Movimentação de carga nas navegações de longo curso, cabotagem e interior cresce no primeiro trimestre

A navegação de longo curso movimentou no primeiro trimestre 73,5% do total das cargas. A navegação de cabotagem ficou com 21,1%. A navegação interior, 5%. Já os apoios marítimo e portuário, 0,4%. Os dados são do Boletim Informativo Aquaviário da ANTAQ.

A navegação de longo curso teve 5,4% de aumento na movimentação comparada com o primeiro trimestre de 2016, com 180,3 milhões de toneladas. Esse acréscimo se deve principalmente à exportação de sementes e frutos oleaginosos, com aumento de 23,6%, e a importação de fertilizantes, com incremento de 30,3% em relação a 2016.

As exportações corresponderam a 81,4% da movimentação de longo curso no primeiro trimestre de 2017, tendo o grupo de minérios como responsável por 62,8% desse volume. No caso das importações, houve alta de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destinatário principal da exportação de mercadorias brasileiras é a China, que ocupa também o quarto lugar nos principais importadores de mercadorias do Brasil.

A navegação de cabotagem teve alta de 2,3% na movimentação no primeiro trimestre em relação aos três primeiros meses do ano anterior, tendo os combustíveis e óleos minerais como principais mercadorias movimentadas em 2017, ocupando 62,1% da movimentação total, apesar do decréscimo de 5,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Na navegação interior, a movimentação teve alta de mais de 12%, movimentando 12,2 milhões de toneladas. Isso se deve ao crescimento de 58,4% no grupo de sementes e grãos e ao aumento de 54,8% no grupo de minérios em relação ao primeiro trimestre de 2016.

 

 

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Reprodução Reprodução

Obras de expansão do porto de Pecém só devem ser entregues no fim deste ano

As obras da segunda expansão do Porto do Pecém não deverão ser entregues até o dia 30 deste mês, mas só no fim de 2017, diferentemente da última previsão feita pelo governo estadual. Atualmente, os serviços apresentam 85% de execução, de acordo com a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra).

Os trabalhos avançaram pouco em sete meses. Em novembro de 2016, 81% da ampliação havia sido concluídos. Orçado em R$ 640 milhões, o projeto inclui a pavimentação e ampliação do quebra-mar.

O projeto de expansão também contempla a construção de mais três berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres, que vão operar com carga geral e também com produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Equipamentos
Os berços 7 e 8 estão concluídos. Já o berço 9 deveria ser entregue até o fim deste mês, mas ainda está com 81% dos serviços executados, conforme a Seinfra.

Iniciada em dezembro de 2013 e prevista para ser concluída em 2015, a expansão ainda prevê uma nova ponte de acesso ao quebra-mar, permitindo o trânsito de caminhões para movimentação de placas, além da instalação de transportadores de correia para viabilizar a operação nos futuros terminais de granéis sólidos.

A correia transportadora de minério de ferro foi entregue em agosto de 2016 pelo governador Camilo Santana e funciona no píer 1 do porto. Desde 2012, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) conta com uma correia transportadora de carvão mineral.

Melhorias
Segundo a Seinfra, a nova ponte de acesso tem 55% de avanço nos serviços. “A previsão é de que a obra completa seja entregue até o fim de 2017. Outras melhorias que podemos destacar no Porto do Pecém foram a chegada de equipamentos que incrementaram ainda mais a movimentação de cargas através do terminal portuário cearense”, acrescenta a Seinfra.

Ainda conforme a Secretaria, o Governo do Ceará investiu mais de R$ 1 bilhão em obras na ampliação e modernização do Porto do Pecém, que deverá firmar parceria com o Porto de Roterdã. “Com a entrega das obras e o pleno funcionamento da CSP, a expectativa é que o movimento de cargas no terminal aumente em até cinco vezes. Esse crescimento colocará o Pecém em posição de destaque no cenário portuário internacional, tornando-o um dos mais eficientes do mundo e gerando mais empregos e renda para o Ceará”, conclui a Seinfra.

 

 

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  • Publicado por: Maxwell Rodrigues
  • Postado em: terça-feira, 20 jun 2017 10:35
    Alterado em: terça-feira, 20 jun 2017 19:01
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Plano quer maior uso de trens na movimentação de cargas entre interior e terminais

O Porto de Santos e autoridades de Brasília planejam ampliar a utilização do transporte ferroviário na movimentação de cargas entre o interior do Brasil e os terminais marítimos, pontualmente as instalações do Corredor de Exportação, na Margem Direita, que operam uma boa parcela da soja e do farelo de soja escoado pela região.

A proposta acordada entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e as agências nacionais de transportes Aquaviário (Antaq) e Terrestres (ANTT) é que a participação dos trens nesses serviços chegue a 90%. A meta deve ser alcançada até o primeiro semestre do próximo ano, a fim de minimizar os impactos do tráfego de caminhões na região e otimizar os processos no complexo marítimo.

Segundo dados da Companhia Docas, a atual média de participação do modal ferroviário nas atividades das instalações do Corredor de Exportação é de 64%. No período mais crítico da safra agrícola (de maio a outubro), devido à demanda, o índice cai para 39%, enquanto que em meses mais ociosos, como dezembro, o índice sobe para 94%.

