Precisamos amar mais, independente de crenças e religiões. Obrigada pelo comentário.

     
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Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com