Luiza Santos Luiza Santos

Intoxicação de cachorros com chocolate aumenta durante a Páscoa.

Durante a Páscoa é comum ganharmos diversos chocolates de presente e muitos donos acabam dando um pedacinho para seu cachorro, achando ser algo inofensivo. Mas não é.

O chocolate tem uma substância chamada metilxantinas (teobromina e cafeína), algo que é extremamente tóxico para cães, pois a metabolização destes componentes no organismo do animal é diferente da nossa.

Quanto mais “puro” o chocolate, maior a quantidade de teobromina, tornando-se cada vez mais perigoso para o pet. 

O veterinário Fernando Alão Brito, 33 anos, revela: “Não existe antídoto para chocolate. Se a ingestão for em até três horas o ideal é induzir ao vômito ou fazer uma lavagem gástrica pois o chocolate tende a aderir a parede do estomago pois sua constituição maior é de lipídeos. Não existe um tratamento específico e sim de suporte de acordo com os sinais clínicos e as vezes é necessário internação para um tratamento mais intensivo”.

O veterinário também ressalta que o número de atendimentos aumenta durante a Páscoa, pois alguns tutores oferecem chocolate para o pet por falta de informação.

O porte do animal influencia na hora da intoxicação e é muito comum estes casos ocorrerem em cães pequenos.

Os efeitos nocivos das metilxantinas são: excitação, hipertensão moderada, bradicardia ou taquicardia, arritmias (contrações ventriculares prematuras), tremores, ofegância, e incontinência urinária, taquicardia, taquipneia, hiperexcitabilidade, tremores e, por vezes, convulsões.

Os sinais clínicos são: vômito, diarréia, polidipsia e poliúria (bebe mais água e urina mais), náuseas e arritmias cardíacas.

 

 

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  • Publicado por: Amanda Oliver
  • Postado em: quinta-feira, 18 abr 2019 08:15Atualizado em: quinta-feira, 18 abr 2019 17:02
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A compra e abandono de coelhos na páscoa: entenda este problema recorrente

Com a chegada da Páscoa, é comum associar o coelho a uma boa opção de presente, principalmente para crianças. Mas esta é uma decisão que deve ser analisada com muito atenção.

Todos os anos, após a data, é comum encontrar coelhos abandonados. O animal “perde a graça” e começa a dar trabalho, dentre muitos outros fatores não analisados pelo comprador.

Quando se pensa em adotar qualquer animal, é de suma importância ter a noção de que se trata de uma vida e precisa de cuidados, além de exigir tempo e dinheiro.

O coelho é extremamente sensível e, para sobreviver, fora de seu habitat precisa de ajuda dos seres humanos.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo lançou um projeto na terça-feira (9) chamado “Páscoa Consciente”, A ideia é recomendar às pessoas no intuito de que busquem outras alternativas para presentes, como coelhos de pelúcia ou chocolate.

Antes de presentear alguém com este animal, é necessário saber se a pessoa terá os cuidados necessários para manter o bem-estar do mesmo.

O veterinário Danilo Sato, 31 anos, especialista em animais silvestres, ensina como devem ser os cuidados com os coelhos e quais as recomendações para quem quer ter este pet.

“Coelhos precisam de cuidados especiais, desde o manejo alimentar até o local onde ele é criado. A alimentação de coelho deve ser controlada e equilibrada, sendo composta basicamente de feno, folhas frescas e um pouco de ração específica e de boa qualidade para coelhos. O ambiente deve ter bastante espaço para exercícios e com forração adequada para não causar problemas por excesso de umidade, lesões nas patas e processos alérgicos pelo substrato utilizado.”- conta o veterinário

O especialista também revela que os principais quadros atendidos nesta época são de coelhos com traumas por cair de lugares altos, estresse por ambiente inadequado e abandono recorrente, quando o coelho fica doente ou quando não se consegue arcar com os custos para a criação adequada dos mesmos.

 

 

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  • Publicado por: Amanda Oliver/#Santaportal
  • Postado em: segunda-feira, 15 abr 2019 08:42Atualizado em: segunda-feira, 15 abr 2019 17:08
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Manchinha que jamais sairá da memória

A morte de Manchinha, cão assassinado por um segurança do supermercado Carrefour em Osasco, chocou o país nessa semana. Como alguém pode cruelmente matar um animal pensando em interesses comerciais? A revolta tomou conta das ruas, das Ongs de defesa da vida animal, da imprensa e das redes sociais. É o momento para refletirmos sobre as mudanças da sociedade.