O projeto que tem sido debatido entre a Codesp, a Antaq e a ANTT nos últimos meses envolve duplicar o número de linhas que atendem a região do Corredor. Essa medida será implantada a partir das obras da Avenida Perimetral nessa região. O projeto contempla a transferência e a readequação dos ramais que estão à disposição do Corredor de Exportação e demais terminais da área à margem da Avenida Mário Covas.

 

 

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  • Publicado por: Maxwell Rodrigues
  • Postado em: terça-feira, 20 jun 2017 10:31
    Alterado em: terça-feira, 20 jun 2017 10:32

Santos lidera operação de contêineres na América Latina

Mesmo diante daquela que é considerada a pior crise econômica da história do Brasil e com uma movimentação de cargas 5,1% menor, o Porto de Santos manteve a liderança na movimentação de contêineres na América Latina e no Caribe no ano passado. O dado integra o levantamento sobre esse tipo de operação portuária no subcontinente realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e divulgado no início da semana, em Santiago, no Chile.

A Cepal – unidade da Organização das Nações Unidas (ONU) criada para incentivar a cooperação econômica entre os países da América Latina e o Caribe – organiza essa pesquisa desde 1999, a partir de dados coletados com autoridades portuárias e terminais.

Segundo o levantamento, Santos operou 3.393.593 TEU (unidade padrão do setor, equivalente a um contêiner de 20 pés) no último ano, ficando em primeiro. Foi a mesma colocação obtida em 2015, quando operou 3.645.448 TEU. Os dados registrados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária santista) ainda apontam resultados maiores, com 3,56 milhões de TEU em 2016 e 3,77 milhões de TEU no exercício anterior.
Em seguida, na relação da Cepal, estão os complexos panamenhos de Colón (3,25 milhões de TEU) e Balboa (2,98 milhões de TEU).

Considerando os 20 maiores portos, o Brasil também está representado por Navegantes (o terminal privado Portonave, em Santa Catarina), que ficou em 16º , com 895.375 TEU, e Paranaguá (Paraná), em 20o, com 725.041 TEU.

Queda regional
No geral, o movimento de contêineres na América Latina e no Caribe caiu 0,9% no ano passado, chegando a 47,5 milhões de TEU. Santos também registrou queda, consequência da crise econômica que afetou o comércio exterior brasileiro. Pelos números da Cepal, ela foi de 7%. Os dados da Codesp apontam uma redução de 5,72%.

Essa diminuição, segundo a unidade da ONU, mostra “a contínua desaceleração do comércio exterior na região”, movimento capitaneado por Brasil (com queda de 4,4% na atividade portuária) e Panamá (-9,1%).

 

 

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  • Publicado por: Maxwell Rodrigues
  • Postado em: quarta-feira, 14 jun 2017 10:06
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Canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes fechado impacta exportação de aves e suínos

A produção de carne de aves e suínos, principal produto de exportação de Santa Catarina, está entre os setores mais impactados pelo fechamento do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, que não operam normalmente desde o dia 18 de maio. Há contêineres de exportação com mais de uma semana de atraso na entrega.

As cargas refrigeradas, perecíveis, estão sendo mantidas em armazéns e terminais retroportuários com tomadas eletrificadas, que aumentam o custo de armazenagem. Outra parte seguiu para outros portos, para apressar o escoamento.

Ricardo de Gouvêa, diretor-executivo do Sindicarne, diz que o percentual de perdas depende de acordos comerciais específicos, que envolvem os seguros e cláusulas contratuais, por isso é difícil de ser calculado. Mas as duas alternativas logísticas impactam no custo final da exportação, e representam prejuízo.

Na Portonave, em Navegantes, que responde pela maior movimentação portuária no Estado, 29 navios suspenderam a atracação até esta terça-feira. Mais de 17 mil contêineres com cargas diversas foram afetados pelo cancelamento de escalas _ 8 mil contêineres deixaram de embarcar, e outros 9,5 mil não foram descarregados no porto.

Atenção
Embora ainda vejam vantagem logística na operação pelo Complexo Portuário do Itajaí-açu, os empresários da carne estão de olho nas medidas que serão tomadas para evitar novos entraves. Em março, o setor já teve perdas devido à greve dos transportadores de contêineres em Santa Catarina, seguida da crise decorrente da Operação Carne Fraca.

A solução para o fechamento do acesso aos portos passa pelo controle da velocidade de escoamento do rio na foz. Os projetos existem e estão nos planos do Governo do Estado. Falta colocá-los em prática.

Força maior
A praticagem de Itajaí e Navegantes deverá declarar ¿força maior¿, uma prerrogativa que permite que se abstenha de cumprir alguns acordos. Os práticos têm um mínimo de manobras a serem feitas por mês e comprovadas à Marinha. Em maio, no entanto, o número ficou abaixo do mínimo devido ao fechamento do canal.

Logística
Os cancelamentos de escala trazem uma preocupação extra aos donos das cargas. Pelo menos um navio que deveria atracar no Complexo Portuário teria descarregado mais de mil contêineres em outro terminal e deixado o transporte final da carga, de volta a Itajaí, por conta do importador.

O advogado Osvaldo Agripino, professor da Univali, alerta que é responsabilidade de quem opera o navio garantir que a carga chegue ao destino final contratado, não importa de que maneira isso ocorra. Em caso de omissão, o cliente pode acionar a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

 

 

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Os principais temas relacionados ao Porto de Santos, o maior da América Latina, serão abordados neste espaço pelo comentarista do Caderno Regional e apresentador do programa Porto & Negócios, Maxwell Rodrigues.