Divulgação Divulgação

Onde comprar bons vinhos

A cada dia que passa aumenta o consumo de vinho entre os brasileiros. É bem verdade que estamos longe de nos igualarmos aos franceses, portugueses, italianos, espanhóis e argentinos, mas é nítido que estamos progredindo a passos largos.

E, muito em relação a esse aumento tem a ver com a grande oferta de vinhos, decorrente da multiplicação do número de importadoras, de uma melhor estratégia de marketing dos produtores brasileiros (inclusive com investimento na infraestrutura para recepção de turistas) e de um verdadeiro bombardeio de lojas físicas e virtuais. Em resumo, está mais fácil conhecer sobre vinhos (notadamente em face das informações encontradas na internet) e adquiri-los.

A pretensão, nessa oportunidade, é apontar algumas das mais importantes lojas de nossa região, da cidade de São Paulo e da internet, onde se pode encontrar vinhos que valem à pena serem tomados. Vejamos.

Em Santos
Em nossa cidade, temos algumas boas lojas para a aquisição de garrafas de vinhos, porém algumas, em nossa opinião, se destacam. 

Na Vila Rica e no Gonzaga temos o empório Villa Borguese (Rua Mato Grosso, nº 320 / Rua Azevedo Sodré, nº 144), com uma grande variedade de rótulos, oriundos de algumas das melhores importadoras de vinhos do Brasil. O destaque fica para a parte superior da Unidade Azevedo, onde funciona a Enoteca Decanter, e onde são vendidos com exclusividade os vinhos da importadora de mesmo nome. A Decanter importa vinhos de vinícolas expressivas, como as italianas Pio Cesare e Rocca delle Macìe, as portuguesas Quinta dos Roques, Quinta dos Maias e José Maria da Fonseca, a espanhola Luis Cañas e as francesas Jean-Luc Colombo e Domaine du Clos Naudin.

Também na Vila Rica, está a loja da Grand Cru (Rua Minas Gerais, nº 17), uma das maiores importadoras do Brasil, e que detém a exclusividade de grandes vinícolas do mundo. Os destaques são para os argentinos da Viña Cobos, da Zorzal e Pulenta Estate; os chilenos da Errazuriz, da Viña Morandé, da Viña Leyda, da Matetic, da Viña Koyle e da Altair; os franceses da Dela Frères (do Rhone) e os champagnes da Billecart-Salmon; além de uma grande variedade de espanhóis de ótimo custo-benefício.

No Boqueirão temos o ótimo empório Marcelo Laticínios (Rua Lobo Viana, nº 54), e que agora conta com uma filial no Shopping Parque Balneário (mais modesta em termos de produtos em geral, mas com grande quantidade de rótulos de vinhos). As lojas trabalham com vinhos de várias importadoras, e não decepcionam, sejam os neófitos na enofilia, sejam os mais experientes.

Também no bairro do Boqueirão encontra-se a Petit Verdot (Rua Alexandre Herculano, nº 79), um misto de loja de vinhos e wine bar, com bons rótulos. 

No bairro da Vila Belmiro está um dos mais tradicionais empórios da cidade, o Porãozinho. Além de produtos alimentícios nacionais e importados em geral, a loja conta com boa variedade de vinhos, de inúmeras importadoras, além de alguns rótulos com importação exclusiva. Quase impossível entrar neste templo da gastronomia sem levar inúmeros quitutes para apreciar com o(s) vinho(s) escolhido(s). 

Outra loja que vale a visita é a Divino.doc (Rua José Caballero, nº 19), há pouco inaugurada. Fica no Gonzaga, e tem boa variedade, que inclui vinhos da importadora Zahil.

Em São Paulo
Como não poderia deixar de ser, a maior cidade brasileira é pródiga em bons endereços para adquirir vinhos, já que conta com centenas de milhares de apreciadores de vinho em sua região metropolitana, que alcança o indecente número de 20 milhões de habitantes. 

Há lojas da Grand Cru espalhadas por toda a cidade, não sendo difícil, portanto, que você se depare com uma delas para adquirir um dos vinhos já acima destacados. Indico a dos Jardins (Rua Bela Cintra, nº 1799), por ser a matriz e a de Moema (Alameda Nhambiquaras, nº 614), pois conta um bom restaurante.  

