IMC x Composição Corporal

IMC:

O Índice de Massa Corporal (IMC) é a relação entre o peso e a altura. Através desse índice é possível ter o diagnóstico da adequação do peso com as seguintes faixas: normalidade, sobrepeso, obesidade e baixo peso.

 

Fórmula para o cálculo do IMC:

 

 

IMC = Peso (em Kg)

Altura ao quadrado (em metro)

 

 

Confira a classificação do peso para adultos, segundo o IMC:

Classificação

IMC (Kg/m2 )

Baixo Peso

Menor que 18,5

Normalidade

18,5 - 24,9

Sobrepeso

25 - 29,9

Obesidade Leve

30,0 - 34,9

Obesidade Moderada

35,0 - 39,9

Obesidade Mórbida

Maior que 40

 

Confira agora a classificação do peso para idosos (indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos):

Classificação

IMC (Kg/m2 )

Baixo Peso

Menor que 22

Normalidade

22 - 27

Sobrepeso

Maior que 27

 

Quanto maior for o IMC, maior a chance de desenvolvimento de doenças como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, ou até mesmo de morte precoce. Mas isso não significa que quanto mais magro melhor, pois o índice de mortalidade também aumenta em indivíduos com IMC muito baixo, principalmente por causa de doenças infecciosas e dos pulmões. O ideal é manter-se na faixa de normalidade.

 

Avaliação do peso saudável em crianças e adolescentes

 

A avaliação da massa corporal em crianças e adolescentes é feita através de tabelas que relacionam idade, peso e altura. O IMC não é indicado nessas faixas etárias porque crianças e adolescentes passam por rápidas alterações corporais decorrentes do crescimento.

 

Composição Corporal:                                               

O peso corporal divide-se em: massa magra e massa gorda. A massa magra é formada pelos músculos, ossos e órgãos vitais, enquanto a massa gorda é formada somente por gordura. A gordura possui funções vitais como proteção de órgãos, isolamento térmico e síntese de hormônios, mas em excesso pode ser prejudicial à saúde.

Sozinho, o IMC não é indicador suficiente da gravidade do excesso de peso, pois o tipo de distribuição da gordura pelo organismo também é importante.

A importância da avaliação da composição corporal na prática clínica é a seguinte: caso um halterofilista, por exemplo, seja classificado apenas pelo IMC, apesar de possuir pouquíssima quantidade de gordura corporal, seria considerado obeso. Além disso, muitas pessoas consideradas magras (IMC dentro da normalidade), possuem a maior parte do seu corpo composto por gordura, sendo então obesas em relação à sua composição corporal.

 

Padrão de gordura corporal para homens e mulheres:

 

HOMENS

MULHERES

RISCO

< 5%

< 8%

MÉDIA

15%

23%

RISCO

> 25%

> 32%

 

Existem vários meios para se mensurar a composição corporal, porém os mais comuns são feitos com a utilização de um adipômetro, através das dobras cutâneas, ou da bioimpedância.

 

Porque avaliar a composição corporal?

 

  • Nível alto ou excessivamente baixo de gordura é prejudicial;
  • Estabelece peso ótimo para saúde e o desempenho de atletas;
  • Formular um plano alimentar e prescrição dos exercícios com finalidade de modificar a composição corporal e avaliar sua eficácia;
  • Monitorar as mudanças na composição corporal que ocorrem com o crescimento, maturação e envelhecimento a fim de distinguir modificações normais dos estados patológicos.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: quarta-feira, 15 nov 2017 10:49Atualizado em: segunda-feira, 01 jan 1900 00:00
  • imc   nutrição   saúde   

Relação Cintura-Quadril

Como foi falado no artigo anterior, o tipo de distribuição da gordura pelo organismo é muito importante. Existem vários tipos de obesidade em relação à distribuição de gordura. Os mais característicos são:

 

  • Andróide - Concentração de gordura na região abdominal (central), o que dá ao corpo o formato de maçã (mais comum em homens). Esse tipo de obesidade está associada a doenças como o diabete, enfermidades cardiovasculares e morte prematura.
  • Ginóide - Concentração de gordura nas regiões das coxas e quadris (periférica), o que torna o corpo parecido com uma pêra, fino em cima e largo na parte de baixo (mais comum em mulheres). Está associada à celulite e varizes, além de problemas ortopédicos e de pele.

 

Avaliação dos riscos de doenças cardiovasculares:

 

Circunferência da cintura e do quadril:

É um método utilizado para adultos (20 a 69 anos), de ambos os sexos. Este método utiliza um índice para classificar os indivíduos para o risco de desenvolvimento de doenças crônicas associadas à obesidade.

A relação das medidas da cintura e quadril (RCQ) é a medida de adiposidade mais utilizada e está fortemente associada à gordura visceral. Prediz o risco aumentado para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos como diabetes, dislipidemias, hiperuricemias, etc. É obtida através da seguinte fórmula:

 

RCQ = circunferência da cintura

            circunferência do quadril

 

 

HOMENS

MULHERES

RISCO AUMENTADO

> 0,95

> 0,85

 

Pode-se usar o valor isolado da medida da circunferência da cintura para inferir sobre o risco aumentado de complicações metabólicas associadas à obesidade, pois o problema reside na obesidade abdominal. Estudos recentes têm apontado que a medida isolada da circunferência de cintura independe da altura correlaciona-se fortemente com o IMC.

 

 

NORMAL

RISCO MODERADO

ALTO RISCO

HOMEM

< 94 cm

94 – 102 cm

> 102 cm

MULHER

< 80 cm

80 – 88 cm

> 88 cm

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: quinta-feira, 30 nov 2017 08:19Atualizado em: segunda-feira, 01 jan 1900 00:00
  • risco   saúde   rcq   

O Jejum Intermitente funciona?

