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Amor: uma regra ou um caminho?


Olá amigos... 

Estou de volta para falar de algo importante na minha vida e na vida de todos nós.   O “AMOR”.

Amar é algo divino, nos torna melhores, nos faz querer o bem, querer agradar, querer preencher com um pouquinho de nós um determinado espaço na existência de alguém.

O amor se manifesta das mais variadas formas:  numa relação de família, entre seus integrantes; no amor paternal/ maternal entre os genitores e seus filhos; entre amigos e parceiros de planos, trabalho, de vida; e na forma mais decantada, por assim dizer, entre duas pessoas que se unem pelo afeto.

Em artigo anterior, falei sobre afetividade e seu aspecto amplo que dispensa rótulos ou prefixos, no caso dos relacionamentos homo ou hétero-afetivos.   Sendo afeto, é o que basta para a construção ou experimentação de algo positivo, bom, saudável e por que não dizer, desejável.

Todos precisamos de afeto, seja ele dado por quem quer que seja... cada um na sua.

Alguns buscam esse afeto em relacionamentos amorosos, outros no convívio com amigos, outros em animaizinhos de estimação... enfim.  Cada um busca onde quiser, onde melhor lhe convir ou atingir às suas expectativas.

Me permito tratar hoje do amor entre duas pessoas.   Partindo dessa premissa, o que é então se enamorar, iniciar um relacionamento, amar alguém e querer ser amado em retribuição?

Amar nesse sentido é preencher uma lacuna dentro de si, ao mesmo tempo em que se deseja preencher esse espaço no outro.  Parceria, companhia, intimidade, reciprocidade... são alguns dos sentimentos que buscamos quando amamos.  É o que se busca e o que se quer dar.

Essa é a regra geral?  Nem sempre... as vezes as frequências e sintonias não se equalizam e talvez seja o motivo para o fracasso ou fim de um relacionamento.

Isso é ruim? Não necessariamente.   A vida é um eterno aprendizado e as vezes, como dizem, é preciso perder para ganhar.

Mas e quando essa sintonia acontece? Quando você tem a certeza de que deu um “match”, num sentido muito mais profundo do que o proposto pelo famoso aplicativo de encontros?

Aaahh.  Ai você começa a entender o significado da palavra “AMOR”.  O amor é algo acolhedor, que te dá a segurança no caminhar ao lado, de poder contar com alguém.

No filme Moulin Rouge, uma das frases mais marcantes para mim, numa tradução livre,  é a seguinte: “a melhor coisa que você aprenderá, é apenas amar e ser amado de volta”.

Esse é um sentimento indescritível de verdade... que muda vidas, conceitos e verdades.  Talvez o tal amor incondicional exemplificado por Jesus.

Quando você ama, você enxerga a outra pessoa de forma mais profunda do que talvez as outras pessoas consigam.  Não existe aquele ditado (meio politicamente incorreto... rsss) que diz “Quem ama o feio, bonito lhe parece” ?  Então... é bem por ai.

O amor verdadeiro transcende alguns conceitos, regras e padrões.  Se é amor é amor e pronto.

Não interessa se é entre pessoas mais novas e mais velhas, entre brancos e negros, entre homens e mulheres ou entre pessoas do mesmo gênero.  Se é amor... é amor.  E é e sempre será lindo aos olhos de quem consegue entender isso.

Quantas vezes vimos amores, dentro e fora dos padrões ditos “normais”, que nos encantam?
E pessoas que se amam e que conseguem, com esse amor, contagiar aos que estão em volta?

O amor é uma coisa boa e, como tal, não pode ser restrito a regras e padrões.   E esse é o ponto que quero transcender.

Qual o problema de uma mulher amar outra mulher?  Ou de um negro amar uma branca?  Ou uma muçulmana amar um pastor evangélico? 

Não há problemas nisso... apenas amor.  E se para muitos isso pode ser diferente ou “estranho”, na verdade não é.   É o amor se expressando da forma como ele é concebido... um encontro de essências.   Nada mais.

Não se trata de um “pecado”, uma “ofensa aos costumes ou crenças” muito menos uma “ameaça a família” como muitos dizem...   É apenas a união de pessoas que se amam e se afinizam e tem o direito de amar e serem felizes, mas acima de tudo... direito a ser respeitadas em suas identidades e escolhas.

Quando as pessoas olharem além de rótulos e crachás e conseguirem identificar a energia do amor apenas fluindo... quem sabe terão um olhar diferente e abrirão um leque para o entendimento maior do que significa amor.

