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10 ótimos vinhos de até 100 reais

Certamente o isolamento social a que estamos submetidos neste momento nos permite mais momentos com nossa família e para nos dedicarmos à enogastronomia. Assim, surge a ideia de indicar aos nossos leitores uma seleção de dez ótimos vinhos até R$ 100,00, já que nem todos podem ou querem gastar mais do que isto numa garrafa de vinho. Segue a lista.

Le Loup dans la Bergerie 2018 (R$ 79,00 na Delacroix Vinhos) – Leve, bastante frutado e de taninos macios, este vinho é da região francesa do Languedoc-Roussillon, mais especificamente perto da Montanha Pic Saint-Loup. É produzido pela Domaine l’Hortus sem a utilização de produtos químicos, e se constiui num blend contendo 80% de uvas Grenache e 20% de uvas Syrah, envelhecido por nove meses em tonéis de aço inox. É jovem, pronto para beber. Um vinho muito bom para o dia a dia, e que agrada a todos os paladares. Pode ser encomendado em www.delacroixvinhos.com.br.

Marques de Casa Concha Carmenére 2014 (R$ 98,90 no site das Lojas Americanas) – Produzido pela gigante chilena Concha y Toro, este vinho é um varietal de Carmenére, uva de origem francesa que se adaptou de forma excepcional no Chile. O paladar lembra frutas negras e, no final, um pouco de mentol. Passa 18 meses amadurecendo em barricas de carvalho francês. Encontrado em www.americanas.com.br.

Perro Callejero Malbec 2017 (R$ 99,70 na Winerie) – Vinho da excelente vinícola Mosquita Muerta, consiste num blend de Malbecs oriundas de três diferentes vinhedos e subregiões de Mendoza. Vinho encorpado, com notas de frutas vermelhas e café. Pronto para beber. Estagia por 6 meses em barricas de carvalho francês. Bom para acompanhar comidas mais “pesadas”. Um ótimo custo/benefício. Encontrado em www.winerie.com.

Espino Reserva Pinot Noir 2018 (R$ 84,90 na Wineface) – Este vinho é produzido pela chilena William Fèfre Chile, filial da prestigiada vinícola homônima de Chablis, na Borgonha. Um vinho jovem e pronto para beber, bastante frutado e de fácil de harmonizar com pratos de carnes e massas leves, e até mesmo com peixes e frutos do mar, desde que os molhos não sejam exageradamente pesados. Tenho tomado este vinho em diversas ocasiões. Perfeito para o dia a dia, quando se quer um vinho para relaxar. Pode ser encomendado em www.wineface.com.br, mas também é encontrado com preço semelhante em Laticínios Marcelo (Rua Dr. Lobo Viana, nº 54, bairro Boqueirão, em Santos).

Zuccardi Serie A Malbec 2018 (R$ 99,90 na Grand Cru) – Mais um argentino produzido por uma vinícola de respeito na região de Mendoza, e que tem influenciado demais nos rumos que os vinhos da Argentina tomaram. Seus vinhos premium sempre figuram entre os mais pontuados deste país, e, numa vinícola com tal atitude, não há produção de vinhos ruins, pois ela não se permite tamanha desfeita. O vinho apresentado é bastante estruturado, combinando perfeitamente com comidas um pouco mais pesadas. Está pronto para beber, e traz aromas de frutas negras e vermelhas, defumado e especiarias. Uma ótima opção dentro desta faixa de preços. Pode ser encontrado na loja da Grand Cru de Santos (Rua Minas Gerais, nº 17, Vila Rica, em Santos) ou em www.grandcru.com.br.

