Câncer: é, sim, possível prevenir

Por mais que a medicina e seus tratamentos evoluam, o câncer ainda é uma doença associada com o medo e a ideia de incurabilidade. A preocupação com o câncer e meios de prevenção são motivo de campanhas educativas e datas comemorativas durante todo o ano. Para citar algumas das mais conhecidas, nos meses de outubro e novembro temos importantes campanhas de esclarecimento e prevenção do câncer de mama e de próstata. Outubro Rosa e Novembro Azul são marcos mundiais na conscientização e no esclarecimento sobre estas doenças que são muito sensíveis à prevenção e mesmo assim ainda acometem grande número de homens e mulheres em todo o mundo. Cada tipo de câncer tem suas particularidades, atinge principalmente certos grupos, etnias e faixas etárias, tem evolução própria, determinados tratamentos aos quais respondem menos ou mais. O câncer é uma doença complexa que traz muita preocupação e necessita contínua atenção.

Há um ponto que não costuma ser frequentemente abordado mas é fundamental na prevenção e tratamento do câncer. Trata-se de algo simples, comum à maioria dos casos, e praticá-lo depende exclusivamente de cada um de nós. Vamos nos ater a essa questão. Sabe-se atualmente que das centenas de tipos de câncer, cerca de 5% são hereditários enquanto os restantes 95% dependem do estilo de vida.

Refletindo sobre esta situação, aparece uma pergunta poderosa, e mobilizadora: É possível prevenir o câncer? A partir de 2000 com as conclusões do Projeto Genoma Humano descobriu-se que a grande maioria dos casos de câncer tem causa epigenética, termo que vem das palavras 'epi' que significa acima de e 'genético' referente à genética humana. A conclusão: é fundamental cuidarmos do nosso estilo de vida. As escolhas que fazemos, o que iremos comer, fumar ou não, usar drogas ou não, fazer atividade física regular ou ser sedentários, ingerir bebidas alcoólicas em excesso ou não, usar fotoproteção solar ou não, gerenciar o estresse ou viver depressiva e ansiosamente, todas essas são escolhas, decisões de vida e que terão como consequência o surgimento ou não do câncer e também das demais doenças crônicas como o diabetes e a pressão alta etc.. Estes são os fatores epigenéticos. Essa descoberta trouxe para nós mesmos a responsabilidade sobre a nossa saúde e a qualidade de vida.

Existem os casos genéticos, uma minoria, e que também tem sua incidência reduzida quando levamos um estilo de vida saudável. No estado de plena saúde a nossa imunidade é praticamente perfeita. Nosso sistema imunológico sabe diferenciar células, substâncias e moléculas pertencentes ao nosso próprio organismo, e aquelas que são externas e necessitam ser combatidas e eliminadas. Em algum momento a nossa imunidade pode se alterar, seja por estresse intenso, por erros alimentares, toxina ambientais, fumo, radiação, inflamação sistêmica decorrente da obesidade, também pelo processo natural do envelhecimento e então com a imunidade comprometida as células passam a sofrer alterações na divisão celular. Podem se dividir aceleradamente e adiar o processo de sua morte natural (chamada apoptose) e assim se transformam em células cancerosas que crescem desordenadamente e se espalham pelo organismo gerando as metástases que são invasões do câncer em outros órgãos.

Muitos tipos de câncer são mais comuns na sociedade atual do que antigamente. O fato de vivermos mais anos certamente faz com que haja mais mutações celulares e aumente e a incidência de câncer. Hoje também estamos muito mais expostos às toxinas ambientais, agrotóxicos, radiações, alimentos processados, temos um estilo de vida sedentário e todas essas causas, isoladamente ou em conjunto podem levar ao aumento dos índices de câncer. Os comportamentos de risco, por exemplo as relações sexuais com vários parceiros, sem preservativo na mulher pode levar a contaminação pelo papiloma vírus (HPV) e futuramente ao câncer de colo de útero.