Amor não é promiscuidade... amor não é errado...  amor não tem que seguir cartilhas...  amor precisa ser apenas AMOR.

Uma demonstração de amor, uma demonstração de carinho, para quem consegue se desarmar dessas convenções sociais “imutáveis” para muitos, é muito mais uma inspiração do que algo que incomode, incômodo esse que em algumas vezes chega a suscitar violências verbais e até físicas.

Então, para finalizar, um brinde ao AMOR, e que toda forma de AMOR, se realmente for AMOR, seja AMADA e RESPEITADA por todos.

E que o AMOR mude nosso mundo um dia... eu acredito! 

Um forte abraço a todos e que o amor esteja presente sempre em nossas vidas.

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: domingo, 02 set 2018 19:18Atualizado em: domingo, 02 set 2018 21:35
  • Amor   Transcendendo   Flavia Bianco   
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O Melhor Lugar do Mundo é Dentro de um Abraço

Olá amigos.

Em tempo de Copa do Mundo concluída, ficam os parabéns à Seleção Francesa, pela conquista do título, e aos Croatas, por terem chegado com dignidade à final inédita para seu país.   Mas aqui, não abordarei o aspecto esportivo dessa final.


Estava eu, despretensiosamente assistindo a cerimônia de premiação dos campeões e vice-campeões, quando duas cenas me chamaram atenção.


Uma delas negativamente, mostrando que em àquela chuva torrencial que caía durante a entrega das medalhas, um dos assessores ou sei lá o que, do presidente russo se preocupou “apenas” em proteger com um guarda-chuva o seu chefe, deixando os demais convidados serem encharcados pela água…  No mínimo deselegante, para não dizer desrespeitoso com os convidados.  Mas enfim, um pequeno problema de educação mesmo... ou falta dela, que não vale maiores comentários ou destaques.


Mas o outro, que mais me chamou atenção, foi ver a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic,  abraçando de forma tão aconchegante a cada um dos jogadores derrotados e repetiu o mesmo gesto com cada um dos jogadores franceses, aqueles mesmo que haviam acabado de impor a derrota da seleção de seu país, numa final de Copa do Mundo.


Eu fiquei tão impressionada, ou melhor, apaixonada com aquela cena, que fui pesquisar um pouco mais sobre essa mulher de 50 anos.


Diplomata, com formação nos EUA.  Foi embaixatriz Croata nos Estados Unidos, entre 2008 e 2014.  Em 2015, venceu a eleição presidencial de seu país, pelo partido conservador União Democrática Croata, se tornando a primeira mulher presidente da Croácia.


Essa mulher, brevemente descrita e com a austeridade que o cargo lhe impõe, demonstrou um afeto e um carinho com os vencedores e os vencidos, digno de registro.


Nas notícias divulgadas pela Internet, verifiquei que sua viagem e sua estadia na Rússia, durante a Copa, foram bancadas com recursos próprios, contrariando a esmagadora maioria dos políticos e demais “encostos” que estavam lá, às custas dos seus governos (leia-se: população).


Isso por si só já a torna uma mulher diferenciada, não apenas no cenário político internacional mas na questão ético-moral, principalmente no RESPEITO a todo o povo de um pequeno país da Europa.     Aaahhh  se  tivéssemos  algumas Kolindas  no comando... de preferência em todas as esferas públicas e privadas de nosso país...  mas o cerne da questão não é política.


Prefiro me ater na forma afetuosa e acolhedora daquele abraço que vi na televisão., dado apenas alguns minutos após ter perdido uma final de Copa do Mundo.

Naquele momento, ela acolheu com olhares e abraços cada um de seus jogadores e técnico, assim como o fez também com os jogadores franceses.   Abraços verdadeiros, cheios de emoção e sentimento, que exalaram pela tela da minha televisão a milhares e milhares de quilômetros dali...

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E é sobre esse assunto que eu quero Transcender com vocês.

Hoje em dia, cada vez mais vivemos tempos de abraços frios, de sorrisos amarelos e olhares indiferentes.    Não digo nem com aqueles a quem não conhecemos ou não guardamos simpatia.   Para esses então nem se fala...


Hoje vemos cada vez mais as pessoas com dificuldade de expressar seus sentimentos, seja com familiares, amigos, alguém recém conhecido...  um abraço verdadeiro, um beijo afetuoso (e não erótico...  kkkk) é cada vez mais difícil de se ver, quanto mais de se receber.