Há algumas décadas, quem acreditaria que estivéssemos celebrando casamentos entre pessoas do mesmo sexo e esses casais frequentariam livremente ambientes comuns exibindo o amor e o laço afetivo que os une? Meu amigo, advogado Vasco Vieira, sempre me diz que daqui poucos anos os animais de estimação, em especial cães e gatos, estarão comendo à mesa como membro das famílias, pois o laço afetivo que une esses animais às pessoas muitas vezes transcende até mesmo o elo consanguíneo da mesma espécie, ou seja pode ser até mais forte que o laço familiar. Esse amor, carinho e respeito é conquistado na relação. Nessa semana, o mundo teve prova disso ao se encantar com Sully, o labrador do ex-presidente norte-americano George Bush que fez questão de zelar o caixão do presidente durante o seu velório. Lealdade que muitos humanos não possuem. Respeito que muitos humanos não expressam.

Afinal, os cães e gatos podem existir e ter seus direitos respeitados? É óbvio que sim! A lei diz que é dever do Estado proteger os animais, tanto que o Ministério Público estadual está investigando o falecimento de Manchinha e com certeza punirá os culpados.

Precisamos aproveitar esses momentos e fazermos a discussão que nos cabe. Devemos tratar os cachorros com amor e amizade como eles nos tratam? Claro que sim.

É natural o conceito de cachorro comunitário. Alguns comércios possuem seus animais dentro das lojas. Algumas comunidades têm seus cachorros circulando livremente, como Robinho, adotado pelos taxistas e comerciantes da confluência do Canal 1 com a Floriano Peixoto. Os animais, em especiais os cães, podem trabalhar e coexistir com os humanos com respeito. Deve ser benéfico para todas as partes. Os cães comunitários devem existir e podem colaborar inclusive com a segurança de ruas e lojas onde conhecedor da vizinhança e com o devido treinamento, eles podem colaborar e muito na intimidação da ação de marginais, por exemplo. Cabe aos legisladores produzirem leis nesse sentido.

Cão precisa de apoio. Em 1987, com estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade Santa Cecília (Unisanta) desenvolvemos a primeira cadeira de rodas para cães. A inclusão e o respeito são o melhor caminho.

Nesse sentido, cabe elogiar um Posto Shell de São Paulo que contratou o vira-lata Negão para trabalhar, recebendo salário e moradia, com uniforme e crachá. Há notícias de empresas em Manaus que contratam cães para atuar na segurança dando inclusive direito a férias aos mesmos. Isso é inclusão e respeito aos animais.

Ao Carrefour, aconselho construir uma estátua de Manchinha em todas as suas unidades e permitir desde já a circulação de animais em suas lojas e até obrigando as unidades a possuírem no quadro de colaboradores um pet.

Claro que nenhuma dessas ações substituem a vida de Manchinha. Ela é insubstituível. Mas, é a maneira de transformarmos essa mancha da falta de respeito humana em um aprendizado eterno a comerciantes, pessoas e animais. Respeito é tudo. Essa Manchinha será indelével em nossa memória e de todos aqueles que se dizem humanos.

* Eduardo Ribeiro Filetti – Médico Veterinário, Professor Universitário, Pós Graduado em Saúde Pública pela Unifesp

 

 

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  • Publicado por: Eduardo Filetti
  • Postado em: segunda-feira, 10 dez 2018 18:08Atualizado em: segunda-feira, 10 dez 2018 18:11
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É fã de felinos? Comemore hoje o Dia Internacional dos Gatos

Amantes dos animais podem comemorar. Nesta terça-feira, 8 de agosto, é celebrado o Dia Internacional do Gato, instituída em 2002 pela International Fund for Animal Welfare (IFAW) com o objetivo de debater e conscientizar donos de pets sobre como cuidar corretamente dos felinos.

Nas redes sociais, os gatos estão entre os assuntos mais comentados de hoje. E os bichinhos são tão populares que têm até outro dia para comemorar. A data 17 de fevereiro também é considerada o Dia Mundial dos Gatos e foi estabelecida por uma instituição italiana para promover uma campanha contra os maus tratos.

