Contaminação de Alimentos

Os alimentos podem ser contaminados, tornando-se prejudiciais a saúde. Quando não higienizados corretamente, podem provocar doenças causadas por vírus, fungos, bactérias e outros microrganismos. Por isso, é indispensável a higiene para evitar a transmissão de doenças através dos alimentos.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, 45% das contaminações que levam a doenças são transmitidas através dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Essas doenças, causadas por bactérias, fungos, vírus e outros, são responsáveis por cerca de 670 surtos, deixando mais de 13 mil pessoas doentes por ano. Os dados ainda apontam que essas doenças estão associadas principalmente ao manuseio e conservação inadequada dos alimentos.

Para evitar a contaminação dos alimentos e garantir uma alimentação segura, o consumidor deve ter alguns cuidados especiais com os produtos que compra. Deve, também, se atentar à limpeza e à conservação desses alimentos.

Para podermos evitar a contaminação por microorganismos agressivos à saúde, são necessários alguns cuidados que vão desde a compra até o preparo dos alimentos. A seguir encontram-se algumas dicas de como evitar a contaminação dos alimentos: 

  1. 1- Separes os alimentos como carnes bovinas e peixes crus de outros alimentos;

  2. 2- Manipule os alimentos cozidos e cruz utilizando utensílios higienizados. Evite utilizar tábuas de madeira, substitua por suportes de plástico;

  3. 3- Guarde os alimentos em vasilhas fechadas evitando o contato entre os crus e cozidos;

  4. 4- Lave bem as mãos e os utensílios que serão utilizados para manipular ou guardar os alimentos;

  5. 5- Guarde na geladeira os alimentos em vasilhas tampadas;

  6. 6- O processo de descongelamento da carne deve acontecer á temperatura de refrigeração, e não à ambiente, para evitar que as bactérias se proliferem;

  7. 7- Não espirre, cante, assobie ou converse durante o preparo dos alimentos e não se esqueça que os cabelos devem estar presos durante esse processo;

  8. 8- Os alimentos como verduras, frutas e legumes geralmente possuem grande número de bactérias, agrotóxicos e parasitas intestinais, por isso devem ser muito bem higienizados antes do consumo. O mais indicado é lavá-los bem e deixá-los de molho por 10 minutos em água com hipoclorito;

  9. 9- Os reservatórios de água devem ser higienizados a cada seis meses, mantendo tampado para evitar a contaminação da água que se bebe e lava os produtos;

  10. 10- Alimentos como ovos devem ser muito bem cozidos para evitar a contaminação pela bactéria Salmonela. Quando utilizado no preparo de maioneses deve ser conservado na geladeira;

  11. 11- Durante a compra tome muito cuidado com alimentos estragados e com a mistura deles no carrinho. Verifique também as condições de higiene do local onde são adquiridos.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: segunda-feira, 25 jun 2018 11:52Atualizado em: segunda-feira, 25 jun 2018 18:55
  • dicas   higiene   saúde   

Tecido Adiposo Branco e Marrom

O tecido adiposo, apesar de temido por muitos, possui importantes funções no organismo como reserva energética, isolante térmico, proteção contra choques mecânicos, secreção de hormônios, etc. O problema encontra-se somente no excesso.

Existem dois tipos de tecido adiposo: o branco e o marrom. O tecido adiposo branco armazena energia e produz citocinas pró-inflamatórias, que interferem no sistema imunológico. Já o tecido adiposo marrom possui como principal função a produção de calor, ou seja, é um tecido metabolicamente ativo, que basicamente “derrete gordura”.

O tecido adiposo é composto por adipócitos (células de gordura), que são produzidos a partir da primeira infância, dos 0 aos 2 anos. Os processos que compõem o aumento de células de gordura se diferenciam em hipertrofia e hiperplasia, aumento do tamanho das células e aumento do número de células, respectivamente.

Na fase adulta o processo predominante é a hipertrofia celular. O cuidado maior deve ser tomado na infância e na puberdade, que por serem fases de crescimento, se o indivíduo já estiver acima do peso, o processo de hiperplasia será ainda maior do que ocorreria normalmente, sendo mais difícil então perder peso na idade adulta, já que ele possui um número maior de células para “murchar”. Oitenta por cento dos adolescentes obesos permanecem com excesso de peso na vida adulta.

O tecido adiposo marrom é encontrado em recém-nascidos e animais que hibernam. Ele está presente em maior quantidade para a manutenção da temperatura corporal, devido ao frio intenso.

Já foram realizadas pesquisas in vitro onde conseguiu-se transformar o tecido adiposo branco em marrom, mas em humanos ainda não foi realizado nenhum estudo desse tipo. Em humanos esse tipo de estudo nunca foi realizado, mas seria essa a cura da obesidade¿ Isso quem dirá é o futuro e a ciência, mas uma coisa é certa, as pessoas que se submetessem a esse tipo de intervenção produziriam uma quantidade excessiva de calor, e por conseqüência, suariam demasiadamente.