Eu sou daquelas pessoas que gosta de um abraço bem apertado, e sei que ainda há muitos desses abraços por aí,   Abraços retribuídos, demonstrando afeto, acolhimento, respeito e, em determinados momentos, de consolo, em contraponto a tantos abraços burocráticos e meramente formais.


O mesmo acontece com beijos cada vez mais raro nas famílias, entre pais e filhos meninos,  entre irmãos,  entre amigos…  e quem ousa manter essa demonstração de afeto e demonstrar em público, por vezes corre o risco de sofrer ataques de intolerância, confundidos e rotulado por pessoas absolutamente inábeis em lidar e entender o sentido de afeto.


Nunca é demais lembrar que há 0casos de pais e filhos que foram agredidos simplesmente por estarem abraçados ou mesmo casos de amigas ou irmãs que são hostilizadas, por andar de mãos dadas.   Absurdo e pura idiotice de uma intolerância arraigada em uma homofobia, que acaba por também castigar pessoas heterossexuais, vítimas dessa patologia social.


Ocorrências como essa, aliada à cultura do “não pode” ou “não e coisa de homem” e bobagens do tipo, talvez possam estar interferindo na forma como demonstramos o nosso afeto por um amigo, parente ou por alguém que, muitas vezes, só precisa de um abraço, um acolhimento, uma palavra amiga.


E é por isso que o exemplo dado em cadeia mundial de televisão pela presidente croata chama tanto a atenção…   Ao lado do presidente quase intocável da Rússia, praticamente congelado pela chuva e protocolos rígidos, ela conseguiu transmitir todo o calor do seu acolhimento, a cada um daqueles encharcados jogadores que receberam aquele abraço.     Conversando com outras pessoas em meu Facebook, fiquei feliz em saber que muitas também tiveram a mesma percepção.    A percepção de que, por alguns poucos segundos, o melhor lugar do mundo era dentro daquele abraço.  Há uma música do Jota Quest que fala isso...


Então meus amigos, fica o exemplo da presidente Kolinda...  abrace mais a seus amigos parentes e pessoas em geral, abrace com vontade e da forma mais acolhedora possível.  


Dizem que o abraço é a menor distância entre dois corações e, quanto mais apertado ele for, mais vibração positiva ele gera.  


Às vezes meus amigos, um abraço apertado e acolhedor, se não pode curar a dor física ou psicológica de alguém, ao menos abranda um pouco seus sintomas... acredite. Um dos melhores remédios contra os sintomas da depressão.


Existem dois livros, os quais recomendo, escritos por Kathleen Keating, chamados TERAPIA DO ABRAÇO, volumes 1 e 2, que falam sobre diversos aspectos positivos do abraço, inclusive para a saúde e bem estar... leitura bem simples e direta inclusive para nossos pequenos. 

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Bom... depois disso tudo, deixo um abraço “tão apertado e acolhedor” quanto o da Kolinda, desejando de coração que quando encontrar vocês por aí, possamos tentar repetí-lo.  Combinado?   Eu adorarei...

Beijos e até o próximo artigo.

 

 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: segunda-feira, 16 jul 2018 22:16Atualizado em: segunda-feira, 16 jul 2018 22:17
  • Kolinda   Abraço   Flavia Bianco   
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Somos o mundo... somos as crianças. Um olhar sobre os nossos pequenos.

Olá amigos

Dessa vez o blog transcendendo traz uma referência a uma música música composta por Michael Jackson e Lionel Richie chamada “We Are The World”, gravada por diversos artistas americanos numa campanha de ajuda as crianças africanas no projeto conhecido como “USA For Africa”.

E por que que eu fui buscar essa música lá dos idos de 1985?

Porque definitivamente precisamos olhar com mais carinho para os nossos pequenos, para nossas crianças.   Muitas delas abandonadas em creches e abrigos e algumas abandonadas dentro de seus próprios lares, sendo “vistas” entretanto não “enxergadas”.

Quando falamos ou pensamos que país queremos para nossos filhos, por vezes deixamos de perguntar sobre quais filhos estamos deixando para o nosso país.

Não falo apenas dos nossos filhos de sangue ou adotivos, mas sim os filhos de toda uma sociedade, que por conta de uma série de fatores vem perdendo valores importantes para sua formação e por vezes assistindo a crescente difusão de conceitos já ultrapassados em vários países desenvolvidos no mundo.