Do ponto de vista evolutivo, o jejum é algo muito natural, visto que antigamente não tínhamos alimentos em prateleiras e nem sabíamos quando/qual seria a nossa próxima refeição. Ele também é prática obrigatória em algumas religiões, já que ele é visto como um ato de purificação do corpo.

Seguem alguns dos seus benefícios: auxilia no emagrecimento, melhora a resistência à insulina, redução de alergias e infecções, facilita a sensação de saciedade, melhora o perfil cardiovascular, melhora o perfil metabólico ligado às doenças crônicas, e melhora em doenças neurodegenerativas. Ainda é excelente para o microbioma e para a imunidade, reduz a inflamação, diminui os fogachos na menopausa, e aparente reduz o desenvolvimento de câncer e até melhora no seu tratamento.

Contudo, existem diferentes tipos de protocolos de jejum, tanto em relação à sua frequência quanto à sua duração, e existem algumas contraindicações, então é muito importante ter um acompanhamento nutricional durante a sua prática, até porque de nada adianta fazer algumas horas de jejum só por modinha e acabar compensando todas as calorias que "economizou" depois em fast food e/ou alimentos ultraprocessados. Consciência sempre em primeiro lugar!

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: terça-feira, 17 dez 2019 11:09Atualizado em: quarta-feira, 08 jan 2020 09:34

Vitamina D e o Coronavírus

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Turim, na Itália, divulgaram a vitamina D poderia atuar na prevenção ao Covid-19, já que, segundo eles, foi observada uma alta prevalência de hipovitaminose D entre os pacientes hospitalizados com a infecção.

Embora o material divulgado não configure um estudo científico, visto que mais estudos precisam ser realizados, a importância da vitamina D sobre a imunidade já é conhecida. A suplementação dessa vitamina inclusive demonstra vantagens contra infecções respiratórias entre indivíduos com níveis baixos da mesma.

Portanto, caso não consiga tomar sol em casa, seria interessante expor braços e pernas aos raios solares através da sua sacada ou janela por cerca de 15 minutos ao dia. E se você estiver infectado pelo coronavírus, é familiar de alguém que foi infectado, é profissional da saúde ou mesmo um idoso, procure seu médico/nutricionista para analisar se ele julga necessária a suplementação da vitamina D.


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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: quinta-feira, 16 abr 2020 13:59Atualizado em: quinta-feira, 16 abr 2020 14:01
  • vitamina d   corona vírus   saúde   

Contaminação de Alimentos

Os alimentos podem ser contaminados, tornando-se prejudiciais a saúde. Quando não higienizados corretamente, podem provocar doenças causadas por vírus, fungos, bactérias e outros microrganismos. Por isso, é indispensável a higiene para evitar a transmissão de doenças através dos alimentos.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, 45% das contaminações que levam a doenças são transmitidas através dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Essas doenças, causadas por bactérias, fungos, vírus e outros, são responsáveis por cerca de 670 surtos, deixando mais de 13 mil pessoas doentes por ano. Os dados ainda apontam que essas doenças estão associadas principalmente ao manuseio e conservação inadequada dos alimentos.

Para evitar a contaminação dos alimentos e garantir uma alimentação segura, o consumidor deve ter alguns cuidados especiais com os produtos que compra. Deve, também, se atentar à limpeza e à conservação desses alimentos.

Para podermos evitar a contaminação por microorganismos agressivos à saúde, são necessários alguns cuidados que vão desde a compra até o preparo dos alimentos. A seguir encontram-se algumas dicas de como evitar a contaminação dos alimentos: 

  1. 1- Separes os alimentos como carnes bovinas e peixes crus de outros alimentos;

  2. 2- Manipule os alimentos cozidos e cruz utilizando utensílios higienizados. Evite utilizar tábuas de madeira, substitua por suportes de plástico;

  3. 3- Guarde os alimentos em vasilhas fechadas evitando o contato entre os crus e cozidos;

  4. 4- Lave bem as mãos e os utensílios que serão utilizados para manipular ou guardar os alimentos;

  5. 5- Guarde na geladeira os alimentos em vasilhas tampadas;

  6. 6- O processo de descongelamento da carne deve acontecer á temperatura de refrigeração, e não à ambiente, para evitar que as bactérias se proliferem;

  7. 7- Não espirre, cante, assobie ou converse durante o preparo dos alimentos e não se esqueça que os cabelos devem estar presos durante esse processo;

  8. 8- Os alimentos como verduras, frutas e legumes geralmente possuem grande número de bactérias, agrotóxicos e parasitas intestinais, por isso devem ser muito bem higienizados antes do consumo. O mais indicado é lavá-los bem e deixá-los de molho por 10 minutos em água com hipoclorito;

  9. 9- Os reservatórios de água devem ser higienizados a cada seis meses, mantendo tampado para evitar a contaminação da água que se bebe e lava os produtos;

  10. 10- Alimentos como ovos devem ser muito bem cozidos para evitar a contaminação pela bactéria Salmonela. Quando utilizado no preparo de maioneses deve ser conservado na geladeira;

  11. 11- Durante a compra tome muito cuidado com alimentos estragados e com a mistura deles no carrinho. Verifique também as condições de higiene do local onde são adquiridos.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: segunda-feira, 25 jun 2018 11:52Atualizado em: segunda-feira, 25 jun 2018 18:55
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Sobre
Nutricionista formada em 2009 pela Universidade Católica de Santos, especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo. Conheça melhor o meu trabalho em www.nutricionistaingrid.com.br