Imprescindível para qualquer amante de vinhos conhecer as lojas da importadora Mistral, seja a matriz, situada na Bela Vista (Rua Rocha, nº 288), seja a do Shopping JK Iguatemi. Ciro Lilla, proprietário da Mistral, é um dos precursores na importação de grandes rótulos de vinhos no Brasil, e, justamente por isso, detém com exclusividade a venda de algumas das mais prestigiadas vinícolas do mundo, tais como as argentinas Catena Zapata (Nicolas Catena é, certamente, o maior nome do vinho argentino)  e El Enemigo (projeto de Alejandro Vigil – enólogo chefe da Catena Zapata e Adrianna Catena – filha de Nicolas); os chilenos Lapostolle, Viña Montes e Viña Carmen; os italianos Angelo Gaja, Bruno Giacosa e Jacopo Biondi Santi; os franceses Louis Jadot, Faiveley, Paul Jaboulet Aîné, Joseph Drouhin e M. Chapoutier; o libanês Chateau Musar; e os portugueses Quinta Vale do Meão, Luis Pato, Quinta do Perdigão e Nieeport. 

Outra loja de importadora é a Zahil (Av. Octalles Marcondes Ferreira, nº 330), que traz ao Brasil os vinhos das argentinas Rutini e Salentein, os chilenos da Quebrada de Macul e Casa Marin, os franceses da Maison Trimbach, da Maison Drapier e da Domaines Lourton, os portugueses Casa Ferreirinha (que produz a lenda Barca Velha) e Quinta dos Carvalhais, o italiano Giacomo Conterno e o ícone libanês Chateau Kefraya. 

Para fugir um pouco das vinícolas mais conhecidas, mas sem perder a qualidade, vale muito a pena dar uma passada no Jardim Paulistano, para conhecer a De la Croix (Alameda Lorena, nº 678, casa 1), importadora dedicada às várias regiões da França, e que tem como proprietário um nativo francês, o conde Geoffroy de la Croix. Eles têm vinhos muito interessantes, que fogem do básico, e com bons preços. Destaco os brancos da Alsácia em geral, mas especialmente os da Domaine Zind-Humbrecht, e do Jura, o champagne da prestigiada Maison Fleury e o excepcional custo-benefício do frutado e facílimo de tomar Le loup dans la Bergerie, do Languedoc. 

Na internet
Caso você esteja sem tempo para ir às lojas de nossa região ou de São Paulo, ou simplesmente você gosta da comodidade de comprar com apenas alguns cliques, atualmente temos uma infinidade de sites que vendem vinhos de todos os cantos do mundo. 

É claro que alguns cuidados precisam ser tomados, notadamente em relação à segurança da compra, como em qualquer transação comercial feita pela internet. Porém, quando se trata de comprar vinhos, é preciso verificar alguns outros aspectos, como armazenamento das garrafas e modo de transporte para entrega da mercadoria.

Por isso, é sempre interessante uma pesquisa de satisfação dos clientes. Como gosto muito de procurar vinhos difíceis de encontrar no Brasil, acabo, por vezes, os achando em lojas virtuais desconhecidas. Até o momento dei muita sorte, tendo pouquíssimos dissabores, e que mais disseram respeito ao armazenamento do produto, o que influencia diretamente em sua qualidade, do que em relação à entrega da mercadoria. 

Uma boa pedida são as lojas virtuais das importadoras de vinhos, que contam com boa estrutura logística. Todas as acima citadas têm seus sites: Mistral (www.mistral.com.br), Grand Cru (www.grandcru.com.br), Decanter (www.decanter.com.br), Zahil (www.zahil.com.br) e de la Croix (www.delacroixvinhos.com.br). 

Outra loja virtual que vale a pena navegar é a da importadora Vindame (www.loja.vindame.com.br), que inicialmente teve foco nos grandes vinhos da Alemanha, até em razão da origem do proprietário, mas que atualmente tem um excelente portfólio de vinhos de vários países destacados nesta arte. 

Gosto muito também da loja virtual da Vinhobr (www.vinhobr.com.br), onde encontro vários vinhos de difícil aquisição no Brasil, notadamente alguns argentinos. Aqui tenho me deparado os vinhos da Mosquita Muerta, Mythic Vineyard, Gen del Alma, Buscado Vivo o Muerto e Carmello Patti, todos top. Além destes, conta com alargado portfólio. 

Uma outra boa opção para encontrar alguns vinhos diferentes é a Wine.com.br (www.wine.com.br), que tem ampla gama de vinhos e outras bebidas, e onde costumo compras alguns Beaujolais de qualidade e com bons preços, e que são ótimos para o dia a dia, e para tomar comendo uma pizza. 