Muitos desses pequenos não são sequer valorizados ou entendidos, seja por suas famílias ou pela sociedade em si.

Me permito aqui falar sobre a discussão que está feito sobre a tal ”ideologia de gênero”.    Essa expressão vem sendo utilizada frequentemente para combater uma maior abertura da informação quanto à diversidade sexual e de gênero junto às crianças, sob a alegação de que informar e esclarecer esses temas seria uma forma de “ensinar” as crianças a serem transgêneras ou homossexuais.

Isso é tanto uma bobagem quanto um absurdo, repetidos por grupos tradicionalistas e fundamentalistas de forma distorcida, para se vender a idéia de que há uma “lavagem cerebral” em curso, idéia essa amparada em preconceitos e dogmas religiosos mal interpretados, sem nenhuma base médica, psicológica ou científica.

O argumento para provar que a visão é equivocada se dá pela existência durante toda a história da humanidade, de pessoas hoje rotuladas como “LGBTI”.   Se houvesse sucesso em se ensinar uma determinada ideologia de gênero, não teríamos nenhuma criança, adolescente ou jovem transgênero ou homossexual, porque os padrões sociais maioritários ensinam justamente o contrário.  Isso seria a tal “cura gay” (?!?!?)

Se isso nunca funcionou, a supremacia hétero ou cisgênera nunca foi capaz de banir a homossexualidade e a transexualidade da face da terra, então qual o receio de falar abertamente sobre esses temas?    Isso, com a mais absoluta certeza, não criaria nas crianças a opção pela diversidade, mas afirmo com convicção que diminuiria a ignorância e a opressão a que as crianças que vivem essa realidade são submetidas, tais como a discriminação, a segregação, o bullying e as mais diversas formas de agressão e violência psicológica.

Um exemplo pessoal: eu mesmo já ouvi de pessoas próximas que, pelo fato da minha filha ser apaixonada por futebol, isso inspira “alguns cuidados” pois é coisa de menino... ambiente de meninos.   Tenho absoluta certeza de que pais de meninos que por algum motivo  queiram brincar de casinha ou brinquedos qualificados como femininos também possam ouvir o mesmo tipo de “ alerta”.

O mesmo ocorre com cor de roupas, desenhos, danças e etc...

Uma coisa muito básica, que as pessoas se esqueceram com o tempo, é que CRIANÇAS SÃO CRIANÇAS.  Seres humanos em formação, prontas para assumir em algumas décadas as rédeas do mundo.

O fato de brincarem em seu universo lúdico da forma que bem entenderem, pode demonstrar algum tipo de orientação ou não.  Mas é a forma de expressão das crianças: o brincar.     Toda brincadeira pode ou deve ser acompanhada pelos pais ou responsáveis, mas interferir nas preferencias e escolhas do brincar, pode ser danoso para o pequeno que, com certeza, não entenderá os motivos da opressão.


Uma jogadora de futebol profissional necessariamente deve ser lésbica?    Um chefe de cozinha ou um cabeleireiro deve ser necessariamente homossexual?

Pensem em meninas em sua infância chutando bola ou então nos meninos brincando de comidinha ou mexendo no cabelo da mãe ou de alguma irmã…  isso necessariamente forçará eles a serem homossexuais ou heterossexuais? Claro que não pois isso será de suas essências e não de seu aprendizado lúdico.

Não se muda a essência de ninguém senão pela própria pessoa.   Padrões, regras e opressão apenas cria uma situação de constrangimento e intimidação, para que a pessoa não seja quem ela é por medo ou receio, e não por opção.  Quando falamos de crianças, a crueldade fica mais evidente, quando uma eventual repressão social que ela “poderia sofrer” por ser quem é, acaba vindo de dentro de casa, de dentro da sala de aula, de locais a onde ela “teoricamente” deveria se sentir segura e protegida.

Podem imaginar uma criança sem apoio em seu lar para ser verdadeira, aprendendo a mentir seus sentimentos para poder viver?   Muito triste...

Outro ponto pouquíssimo discutido na grande mídia é a questão das crianças intersexo, anteriormente chamadas na literatura como hermafroditas.  Muitas dessas crianças tem o seu direito alijado em seu nascimento, ou na fase da primeira infância quando sequer tem a chance de se identificar em seu gênero, restando conviver com a identidade de gênero definida por outra pessoa.