Quinta do Correio Tinto 2016 (R$ 79,14 na Decanter) – Um blend da região do Dão, em Portugal, que leva 40% de uvas Jaen, 35% de Touriga Nacional, 15% de Alfrocheiro e 10% de Tinta Roriz. Trata-se de um vinho de corpo médio e, portanto, bastante versátil em termos de harmonização, pois pode combinar com muitos pratos, sejam eles leves ou mais pesados. É produzido pela respeitada vinícola Quinta dos Roques. Bastante frutado, tem taninos bem equlibrados, o que lhe confere uma maior aceitação em pessoas que não estão procurando um vinho tão complexo, preferindo um vinho mais “fácil”. Pode ser adquirido no site da Decanter Vinhos (www.decanter.com.br) ou na Enoteca Decanter, localizado em Santos, na Rua Azevedo Sodré, nº 144, sobreloja, no Gonzaga.

Chianti Classico Castello di Radda 2016 (R$ 90,00 na Tahaa) – Os Chianti são os vinhos clássicos da Toscana, produzidos predominantemente com a uva Sangiovese (este leva 90% desta uva e mais 5% de Caniolo e 5% de Colorino). Apesar de estruturado, é um vinho que desce fácil. Tem aromas de frutas negras e tabaco. É um vinho de R$ 180,00, mas que está sempre com bons descontos, como atualmente. No site continua com o preço normal, mas pode ser encomendado pelo email rosana@tahaavinhos.com.br, da consultora Rosa Bacigalupo.

Colonia Las Liebres Bonarda Classica 2018 (R$ 89,00 na Via Vini) – Uma das vinícolas precursoras na utilização do Malbec em Mendoza, a Altos Las Hormigas faz este vinho com a uva Bonarda, que eu particularmente gosto demais, e que já foi considerado o melhor desta casta na Argentina. Alguns especialistas dizerm que a safra de 2018 é a melhor deste rótulo. Vai muito bem com uma pizza. Pode ser encomendado por www.viavini.com.br.

Hey Malbec (R$ 89,90 – mínimo de duas garrafas – na VinhoBr) – Este vinho é realmente um achado, pois é um dos espetaculares exemplares de Matías Riccitelli, um dos expoentes da nova geração de enólogos argentinos, e que tem na veia o DNA de seu pai, o grande enólogo Jorge Riccitelli, da vinícola Norton, e que já foi considerado o melhor enólogo do mundo. Um vinho fácil, que encontra espaço para todos os paladares. Além das frutas vermelhas, expressão características de muitos Malbec argentinos, este tem tons florais e um pouco de pimenta, com taninos macios. Encontrado em www.vinhobr.com.br.

Vale da Pedra Tinto 2018 (R$ 98,00 na Vinícola Guaspari) – Está aí um grande exemplo de que é possível o vinho brasileiro ir além dos espumantes (ótimos, por sinal) sem custar muito caro (alguns rótulos são exageradamente caros pelo que oferecem). Um vinho bastante honesto e agradável, da surpreendente e cada vez meelhor Vinícola Guaspari, localizada em Espírito Santo do Pinhal, aqui no Estado de São Paulo. Vale inclusive uma visita à vinícola, que tem se preparado para receber os turistas, que já a procuram com intensidade, dada a fama que os vinhos de lá estão propagando. Este vinho é produzido 100% com uvas Syrah e passa por um estágio de 7 meses em barricas de carvalho francês. Com corpo médio, tem taninos redondos e aromas de frutas vermelhas e chocolate. Pode ser encomendado em www.loja.vinicolaguaspari.com.br.

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: sexta-feira, 15 mai 2020 10:38Atualizado em: sexta-feira, 15 mai 2020 11:02
  • VINHOS   ÓTIMOS   100 REAIS   
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Coronavírus e vinho

Não, querido leitor, o vinho não previne e nem combate a COVID-19, mas em tempos de clausura, convenhamos, de vez em quando tomar uma taça de vinho é bastante convidativo.