Também compro na loja virtual Fine Wines (www.finewines.com.br), onde sempre encontro boas ofertas. Há vinhos para todos os gostos. 

Para terminar, em relação às lojas virtuais brasileiras, gostaria de destacar a VinumDay (www.vinumday.com.br), que tem uma proposta inovadora de ofertar apenas um rótulo por dia. Isso mesmo. Você se cadastra no site e passa a receber um email, diariamente, com a promoção de um único vinho, e que pode ser adquirido por meio de dois sistemas. O primeiro, tradicional, em que o frete é calculado e a entrega imediatamente determinada.

O outro, propõe que o consumidor monte sua adega virtual, até que complete compras que somem, no mínimo, R$ 300,00, quando então ele ganha o frete gratuitamente, e pode demandar a entrega. A má notícia é que a entrega demora um pouco mais do que em outras lojas virtuais. O site é perfeito para quem gosta de provar vinhos exóticos, pouco encontrados nas demais lojas, físicas ou virtuais. Não é raro deparar com ofertas de vinhos búlgaros, ucranianos, romenos etc. Os preços em regra são bons. A qualidade dos vinhos é um tiro no escuro, mas, também como regra, não decepcionam.  

Eu poderia ficar citando centenas de outras lojas virtuais pelo Brasil e pelo mundo, mas paro por aqui, uma vez que o legal é ficar fuçando na internet e encontrar novos fornecedores para este estilo de viver, que é apreciar um bom vinho. 

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 25 out 2017 09:53Altualizado em: quinta-feira, 02 nov 2017 17:32
Divulgação Divulgação

A nova geração mendocina

É inacreditável como a Argentina tem conseguido garantir a sucessão dos mais importantes enólogos do país com uma geração extremamente talentosa, e que já está obtendo resultados expressivos na produção de vinhos.

Nomes como Jorge Riccitelli (Norton), Santiago Achával (Achával Ferrer e Matervini), José Zuccardi (Zuccardi), Hubert Weber  (Cavas de Weinert e Hubert Weber), Carmello Patti (Carmello Patti), Walter Bressia (Bressia), Mariano Di Paola (Rutini Wines), Susana Balbo (Susana Balbo Wines) e José Galante (Salentein) e Roberto González (Nieto Senetiner) ainda estão à frente da enologia de grandes vinícolas, e com resultados muito comemorados, mas há um time de jovens enólogos que têm uma postura diferenciado em relação à produção de vinhos, e que se concentra, basicamente, na ousadia. 

Com efeito, é essa ousadia da nova geração que tem proporcionado ao mundo vinhos argentinos mais surpreendentes, fora do padrão, eu diria. 

Muitos desses novos talentos já foram recrutados por grandes vinícolas como Catena Zapata e Zorzal (que atualmente é controlada pelo Grupo Belén – proprietário da chilena Morandé – e sócios argentinos e canadenses), caso de Alejandro Vigil e Andrea Mufatto e Juan Pablo Michelini, respectivamente. 

Todavia, o mais interessante são os novos projetos a que este time de enólogos têm se dedicado. Vamos a alguns dos mais destacados. 

Alejandro Vigil tornou-se sócio de Adrianna Catena (filha do nome mais importante da vitivinicultura argentina, Nicolás Catena Zapata) e fundaram a Bodega Aleanna, que produz a linha de vinhos icônicos Gran Enemigo, cuja pontuação pelo crítico americano Robert Parker e pelo Guia Descorchados 2017 vai às alturas. Além disso, Alejandro e sua sócia montaram uma ótima estrutura para visitação, que inclui um belo restaurante, que frequentemente conta com a presença daquele distribuindo sorrisos e tirando fotos com os visitantes, no melhor estilo popstar. 

Alejandro Sejanovitch, talentoso enólogo envolvido em vários projetos, sempre com seu amigo Jeff Mausbach, tais como Bodegas Teho, Buscado Vivo o Muerto, Estancia Los Cardones (neste projeto também participa Fernando Saavedra), Manos Negras e TintoNegro, tem obtido resultados expressivos, sem contar as notas altíssimas que tem recebido dos críticos de publicações especializadas. 