A falta de prevenção pode aumentar a incidência de câncer de mama nas mulheres e nos homens do câncer da próstata. O tabagismo aumenta a incidência de câncer de pulmão, cavidade oral e bexiga além de outros, e a própria obesidade, tão crescente na atualidade aumenta a incidência de diversos tipos de câncer. Quanto aos tratamentos, na atualidade são muito mais efetivos do que há anos ou décadas atrás. Medicamentos quimioterápicos, protocolos preventivos, rastreios e até mesmo tratamentos genéticos são ferramentas que fazem parte do moderno repertório da medicina. Também as cirurgias têm uma efetividade muito maior com menos danos do que antigamente. Combinando a prevenção e os modernos tratamentos, a tendência é que a maioria dos casos de câncer acabem se tornando doenças crônicas em que teremos talvez não a cura mas sim o controle adequado, como hoje ocorre com a hipertensão arterial ou o diabetes mellitus, quando bem tratados.

Lembremos de um ponto fundamental, que faz toda a diferença: qualquer tratamento só ocorre quando a doença já se instalou. Sempre devemos priorizar a prevenção, atitude muito mais sábia e efetiva que tratar doenças já instaladas. Podemos tentar apagar um incêndio que já iniciou, ou tomar atitudes e cuidados para evitar que comecem. O que é preferível? Todos nós, ao comprarmos um carro, cuidamos dele preventivamente, o levamos à todas revisões agendadas, qualquer ruído ou funcionamento estranho nos preocupamos e buscamos a causa. Como se explica que com nosso maior bem, a saúde, possamos ser tão negligentes?

Para encerrar, cito o estudo Grant Study of Adult Development, o mais longo estudo longitudinal (ao longo do tempo), iniciado em 1938, acompanhou por décadas a vida de mais de 200 homens, desde seus dias escolares. Por décadas este estudo foi coordenado pelo médico psiquiatra Dr. George Vaillant, que seguiu esses homens em suas oitava e nona décadas de vida, e demonstrou o papel preventivo e curativo do emocional, dos relacionamentos afetivos, reforçando que sempre podemos evoluir e buscar a saúde e a felicidade. Também ele conclui que o crédito por um envelhecimento com saúde e vitalidade depende mais de nós mesmos do que da nossa hereditariedade.

Cuide-se bem, seja saudável, ativo, positivo, conecte-se com os outros, ame muito, e aproveite a vida sua plenitude.

Roberto Debski é médico, psicólogo e também coach e trainer em programação neurolinguísica.

 

 

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  • Publicado por: Roberto Debski
  • Postado em: segunda-feira, 23 out 2017 10:41
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Um coach para emagrecer?

O coach é um profissional que conduz o seu cliente (o coachee) em um processo para atingir metas e objetivos desejados. Ele o conduz a reavaliar sua situação e estado atual, além de permitir o planejamento de cada etapa para que se alcance o estado desejado de sonhos e objetivos, sempre de maneira realista e efetiva.

No caso do Coach de Emagrecimento, é possível descobrir e ampliar seus recursos e potenciais em busca do peso desejado, utilizando diversas técnicas e instrumentos durante o processo, ampliando sua consciência corporal, alimentar, tudo em prol de sua saúde e de sua vida.

Os índices de sobrepeso e obesidade vem aumentando em todo o mundo, com números alarmantes. Nos Estados Unidos, cerca de dois terços da população têm sobrepeso e obesidade. No Brasil, esse índice é de mais de 50%.
É um processo complexo de adoecimento que envolve questões relacionadas à alimentação e consciência corporal, à saúde física, psicológica e também social e deve ser abordada de maneira multidisciplinar para que os resultados possam aparecer de forma saudável e consistente.

Um dos grandes pilares do trabalho de um coach de emagrecimento é complementar e potencializar as ações de outros profissionais em uma equipe multidisciplinar, que pode ser composta por médico, educador físico, psicólogo e nutricionista, em que cada um tem seu papel de acompanhar e orientar a pessoa que quer e precisa emagrecer.

No caso de um profissional da saúde, a exemplo de um médico ou nutricionista, torna-se possível que este oriente seu coachee acerca de sua alimentação, ponto-chave em qualquer processo de emagrecimento saudável. Não me refiro aqui às dietas altamente restritivas e de difícil acompanhamento seguidas por tantos, cujos resultados apresentados são apenas à curto prazo, não à médio e longo, como acaba consolidando-se um verdadeiro processo de reeducação alimentar, de conscientização e transformação da maneira como o coachee se percebe e se porta perante a sua saúde e a vida, tudo visando que os reflexos do processo se deem de forma permanente, com a conquista do peso desejado com saúde e qualidade de vida.