Esses fatores podem sim causar problemas psicológicos sérios nessas crianças, razão pela qual precisa ser falado e discutido abertamente.

Também, por conta de uma suposta proteção às crianças, não se discute nas escolas sobre métodos contraceptivos ou DST (doenças sexualmente transmissíveis).   Essa “proteção” coloca uma venda nos olhos de nossos adolescentes e jovens que, cada vez mais, estão expostos às DST e ao risco de gravidez precoce ou indesejada.    Não me aprofundo nesses números por falta de competência técnica, mas basta perguntar a qualquer profissional de saúde que atende essas áreas.   Isso é grave e sério.

Não se obterá o entendimento de nada nessas searas, sem uma discussão clara, com embasamento e, principalmente, desapaixonada sobre os temas relacionados à questão da diversidade.  Sem esse entendimento, a busca pelo respeito fica muito mais complicada.

Por isso meus amigos, trago essa questão bastante polêmica para que possamos TRANSCENDER.    

Até que ponto temos o direito de interferir nas escolhas de nossos filhos?

Como pais temos a obrigação de criar e orientar dentro dos melhores princípios sociais, éticos e morais, mas o grande desafio é saber até onde podemos impor-lhes conceitos e preconceitos em detrimento ao respeito da singularidade daquela criança.

É lógico que convenções sociais existem quanto ao certo e ao errado, em diversas situações, tais como sobre mentiras, roubos, assassinatos e outras coisas reprováveis, mas o “X” da questão, o que precisamos todos aprender, é que escolhas diferentes, características diferentes, necessidades diferentes precisam ser analisadas de forma diferente.   Quando se fala em família, o amor deve ajudar nesse discernimento.  Quanto mais apoio uma criança tiver em sua família, menores são as chances dela tomar o caminho errado.  

M
as, qual é o caminho errado e qual é o caminho certo?   Cada família pode achar a sua resposta, juntos, usando o amor que os une como diretriz da compreensão e respeito.

O que fica como pedido é que, num momento em que a sociedade pede pessoas mais verdadeiras e plenas de si, que as diferenças sejam integradas, discutidas e tratadas sob a ótica do amor,  da  empatia e do respeito incondicional que nossas crianças merecem.

Respeitar e acolher nossas crianças como elas são, além de ser um ato de amor e de respeito, fará com que tenhamos uma geração mais tolerante com todas as demais diversidades de nossa sociedade, pois quanto mais diversa é uma sociedade, mais rica ela se torna.  

Não sejamos nós a cortar as asas desses anjos, que nada mais trazem em seu nascimento do que a promessa da renovação e do futuro melhor.

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Acredito que todos tenham se sensibilizados com o absurdo ocorrido na fronteira dos EUA com o México...  crianças brincam, crianças sonhas, crianças sofrem...

Que possamos ter um olhar de carinho para as nossas crianças... TODAS!!   hetero, Cis, LGBTI, portadoras de necessidades especiais, de etnias e crenças diferentes, refugiadas ou de rua, para que comecemos agora a ajudar na construção do país que desejamos no futuro.  E comecemos pelo amor.  Amar e acolher é o que de melhor podemos fazer pelas nossas crianças e pelas demais.

Como o próprio refrão da música tema diz:  “Há uma chance que temos de salvar nossas vidas e fazermos um dia melhor para você e para mim.”  

Acreditemos no futuro...  acreditemos nas crianças...  e acreditemos no respeito, que transformará nosso planeta num Mundo Melhor.

Um abraço na criança que habita em cada um de vocês e até a próxima.



 

 

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  • Publicado por: Flavia Bianco
  • Postado em: sexta-feira, 22 jun 2018 00:32Atualizado em: sexta-feira, 22 jun 2018 12:24
  • Crianças   Respeito   Flavia Bianco   
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Uma Luta pelo Respeito

Olá meus amigos,


Algumas semanas fora mas estou de volta para falar do que vi nesses últimos dois meses.


Ontem foi o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia - 17 de maio.


Não há o que se comemorar... mas é bom para refletir sobre o quanto nosso pais e sociedade ainda desrespeita os direitos da comunidade LGBTI, mas não somente dessa população, mas crianças, negros, nordestinos, refugiados, portadores de necessidades especiais e afins...


É triste ainda escutar e ler muitos comentários dizendo que isso é “choradeira” ou “mimimi” de quem quer forçar benefícios para si só, mas quem pertence ou lida diretamente com essas minorias, sabe que está muito longe de ser isso.