Algo que sempre me deu muito prazer foi tomar a taça de um bom vinho ouvindo música no sofá ou numa confortável poltrona, com luz baixa e pensando na vida, nos próximos projetos, ou simplesmente prestando atenção nos detalhes de cada instrumento musical que se harmonizam para compor a melodia. No campo da música cada um tem sua predileção, e eu sou bastante eclético neste campo (muito embora tenha um ou outro ritmo que não tenho afinidade), mas para compor a cena acima retratada, fico com o jazz, minha grande paixão. Duke Ellington, Oscar Peterson, Ahmad Jamal, McCoy Tyner e Herbie Hancock, pra ficar nos pianistas. Ella Fitzgerald, Nina Simone, Sara Vaughan e Diana Krall, na categoria das cantoras. John Coltrane, Wayne Shorter, Sonny Rollins, Charlie Parker, Stan Getz e Dexter Gordon, no saxofone. Se quiser ouvir grandes trompetistas, não deixe acionar Dizzy Gillespie, Miles Davis, Wynton Marsalis, Freddie Hubbard, Arturo Sandoval e Clifford Brown. E, por fim, se o contrabaixo for seu instrumento predileto, vá de Charles Mingus, Dave Holland, Ray Brown e Charlie Haden.

Agora, e que vinho deve estar dentro da taça? Bom, mais uma vez temos de dizer que gosto não se discute, mas se você seguir minha dica e for ouvir jazz, eu diria que não me consigo imaginar tomando vinhos de certas castas. Penso que um Pinot Noir da Borgonha ou Cabernet Franc argentino seriam ideais, por sua elegância, tal como as notas tiradas por estes grandes músicos que compõem o timaço de jazzistas. Cortes com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc podem ser extremamente equilibrados, tal como alguns Malbec argentinos, produzidos por vinícolas de ponta. Também consigo pensar num Brunello de Montalcino ou em um Supertoscano (blends da Toscana). Por outro lado, não me vejo ouvindo jazz e tomando um Barolo ou Malbec potente. São vinhos que combinam mais com comida do que com música. Talvez para ouvir Iron Maiden, muito embora, para mim, combine mais com uma boa cerveja ou um destilado que desça “queimando”.

Mas a pergunta que não quer calar é: de que adianta essas dicas, se não posso sair de casa para comprar, e mesmo que pudesse, as principais lojas de vinho estão fechadas? Ora, você fará exatamente o que todos estão fazendo com relação a praticamente todas as compras, vai pedir pela internet ou por delivery. Aliás, tempos atrás tive a oportunidade de escrever artigo sobre o tema no Santa Gastronomia. Que tal recordamos algumas das melhores lojas virtuais, e adicionar outras que surgiram de lá para cá?

Primeiro, gostaria de exortar todos vocês a, neste momento em que principalmente o comércio local, pode sofrer grandes abalos em razão da necessidade de fechamento para o público presencial, prestigiar as lojas da Baixada Santista certamente ajuda a manter a economia minimente aquecida, minimizando os eventuais danos a estas empresas. Quase todas as lojas que vendem vinhos nas cidades do Litoral paulista estão com serviços de delivery, sendo que podemos citar Laticínios Marcelo (tel. 3234-1861), Empório Porãozinho (tel. 3233-5249), Empório Villa Borghese (tel. 3301-1508), Grand Cru Santos (tel. 3307-0467) e Empório Casa Porto (tel. 3236-1558).

Bom, mas se a opção for a compra pela internet, não há como comentar sobre o assunto vinhos sem começar pelas lojas virtuais das importadoras Mistral, Grand Cru e Decanter, pois são, sem dúvida alguma, detentoras de grandes rótulos.

A Mistral (www.mistral.com.br) tem um vasto catálogo de vinhos consagrados no Velho e no Novo Mundo, destacando-se o fato de que, por se tratar de uma das pioneiras na importação de vinhos de qualidade para o Brasil, conseguiu exclusividade de grandes produtores. Tem vinhos para todos os bolsos, e é a importadora exclusiva de alguns dos vinhos mais apreciados pelos brasileiros, que são os da vinícola argentina Catena Zapata.