Os gatinhos ainda são protagonistas ao longo do ano do Dia de Abraçar Seu Gato(em 4 de junho), o Dia Nacional do Gato (em 29 de outubro, nos Estados Unidos) e o Dia Nacional do Gato Preto (em 17 de novembro, também nos EUA).

 

 

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  • Publicado por: ANSA
  • Postado em: terça-feira, 08 ago 2017 11:48Atualizado em: terça-feira, 08 ago 2017 17:21
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Daniela Freitas/ Bastidores Comunicação/ Fotos Públicas Daniela Freitas/ Bastidores Comunicação/ Fotos Públicas

Médicos veterinários ajudam Justiça Brasileira em condenação inédita por crime contra animais

O trabalho de uma equipe de médicos veterinários foi essencial para a decisão inédita da Justiça Brasileira de condenar uma pessoa à prisão por maus-tratos e morte de animais.

O caso teve início em 2012, quando 37 cachorros e gatos foram encontrados mortos em sacos de lixo, na capital paulista. As provas deram início ao processo que resultou na condenação, no dia 18 de junho, de Dalva Lina da Silva, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, a mais de 12 anos de prisão, além do pagamento de multa.

Em casos anteriores, semelhantes a esse, as penas aplicadas foram mais leves, como prestação de serviços comunitários e multas.

O médico veterinário Paulo César Maiorka, integrante da Comissão de Especialidades Emergentes (CNEE) do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) coordenou o trabalho de perícia no caso. A pedido da Polícia Militar, a equipe recebeu os cadáveres dos animais e realizou os exames de necropsia, além de colher o material para exame toxicológico.

"A Polícia Militar de São Paulo nos pediu urgência na emissão dos laudos porque era um crime de morte em massa. Os exames realizados serviram para constatar que houve mesmo maus-tratos e crime, os animais eram saudáveis", afirma Maiorka.

A Medicina Veterinária Legal é um ramo da profissão que faz a ligação e aplicação dos conhecimentos técnicos às questões judiciais e aos aspectos legais do exercício profissional. Os laudos periciais feitos pelos médicos veterinários são essenciais para que o Ministério Público, Polícia Civil ou Polícia Federal, por exemplo, obtenham provas para processos de crimes contra a fauna ou animais domésticos, por exemplo.

O presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda, destaca que a Medicina Veterinária Forense é um apoio científico para desvendar crimes, maus-tratos e fraudes.

"Graças a verdadeiros estudiosos esta área do conhecimento tem mostrado um crescimento fantástico. Exige-se para seu desempenho, conhecimentos de balística, direito penal e civil, processual, patologia forense, laboratório, ética, entre outros. O CFMV está atento a essa área, cuja expansão de atividade é presente em todos os continentes. Queremos que mais médicos veterinários venham participar da Medicina Veterinária Forense e planejamos, para breve, cursos de capacitação de profissionais", afirma Arruda.

Os exames mostraram que Dalva Lina da Silva, que não era médica veterinária, usou injeção de cetamina, uma substância anestésica de uso restrito. Os animais foram encontrados com várias perfurações e morreram de hemorragia.

Dalva Lina da Silva foi processada pelo Ministério Público pelo crime previsto no artigo 32, parágrafo 2º, da Lei Federal de Crimes Ambientais por maus-tratos seguido de morte dos animais. Além disso, acrescentou-se mais uma acusação, a de uso de substância proibida.

"Essa condenação é exemplar e esperamos que, dessa forma, nós consigamos realmente proteger os animais do nosso país de situações de maus-tratos", afirma a presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV, Carla Molento.

O médico veterinário e professor Eduardo Ribeiro Filetti comenta que ajudou a polícia ambiental a colocar no xadrez um ambulante que matou uma ave silvestre na praia em São Vicente em 2010.Uma moradora observou o fato e chamou a polícia que pediu o nosso laudo. Crimes contra animais tem que serem punidos exemplarmente, afirma o médico veterinário santista

Hoje os animais são mais protegidos pela legislação mais temos que cobrar das autoridades a sua aplicação , comenta Filetti.

 

 

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