Falando especificamente sobre a comunidade LGBTI, a cada 25 horas, uma pessoa é morta por conta de sua condição, com crimes ligados única e exclusivamente a sua orientação ou identidade de gênero.   Esse dado é gravíssimo, e estamos falando apenas dos crimes “notificados” (oficiais), sem ter idéia de tantos outros que ocorrem e não são reportados ou inclusos nessa triste estatística.


Quem me acompanha há algum tempo sabe da minha luta em defesa do respeito,  não só em relação à diversidade mas ao respeito incondicional para todas aquelas chamadas ”minorias” que,  de alguma forma,  ainda sofrem problemas e dificuldades quanto a sua inclusão efetiva na sociedade.


Depois de participar, no início do mês passado, de workshop sobre diversidade, que tratei no post anterior, conheci alguns movimentos que levantam essa bandeira e,  junto a esses movimentos,  pessoas que lutam pelo mesmo ideal que eu.


Entre esses grupos, conheci o “Mães pela Diversidade”, uma ONG de mães que lutam pelo direito de seus filhos em serem quem são.  Capitaneado nacionalmente pela Majú Giorgi, com representantes em diversas cidades do país (inclusive nossa Santos), participa e promove ações, palestras e encontros para discutir temas como a inclusão da população LGBT e o combate à homofobia e transfobia, com vistas a adequação da leis para esse segmento social e, principalmente a criminalização dos crimes contra LGBTI, a exemplo do que já existe hoje com a questão racial e crimes contra a mulher.
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Tambem pude participar como visitante convidada de duas comissões de Santos, com militância ativa na defesa dos direitos da população LGBT: a Comissão Municipal da Diversidade Sexual de Santos e a Comissão da Diversidade Sexual e Gênero da OAB Santos.



A Comissão Municipal, que busca ações junto ao poder público municipal em prol da população LGBT. Foi criada há cinco anos e é coordenada pela querida Taiane Miyake, militante histórica de nossa região e responsável por ações sociais e diversas conquistas para a população trans.   Dentre elas destaco a criação do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais, que atende no Hospital Guilherme Álvaro, referência para transexuais e travestis de toda a Baixada Santista.   A Comissão trabalha agora em conjunto com a administração municipal, para a criação do Conselho Municipal de Políticas LGBT, o qual garantirá mais efetividade na representação da comunidade LGBT nos assuntos da cidade.


A outra comissão, da OAB Santos, é formada mormente por advogados, mas com a colaboração de diversos outros profissionais, e é presidida pela Dra. Rosangela Novaes. Atua na defesa dos direitos desse público, principalmente na parte de assessoria jurídica, mas também promovendo ações e palestras para esclarecimento da sociedade e dos advogados e profissionais do direito sobre o tema.   


Ambas as comissões interagem entre si, sendo que parte dos integrantes de uma participam da outra, e vice versa.   Essa interação tem promovido conquistas importantes para a inclusão e visibilidade dos assuntos voltados à diversidade e defesa dos direitos LGBTI.

Tive também o prazer de ter conhecido a Dra. Patricia Gorisch, outro nome de peso no cenário nacional, na defesa dos direitos da diversidade e refugiados, expoente nacional em cursos, aulas e palestras promovidas sempre no sentido da inclusão dessa população.


Enfim...   Nesse mês, descobri pessoalmente que o movimento pela inclusão e respeito da comunidade LGBTI está muito bem representada em nossa região.


Um aspecto que me deixou super esperançosa foi encontrar nesses movimentos diversos profissionais que não são gays, lésbicas, trans ou enquadrados no conceito “diversidade”, lutando por essa causa, levantando essa bandeira...  pessoas de várias idades, desde jovens até pessoal da “melhor idade”.  Isso mostra que para sermos simpáticos à luta de determinada classe, não precisamos pertencer a ela.  Basta termos (e usarmos) a EMPATIA de entender as dificuldades do outro e, acima de tudo, lutar pelo RESPEITO INCONDICIONAL.

Aqui na Unisanta, iniciou-se nesse mês o curso de Pós Graduação EAD “Direito Homoafetivo e de Gênero”, coordenado pelas Dras. Rosângela Novaes e Maria Berenice Dias,  o primeiro do gênero no Brasil, que conta com mais de 90 alunos inscritos de várias partes do Brasil. Maiores informações no site da Universidade (ced.unisanta.br).