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  • Publicado por: Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: segunda-feira, 11 jun 2018 18:44Atualizado em: quinta-feira, 14 jun 2018 14:14
  • tecido   adiposo   adipócitos   

Esteatose Hepática

O fígado é considerado a grande usina do nosso corpo, uma vez que ele é o órgão central do metabolismo. Ele possui as seguintes funções:

  • Produção protéica;
  • Armazenamento de glicose, vitaminas e minerais;
  • Produção da bile (auxilia na digestão das gorduras);
  • Síntese de colesterol;
  • Desintoxicação de drogas, medicamentos e outras substâncias químicas.

 

A esteatose hepática, ou acúmulo de gordura no fígado, é considerada a enfermidade crônica mais comum que acarreta o fígado, e seu diagnóstico tem aumentado devido à evolução dos métodos de imagem e pelo aumento da prevalência da obesidade.

A doença está relacionada à alimentação inadequada, rica em gorduras e açúcares, consumo excessivo de álcool, obesidade, diabetes descompensada e síndrome metabólica. Ela também pode ser causada pelo vírus da hepatite, anemia e doenças auto-imunes.

            Para realizar o diagnóstico o médico avalia se há alterações dos níveis enzimáticos do fígado, e a confirmação é feita através de exames de imagem, como a ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética.

            Na maioria das vezes a doença é assintomática, porém em alguns casos ela pode causar um certo desconforto abdominal, fadiga e mal-estar, além de hepatomegalia (aumento do tamanho do órgão).     

 

            O principal tratamento para a esteatose é controle do peso através da dieta e pela prática de atividade física (desde que com consentimento médico), controlar os níveis glicêmicos, de colesterol e triglicérides. A suplementação de vitamina E também tem demonstrado resultados promissores no tratamento da doença.

            A falta de tratamento leva a uma destruição gradual dos hepatócitos, as células do fígado, o que pode acarretar em fibrose e perda da arquitetura funcional do fígado (cirrose hepática). A partir daí não há reversão do quadro, e em casos mais graves faz-se necessário o transplante hepático.

 

É importante que se procure um nutricionista, para que ele possa elaborar um plano alimentar individualizado, de acordo com as suas necessidades. Mas de maneira geral, alguns hábitos alimentares que são importantes para diminuir a gordura no fígado são:

  • Aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas;
  • As fibras solúveis, presentes nas frutas, verduras, aveia e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, soja e grão de bico) se juntam à glicose e às gorduras presentes no bolo alimentar, que por dificultar a absorção destes, causa a diminuição de seus níveis sanguíneos;
  • Consumo de leite e derivados desnatados ou com o menor teor de gordura possível;
  • Evitar a ingestão de doces e alimentos açucarados, já que o excesso de glicose eleva os níveis de triglicerídeos no sangue;
  • Os ácidos graxos mono e poliinsaturados possuem efeito cardioprotetor e podem influenciar no perfil lipídico sérico. Eles estão presentes nas oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas, pistache, etc), salmão, atum, sardinha, azeite, abacate, linhaça e quinua. Porém, por serem muito calóricos, devem ser consumidos com moderação;
  • Evitar o consumo de carnes gordas como picanha e costela, prefira cortes como filé mignon e alcatra. Retirar a gordura aparente da carne e a pele do frango.
  • Evitar o consumo de alimentos enlatados, preferir alimentos in natura;

Preferencialmente excluir as bebidas alcoólicas e o cigarro.

 

 

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Esteróides androgênicos anabólicos

Os esteróides são derivados sintéticos do hormônio masculino testosterona. A princípio foram criados para uso terapêutico em homens hipogonadais, doença em que os hormônios sexuais encontram-se em níveis bem inferiores aos normais; homens da terceira idade, devido à perda de massa muscular decorrente da idade; e em deficiências nutricionais crônicas ou aidéticos terminais. Porém, começaram a serem utilizados por atletas e freqüentadores de academias com o intuito de se ganhar massa muscular de forma rápida.

A testosterona, porém, possui efeitos tanto androgênicos quanto anabólicos, ou seja, quem a utiliza não só terá o desenvolvimento muscular aumentado como o das características sexuais masculinas secundárias. Em homens pode levar à calvície, aumento de pêlos no corpo e na face e ginecomastia (aumento do tecido mamário). Em mulheres leva à perda de cabelos e em alguns casos calvície, surgimento de pêlos no rosto e aumento do clitóris. Em ambos os sexos leva a um aumento/surgimento de acne e engrossamento da voz. A ginecomastia em especial ocorre devido à utilização do hormônio por um grande período de tempo e em altas doses, pois a testosterona acaba sendo aromatizada e convertida em estrogênio, hormônio sexual feminino. Por esse motivo, a maioria dos halterofilistas retira suas glândulas mamárias, afinal eles dependem muito de sua imagem nas competições.