Quando for procurar um coach, em qualquer área de atividade que este atue, certifique-se de sua formação profissional, procure informações sobre a instituição em que se formou, sua experiência, referências, conheça como foi seu trabalho com pessoas que já passaram por um processo com ele. Quanto mais informação e referências, mais você se certificará que está diante de um profissional sério e competente para orientá-lo na conquista de suas metas.

Muita paz e saúde a você e aos seus!

(*) Roberto Debski é médico, especialista em homeopatia e acupuntura pela Associação Médica Brasileira. É também psicólogo, coach de emagrecimento e trainer em programação neurolinguística e facilitador em constelações familiares e sistêmicas

 

 

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  • Publicado por: Roberto Debski
  • Postado em: quinta-feira, 27 jul 2017 10:03Altualizado em: quinta-feira, 27 jul 2017 19:17
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Crianças e jovens também precisam fazer exercícios físicos - mas com limites!

Crianças e adolescentes de 0 a 19 anos devem praticar atividade física diariamente e passar o menor tempo possível em frente a telas de tablets, computadores ou televisão. A recomendação está no guia lançado hoje (27) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com orientações inéditas para promover a atividade física desde a infância e combater a obesidade e outros problemas de saúde decorrentes do sedentarismo.

O objetivo do guia é facilitar a orientação dos pediatras, profissionais de saúde, educadores, pais e professores de educação física no encaminhamento das crianças e adolescents para o exercício físico diário e alertar sobre os riscos da inatividade.

O guia lembra que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente garantem às crianças e jovens o direito ao lazer, esportes e diversão, assim como o acesso à saúde. E destaca que o Brasil firmou em março deste ano, junto a Organização das Nações Unidas, o compromisso de combater a obesidade infantil.

“A obesidade na infância e na adolescência é um problema mundial que acarreta custos elevados aos sistemas de saúde. Jovens obesos apresentam maiores probabilidades de desenvolverem fatores de risco que podem causar doenças como diabetes, hipertensão, depressão, alterações ortopédicas e articulares, por exemplo”, disse Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP.

Segundo a agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), mais da metade da população brasileira está com sobrepeso. Entre as crianças menores de cinco anos, estima-se que 7,3% delas estão acima do peso.

Mais brincadeiras, mais saúde
O manual da SBP foi elaborado com base no alerta de estudos e protocolos internacionais e pela primeira vez traz informações sistematizadas sobre diferentes tipos de atividades mais adequadas para cada faixa etária entre 0 e 19 anos, considerando as etapas de crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo.

“Os pediatras vão ter tabelas bem indicativas, em que você acessa ali a faixa de zero a dois anos, de três a cinco anos, depois de seis a 19. Então, ele tem na mão o que pode indicar e como ele vai indicar. Isso facilita muito durante a consulta no serviço publico e no serviço privado de saúde”. explicou Ricardo Barros, pediatra e coordenador do grupo de trabalho que elaborou o guia.

De acordo com o documento, é recomendável que as crianças e adolescentes sejam fisicamente ativos todos os dias e que devem praticar atividades prazerosas e lúdicas.

“A criança gosta do lúdico, ela vai ter habilidade entre 5 e 7 anos, nessa idade você coloca numa escolinha, pode ser de natação, judô, o que achar mais interessante, mas tem que ter uma boa orientação e a criança tem que gostar, não adianta levar a criança chorando”, recomenda o pediatra.

Os bebês, por exemplo, devem ser estimulados a se movimentarem várias vezes ao dia, seja engatinhando, buscando objetos ou movendo os membros do corpo, sob supervisão e estímulo dos pais. E até os dois anos de idades não devem ser expostos a tablets ou outro tipo de telas eletrônicas, como celulares e televisão.

As crianças de três a cinco anos, podem se exercitar por 180 minutos ao longo do dia, andando de bicicleta, com brincadeiras de perseguir ou jogos com bola, por exemplo. A partir dessa faixa etária, as crianças também podem começar a nadar, fazer dança, praticar lutas ou esportes coletivos, de maneira gradativa.

Entre seis e 19 anos de idade, as crianças e adolescentes podem se exercitar por pelo menos uma hora por dia com atividades mais intensas, como correr, nadar, pedalar, saltar ou com brincadeiras que trabalhem com o peso corporal e acelerem mais a respiração e o batimento cardíaco. Atividades que estimulem a flexibilidade e o desenvolvimento de músculos e ossos, como a musculação, podem ser feitas pelo menos três vezes na semana com acompanhamento profissional.