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Por fim, destaco que Santos, na vanguarda mais uma vez, e antes mesmo da grande maioria das cidades do país, reconheceu o direito dos transgênero, assegurando o direito a retificação do prenome e gênero, graças ao entendimento humanizado do MM. Juiz Corregedor Frederico Messias.


Respeito!! 
Não é essa bandeira que sempre levantei?  Então... é essa bandeira que vejo tremulando em cada evento ou reunião que tenho a grata oportunidade de participar.


Muito há para se fazer pela causa LGBTI, dos negros, dos deficientes, dos refugiados, das mulheres, das crianças, dos idosos... mas tudo começa com pequenos passos e pequenas mudanças em nosso pensamento.  E um pequeno movimento, por menor que seja, já nos tira do lugar.  E sempre valerá apenas por um mundo mais inclusivo e mais próximo ao ideal, por mais longe que ainda pareça.


Sempre há o que se fazer... basta querermos ajudar, querermos TRANSCENDER.


Um forte abraço a todos e até a próxima!!

 

 

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Afetividade - sem prefixos, só afeto.

Olá  amigos.

 

Essa semana tive o prazer de participar de um painel sobre sexualidade, gênero e cidadania aqui na cidade de Santos e, entre vários convidados palestrantes, tive a grata satisfação de conhecer a dramaturga Maria Adelaide Amaral, autora de diversas peças de teatro, novelas (Ti-ti-ti, Anjo Mau e outras), além de diversas minisséries (A muralha, A Casa das Sete Mulheres, entre outras).

 

Em sua participação, embora tenha falado no início de sua exposição que não era especialista no tema, aquela senhora simpaticíssima, com os cabelos grisalhos denunciando seus quase 75 anos de idade, deu uma aula a todos os presentes sobre a forma de se tratar a inclusão social daqueles chamados “diferentes”, com uma visão absolutamente simples. Uma verdadeira lição de vida.

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Mas um dos trechos que quero destacar e trabalhar aqui no meu blog é com relação a uma questão bastante em voga, a da reação do público em geral quanto aos temas sobre a diversidade e relacionamentos “fora do padrão” mostrados pela  teledramaturgia brasileira.

 

É bem verdade que hoje em dia o assunto “homossexualidade/ transgeneralidade/ bissexualidade” e outras questões voltadas ao universo LGBTI+ está cada vez mais presente nas telas, seja em filmes, novelas, documentários ou até mesmo em discussões de programas especializados ou de auditório.

 

Fato é que a sociedade, embora muito mais esclarecida do que há alguns anos, começa a conhecer ou reconhecer a existência dessas minorias, antes escondidas da grande cultura de massa brasileira ou, quando existiam, eram estereotipadas.

 

Como muito bem apresentado por ela, ao longo dos tempos foram sendo inseridos temas como uma declaração de amor, um passeio de mão dadas, até que chegamos nas cenas de beijos entre pessoas do mesmo sexo que hoje, embora raras, já foram exibidas.  Recentemente tivemos a grande repercussão de uma personagem que se assumiu transgênero.

 

Tudo isso realmente causou grande discussão social, cada uma em sua época.  Algumas dessas discussões resultaram num maior conhecimento e entendimento dessas temáticas. Pessoas reforçaram o entendimento de normalidade, por tratar-se de relações ou escolhas de pessoas comuns, as quais têm esse seu direito garantido hoje por lei, mas ao mesmo tempo alimentou o discurso contrário dos intolerantes.

 

Os chamados “Haters” (odiadores numa tradução livre), decantam em verso e prosa, na maioria das vezes protegidos pelo sigilo das redes sociais, os seus discursos de ódio, a sua intolerância, a sua discriminação, muitas vezes tentando usar como argumento “questões religiosas” ou uma suposta tradição de “pessoas de bem”.

 

A ação desses “Haters” não se restringe apenas ao universo LGBTI+...  mas detenho-me nesse foco em meu artigo de hoje.

 

Quando falamos da inclusão de homossexuais ou transexuais em uma novela, filme série ou o que quer que seja, existe todo um contexto histórico e psicológico de formação da personagem mas, como todo a obra de entretenimento, sempre haverá relacionamento envolvidos na trama, ou seja, a AFETIVIDADE.

 

Por conta de uma necessidade que a maioria dos seres humanos tem de classificar as informações que obtém, temos nessas novelas então situação de relacionamentos heteroafetivos e, dependendo do caso, homoafetivos.  