  

Não existe nenhum tipo de esteróide que contenha baixos níveis androgênicos e altos níveis anabólicos, então o método utilizado normalmente é o “empilhamento”, ou seja, a utilização de dois ou mais tipos de drogas, na tentativa de se diminuir os efeitos androgênicos do hormônio. Existem relatos do uso de até seis drogas por ciclo, atingindo-se uma quantidade até 100 vezes maior que o corpo masculino normalmente produziria. Como resultado, o corpo entende que não precisa mais produzir o hormônio de forma natural.

Vários são os riscos associados à utilização do hormônio:

Efeitos colaterais reversíveis:

  • Aumento do LDL (colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol bom);
  • Aumento da pressão arterial;
  • Irritabilidade e agressividade;
  • Tumor no fígado e na próstata;
  • Peliose hepática (cistos hemorrágicos no fígado).

 

Efeitos colaterais irreversíveis:

  • Atrofia testicular;
  • Infertilidade;
  • Crescimento ventricular patológico e relaxamento diastólico reduzido;
  • Diminuição do colágeno em tecidos de sustentação.

O efeito de um hormônio exerce sobre um tecido está diretamente relacionado com a sua concentração no sangue e o número de receptores ativos com os quais ele pode se ligar. Ou seja, se indivíduo tiver poucos receptores de testosterona, não adianta fazer uso grandes quantidades sintéticas do hormônio pois ele não vai ter os efeitos anabólicos esperados.

Será que vale a pena correr tantos riscos para a saúde somente por estética? Porém, se decidir tentar, seu uso deve ser acompanhado e orientado por um médico endocrinologista, realizando exames periódicos para checar possíveis comprometimentos à saúde.

 

 

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  • Publicado por: Dra. Ingrid Seiler Prior
  • Postado em: segunda-feira, 16 abr 2018 17:17Atualizado em: segunda-feira, 16 abr 2018 17:19

Congelamento e descongelamento de alimentos

As vantagens do congelamento são inúmeras, pois além de manter o sabor, consistência, cor e aroma dos alimentos, é uma maneira muito prática de armazená-los, já que a obrigação diária de cozinhar se torna obsoleta, e em pouco tempo é possível preparar um cardápio para semanas.

Além disso é possível evitar o desperdício; estocar legumes e frutas da época de safra, que além de serem mais baratos, são de melhor qualidade nutricional; e as idas ao mercado e/ou feira tornam-se menos freqüentes.

 

Como congelar:

 

  • Acondicionar o alimento em uma embalagem que não permita que o ar frio e seco do congelador entre em contato com o mesmo e não se rasgue facilmente. Boas opções são: saco de polietileno incolor atóxico, folhas de alumínio (duplas e com a parte mais brilhante voltada ao alimento), recipientes plásticos com tampa ou plástico filme. Lembre-se de pressionar bem os alimentos e retirar todo o ar da embalagem;
  • Identificar o alimento com sua a data de congelamento;
  • Os alimentos devem ser congelados em porções isoladas para cada refeição;
  • Nunca recongelar um alimento, exceto no caso de um prato cru que venha a se transformar em um prato pronto.

 

Os vegetais podem ser congelados através de um processo chamado branqueamento, que consiste em:

 

  • Mergulhar os vegetais previamente higienizados em 2,5 L de água fervente, devendo ficar imersos de acordo com a tabela abaixo:
  • A mesma água pode ser utilizada para até 8 porções do mesmo tipo de vegetal;
  • Resfriar os vegetais no mesmo espaço de tempo em que foram escaldados, em água bem gelada;
  • Secar bem (com um pano de prato limpo) e embalar.

 

Vegetais

Minutos

Abóbora cortada em pedaços

3

Abobrinha cortada em pedaços

2

Acelga em folhas ou talos

2

Almeirão

2

Beterraba inteira

8

Cenoura inteira

5

Cenoura em rodelas

3

Chuchu

2

Couve

2

Couve-Flor (somente os buquês)

3

Ervilha fresca em grãos

2

Ervilha fresca em vagem

3

Mandioca cortada

8

Mandioquinha

5

Pimentão

5

Quiabo

2

Repolho

2

 

  Alimentos que não são apropriados para o congelamento:

 

  • Maionese;
  • Vegetais crus (que não passaram pelo processo de branqueamento);
  • Chantilly;
  • Gelatina;
  • Ovo;
  • Pudins ou cremes que contenham ovos e leite;
  • Preparações à base de amida de milho;
  • Queijos cremosos.

 

Como descongelar corretamente:

 

  • Retire o alimento do freezer com 24h de antecedência e coloque-o na geladeira;
  • Pratos prontos podem ser descongelados diretamente no forno ou microondas;
  • Alimentos que serão fritos podem ir direto à fritadeira;
  • Os vegetais branqueados devem ser refogados ou cozidos imediatamente;
  • Molhos podem ser descongelados diretamente em fogo baixo.

 

 

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Sobre
Nutricionista formada em 2009 pela Universidade Católica de Santos, especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo. Conheça melhor o meu trabalho em www.nutricionistaingrid.com.br