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Viagem enogastronômica à Borgonha

Quando falamos sobre as mais importantes regiões enogastronômicas do mundo, obviamente não há como não pensar, quase que imediatamente, na região francesa da Borgonha, que, no que tange a seus famosos vinhos, se divide em seis denominações (ou apelações) controladas, sendo que cinco delas se estendem de Dijon até Villefranche-sur-Saône (que, tecnicamente, faz parte da região do Rhône).

As citadas denominações são Chablis (vinhos brancos feitos a partir de uvas Chardonnay), Côte de Nuits e Côte de Beaune (que, juntas, são chamadas de Côte D’Or, e onde estão concentradas várias das mais prestigiadas vinícolas da Borgonha, e, consequentemente, do mundo), Côte Chalonnaise, Mâconnais e Beaujolais (vinhos bastante conhecidos dos brasileiros, mas pouco valorizados, apesar da existência de ótimas vinícolas, e com preço muito mais em conta do que os demais Burgundy).

Nossa viagem, nessa primeira parte da Borgonha, vai de Chablis até Beaune, passando por Dijon. Conhecidos mundialmente, os vinhos sob a denominação Chablis são obrigatoriamente produzidos com uvas Chardonnay, não se admitindo que haja corte com qualquer outra casta.

Os melhores vinhedos estão localizados no entorno da simpática cidade de mesmo nome, graças a um solo de calcário que garante grande mineralidade aos vinhos, que acompanham divinamente as ostras. Chablis fica a apenas 20 Km de Auxerre, importante cidade da região da Borgonha, com vários importantes sítios turísticos, e a 48 Km de Vézelay, cuja abadia é um festejado ponto turístico francês.

Os vinhos desta denominação estão divididos em quatro categorias, em ordem crescente de importância: Petit Chablis e Chablis (vinhos mais leves, pois não passam por estágio em toneis de madeira) e os Premier Cru e Grand Cru. Em termos gastronômicos, a região próxima a Chablis é pródiga, sendo certo que o destaque fica para os restaurantes La Côte Saint-Jacques e Le Relais Bernard Loiseau, que detêm duas estrelas do Guia Michelin.

De Chablis vamos para Dijon, a porta de entrada de algumas das denominações mais importantes de vinhos no mundo, e que estão localizadas na Côte de Nuits. Para se conhecer as cidades (em verdade, comunas) de Gevrey-Chambertin, Chambolle-Musigny, Vosne-Romanée e Nuits-Saint-Georges, que estão a poucos quilômetros de distância. Dijon, famosa por sua mostarda, tem hoteis de todas as categorias e para todos os bolsos.

Para quem tem condições de pagar um pouco a mais, ficar no Grand Hotel La Cloche Dijon McGallery, da rede Sofitel, é um ótimo negócio, seja pelo hotel em si, seja por sua privilegiada localização, bem defronte ao Parc Darcy e à Porte Guillaume, ponto inicial do calçadão que dá acesso aos mais importantes pontos turísticos da cidade, tais como a Igreja Notre Dame de Dijon, Palácio dos Duques da Borgonha e o Museu de Belas Artes.

Nessa mesma região da cidade fica o restaurante William Frachot, outro duas estrelas Michelin. Não se esqueça de reservar com antecedência, pois qualquer restaurante estrelado pelo Guia Michelin tem alta procura de mesas. Passear pelas principais comunas onde são produzidas as joias da vinicultura da Borgonha é algo bucólico. Muitas vezes você passa pelos vinhedos e pelas vinícolas mais famosos sem nem mesmo se dar conta.

É o que acontece com os vinhedos da Domaine de la Romanée-Conti, que produz alguns dos melhores e mais caros tintos do mundo. A Pinot Noir reina absoluta, e se faz magnífica nos vinhos da Domaine Marquis D’Angerville, Domaine Claude Dugat, Domaine Dugat-Py, Domaine Leroy e Domaine Comte Georges de Vogue, além, é claro, da Domaine de la Romanée-Conti.

Não deixe de visitar o castelo do Clos de Vougeot, a Abadia de Citeaux e a comuna de Nuits-Saint-Georges. Passeios imperdíveis. Além disso, todas essas vilas têm restaurantes locais muito bons, onde se pode comer e beber divinamente.

A segunda parte desta viagem será publicada em breve.

 

 

  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: sábado, 23 set 2017 23:47Altualizado em: terça-feira, 26 set 2017 18:27

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