 

A reação das pessoas a um relacionamento heteroafetivo, por força da nossa bagagem cultural e social, é super normal,  inclusive no dia-a-dia de nossa vida cotidiana.  Quando falamos de relacionamento homoafetivo, ai sim temos um estranhamento do público em geral,  por ser algo fora do “padrão”, portanto se sujeitando a aceitação ou não do público.   

 

Nesse caso, quando trazemos essa situação para a vida real, não muito difícil escutamos as pessoas falando não toleram ver homens de mãos dadas ou mulheres de  mãos dadas.   Que isso é ”ofensivo”  na visão deles.    Eu não entro nem na discussão sobre beijo…  isso daria muita discussão.   Me atenho apenas a figura das “mãos dadas”.

 

Quando vemos duas pessoas de mãos dadas o que podemos pensar?  Existe afeto ali. Fato!

 

Se vemos um casal (homem e mulher), dois homens ou duas mulheres de mãos dadas,  O que podemos pensar?  Existe, da mesma forma, afeto ali.

 

MAS,,,  na cabeça das pessoas que precisam separar as informações em “caixinhas”, teremos duas  situações distintas: Possivelmente se trata de um casal heteroafetivo e dois casais homoafetivos.  

 

Bingo!!!!   Ai é que está o problema da nomenclatura e enquadramento.   Vamos transcender?

 

Após a  exposição da dramaturga Maria Adelaide,  tive a oportunidade de apresentar para ela um ponto de vista de que, em verdade, precisamos aprender a interpretar as relações e os relacionamentos simplesmente como “afetividade” ou “afetivos”,  sem os prefixos ”hetero” e “homo”.   Na parte jurídica entendo a necessidade por questão técnica, mas para nós... em nossa convivência no dia a dia, é um termo técnico e absolutamente dispensável.

 

Quando falamos de sentimento compartilhado por duas pessoas, isso não muda de acordo com o gênero, orientação sexual, cor da pele, a religião, características físicas…  é tão somente uma relação afetiva, amor, carinho...    Não há necessidade de se categorizar uma relação afetiva em grupinhos.

 

Por que eu escrevo isso?    Quando você categoriza relações especificamente falando por questões de gênero (homossexuais no caso), as pessoas intolerantes ou os chamados “haters”  identificam, no caso citado de mãos dadas entre dois homens,  o enquadramento na questão homoafetiva, onde o “homo” soa maior que o “afetivo”.   

 

Isso é ruim para a população LGBTI+?    Claro que é... mas também é ruim para as pessoas heterossexuais que podem ser incluídas na cegueira da intolerância.  

 

Quantas vezes vimos noticiadas histórias de um pai que foi agredido com seu filho, confundidos como homossexuais, pelo simples fato de estar de mãos dadas na rua.

 

O mesmo já aconteceu com mães e filhas, amigas, irmãs...   E qual crime que eles cometeram para serem agredidos?    Ter “AFETIVIDADE” por quem quer que seja, mesmo que a mais pura delas?

 

Então pessoal, no meu humilde entendimento, precisamos parar com essa segregação em “caixinhas”…  

 

Respeitar as pessoas por sua essência.   Respeitar o seu direito a orientação sexual e identidade de gênero, assim como hoje (teoricamente) já se respeita a liberdade de credo, a igualdade racial entre outros Direitos Humanos já reconhecidos.   Chega de criar, colocar e cobrar “crachás” onde não é necessário.  

 

Finalizando... que possamos ter mais pessoas como as grandes Maria Adelaide Amaral e Glória Perez, entre outros, inserindo em suas obras esses conceitos e discussões sobre inclusão social e, principalmente, disseminando a necessidade do respeito a qualquer forma de diversidade. 

 

Quanto mais discutimos um tema, menos estranho ele parecerá para a grande maioria e, consequentemente, melhor entendido vai ser pela sociedade.

 

Respeito: o princípio de tudo.   Sou redundante nesse papo, mas acredito de verdade nessa ideia, e compartilho com vocês.

 

Fiquem em paz e até o próximo encontro.    A todos minha afetividade incondicional !!!

 

 

 

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Sobre
Ensaios e opiniões sobre assuntos ligados a diversidade, estilo de vida, música entre outros, em busca de transcender a visão sobre esses temas, sob a ótica de Flavia Bianco, transgênero de 43 anos, santista de nascimento, publicitária de formação e musicista de coração. Participe interagindo ou sugerindo temas pelo email: blog.transcendendo@gmail.com