Também com grande portifólio, e hoje considerada a segunda maior importadora de vinhos no Brasil, a Grand Cru (www.grandcru.com.br) tem loja física em Santos. Destaques para os vinhos espanhóis com excelente relação custo-benefício. São importadores dos vinhos argentinos Zorzal, que têm grande prestígio.

A Decanter (www.decanter.com.br) também tem uma loja física e uma enoteca no andar superior do Empório Villa Borghese. Assim como as duas importadoras anteriormente mencionadas, tem um catálogo de vinhos exclusivos muito grande, com destaques para os argentinos, chilenos e portugueses. Outras importadoras e lojas virtuais multimarcas também podem despertar interesse.

Se sua praia são os vinhos franceses, então você tem que navegar pelas lojas virtuais da importadora Juss Millesimes (www.juss-millesimes.com.br), que pertence ao ex-jogador de futebol Jussiê Vieira, que defendeu, dentre outros times, o Cruzeiro e o Bordeaux, da França. Foi justamente neste último time que o jogador se apaixonou por vinhos e, ao se aposentar em 2016, abriu uma importadora de vinhos, que, muito embora trabalhe com vinhos de outros países, concentra seu portfólio quase que exclusivamente nos franceses.

Os franceses também se fazem presentes, com exclusividade, na Delacroix (www.delacroixvinhos.com.br), que importa vinhos de várias regiões da França, e, justamente por isso, tem algum achados bem interessantes.

Ainda em se tratando de França, a Clarets (www.clarets.com.br) é pra te deixar maluco, desde que você tenha a carteira recheada. Traz, também, vinhos de outros países, dentre eles o excelente argentino Achaval-Ferrer, além de ser a importadora daquelas que são consideradas as melhores taças de vinho do mundo, as austríacas Zalto. Dá até medo de lavar essas taças, pois são finas como uma casca de ovo, e sem emendas. Junto às alemãs Riedel, são as grandes vedetes do cristal para vinhos. Com a alta do euro, no entanto, os preços das taças não estão nada convidativos.

Quem quiser provar excelentes vinhos alemães, a Vindame (www.vindame.com.br) traz grandes rótulos deste país (além de França, Chile, Argentina e Espanha). Nada a ver com aqueles vinhos alemães da década de 80, de garrafa azul e gosto horrível. A Alemanha produz grandes vinhos brancos, notadamente da uva Riesling, e ótimos Pinot Noir (bem diferentes dos franceses ou chilenos). Vale a pena conhecer.

Caso você goste de prestigiar os vinhos brasileiros, sugiro compra-los diretamente dos sites das vinícolas. Dentre as gaúchas, os sites da Miolo (www.miolo.com.br) e da Famiglia Valduga (www.loja.famigliavalduga.com.br) se destacam, sendo que esta última vende vinhos de outros países, também. Mas a dica que tenho para dar é de alguns vinhos paulistas que têm arrancado muitos elogios, e que eu aprecio bastante, que são os da Vinícola Guaspari (www.vinicolaguaspari.com.br). Seus dois Syrah, denominados Vista da Pedra e Vista do Chá, bem como o branco da casta Viognier, denominado Vista do Bosque, são muito bons. Vale a compra.

A venda de vinhos pela internet hoje é muito ampla, notadamente porque os empórios têm entrado na disputa por esse mercado, despachando suas ofertas para todo o país. Confesso que mesmo comprando vinhos pela internet há muitos anos, nunca tive qualquer problema com relação à falta de entrega do produto. Sorte minha? Talvez. Mas acho que realmente a maior parte dos comerciantes de vinhos são honestos, e não querem de forma alguma perder uma clientela que cresce a cada ano no país.

Desejo a todos muita saúde, e que possamos brevemente estar fazendo brindes em bares e restaurantes, ou na casa de nossos amigos. 

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quinta-feira, 30 abr 2020 09:15
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