Se for necessário, os pediatras encaminharão as crianças para avaliação cardiológica antes da prática da atividade física. Eles alertam ainda que o tempo de exposição às telas não deve ultrapassar duas horas diárias para não prejudicar o tempo de exercício das crianças.

Segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), 65,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não realizavam 300 minutos de atividades físicas na semana, e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que essa frequencia chegue a pelo menos 420 minutos.

“Infelizmente, as telas ocuparam o lugar da atividade física, então a criança de qualquer nível social, de qualquer idade, já entra no consultório teclando um iphone, ipad, uma maquininha. Nós temos que acabar com isso, que é, digamos assim, o virus mais nocivo contra a atividade física. Quando você está numa tela, você tem o isolamento social, você não está brincando, jogando, não tem nenhum tipo de convivência com outras crianças”, alerta Barros.

Exemplo
A iniciativa visa ainda promover hábitos saudáveis inclusive no meio médico. Para sensibilizar os profissionais e alertá-los de que eles também precisam se exercitar, o lançamento do guia ocorre no Dia Nacional do Pediatra, celebrado hoje.

“Primeiro, o pediatra também  deve fazer algum tipo de atividade física para ser um exemplo e passar melhor as informações sobre tempo de exercício, hidratação e nutrição. E, segundo, para eles indicarem a hora certa para a criança se exercitar. A ideia é estimular o pediatra a dar uma informação mais adequada e depois isso ser replicado pela família.”, explicou Barros.

No guia, os pediatras tambem são orientados a conversar com os pais sobre a pandemia da obesidade e estimulá-los a educar seus filhos a terem um modo de vida mais ativo, com hábitos alimentares mais saudáveis.

Para as escolas, as principais orientações são no sentido de desenvolver ações pedagógicas que incluam mais participação dos alunos nas aulas de educação física. O guia também propõe a formulação de políticas públicas de promoção da atividade física na infância e adolescência.

As recomendações serão distribuídas para quase 30 mil pediatras de todo o país, que disseminarão as informações para pais, educadores físicos e a comunidade escolar. O guia pode ser acessado no site da SBP.

 

 

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Conheça 11 mitos e verdades sobre amamentação

A criança pode ser amamentada até três anos de idade ou mais
VERDADE
Embora seja necessário introduzir outros alimentos após o sexto mês de vida, não há duração máxima para o aleitamento, sendo esta uma decisão da mãe.

É necessária a higienização das mamas antes e depois do aleitamento com água e gaze
MITO
Não há necessidade de qualquer preparo da mama antes de oferecer o leite materno ao bebê.

A química do cigarro e álcool podem ser transmitidas para o bebê pelo leite
VERDADE
Além do álcool e de substâncias presentes no cigarro, até mesmo medicamentos podem passar para o leite materno, e o uso de substâncias deve ser discutido com o médico de confiança.

Terapias alternativas, como floral, podem influenciar na qualidade do leite
MITO
Não existem evidências científicas confiáveis sobre isso.

Canjica e cerveja preta estimulam a produção de leite
MITO
Não existem evidências científicas confiáveis sobre isso.

O colostro, o primeiro leite após o nascimento da criança, é rico em anticorpos e importante para o bebê
VERDADE
O colostro tem papel importante na saúde do bebê, pois transfere anticorpos da mãe para o bebê que podem protegê-lo de infecções enquanto seu sistema imunológico ainda está em formação.

Cada mãe produz um tipo de leite diferente
VERDADE
O leite de cada mãe é produzido de acordo com suas características corporais e hábitos de vida.

A alimentação e quantidade de água diárias influenciam na qualidade e quantidade de leite
VERDADE
O leite é elaborado a partir dos nutrientes ingeridos pela mãe.

A produção de leite é hereditária, se a mãe não conseguiu amamentar, a filha também terá dificuldade
MITO
A produção de leite depende do estado de saúde da mãe e da estimulação do bebê.

A amamentação reforça o vínculo entre mãe e bebê
VERDADE
O ato de amamentar aproxima a mãe do bebê, e é importante na formação do vínculo entre eles.

Amamentar dói
MITO
Embora em alguns casos a amamentação possa produzir algum incômodo inicialmente, essa queixa costuma desaparecer à medida que a mãe se acostuma. A persistência de dor pode significar algum problema e deve ser comunicada ao médico de confiança.

Fonte: Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)

 

 

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