Andrea Mufatto está à frente da enologia da Gen del Alma, vinícola da qual é proprietária em parceria com Gerardo Michelini, seu marido e também enólogo, e cujo vinho Seminare Malbec 2015 chegou aos obscenos 99 pontos no Guia Descorchados 2017 (vale provar, também, os vinhos Otra Piel e Ji Ji Ji). Também participa, em parceria com os irmãos Michelini (dentre eles Gerardo) do projeto Michelini i Mufatto, que já rendeu 96 pontos no Guia Descorchados 2017 a seu A Merced Malbec 2015. Por fim, Andrea é enóloga da Zorzal, juntamente com Juan Pablo Michelini, outro ás da nova geração de enólogos, e um dos Michelini Bros, que ainda detêm participação nesta importantíssima vinícola argentina, cujos vinhos Piantao e Eggo Tinto de Tiza merecem ser provados. 

Leonardo Erazo é o proprietário e enólogo da prestigiada vinícola Alto Las Hormigas, mas mantém um projeto próprio na vinícola Revolver, que tem uma produção muito pequena, mas muito bem avaliada. 

Matías Michelini, mais um dos Michelini Brothers, é sócio e enólogo da Passionate Wines, e considerado um dos melhores profissionais da atualidade na Argentina. A vinícola produz os excelentes Montesco – Agua de Roca e Vía Revolucionaria Piel. Não são vinhos fáceis de encontrar no Brasil, mas valem muito a pena. Ainda, comanda a produção da SuperUco, vinícola que possui com seus irmãos e Daniel Sammartino. Neste, produz os excepcionais Calcáreo Río de los Chacayes e Calcáreo Granito de Gualtallary, ambos varietais de Malbec e com super pontuação. E Matías ainda aparece como enólogo da Viña Los Chocos, de propriedade de Rodrigo Reina, que conta com bom portfólio.  

Matías Riccitelli (filho do grande enólogo Jorge Riccitelli) tem a vinícola que carrega seu nome, e que produz os ótimos República del Malbec e The Apple Doesn’t Fall Far From The Three. Além disso, recentemente Matías foi convocado para prestar consultoria na Bodega Fabre Montmayou, que já contava com o Grand Vin, um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot que vale muito a pena experimentar. 

Mauricio Lorca e Gabriela Zavala são outros jovens talentos que estão à frente da enologia das vinícolas Enrique Foster (gosto muito de seu Edición Limitada) e  Mauricio Lorca (que tem ótimos vinhos a serem degustados, dentre eles o Lorca Inspirado, um corte de Malbec, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot).  

Pablo Bassin é o enólogo da Mosquita Muerta Wines, projeto da Família Millán, cujos vinhos Mosquita Muerta Blend de Blancas e Blend de Tintas se destacam (gosto muito deste último), sem contar os ótimos Sapo de Otro Pozo e Pispi. Já provei, também, o Perro Calejero Blend de Malbec, que tam preço mais em conta, e gostei bastante. Também está à frente das vinícolas Toneles e Very Wines, do mesmo grupo familiar, sendo que a primeira também conta com ótimos resultados, principalmente com o cultivo da Malbec. 

Estes são apenas alguns dos mais destacados enólogos argentinos da nova geração, sendo certo que muitos dos vinhos acima citados não são fáceis de serem encontrados no Brasil, e quando encontrados, não são baratos. Vale, portanto, uma viagem a Mendoza para conhecer estas vinícolas e provar as “joias” que eles estão produzindo.

* Fernando Akaoui é Promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, professor titular da Faculdade de Direito da UNISANTA e um apaixonado pelo mundo dos vinhos

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 18 out 2017 13:06Altualizado em: segunda-feira, 23 out 2017 15:34
Divulgação Divulgação

Viagem enogastronômica à Borgonha

Quando falamos sobre as mais importantes regiões enogastronômicas do mundo, obviamente não há como não pensar, quase que imediatamente, na região francesa da Borgonha, que, no que tange a seus famosos vinhos, se divide em seis denominações (ou apelações) controladas, sendo que cinco delas se estendem de Dijon até Villefranche-sur-Saône (que, tecnicamente, faz parte da região do Rhône).

As citadas denominações são Chablis (vinhos brancos feitos a partir de uvas Chardonnay), Côte de Nuits e Côte de Beaune (que, juntas, são chamadas de Côte D’Or, e onde estão concentradas várias das mais prestigiadas vinícolas da Borgonha, e, consequentemente, do mundo), Côte Chalonnaise, Mâconnais e Beaujolais (vinhos bastante conhecidos dos brasileiros, mas pouco valorizados, apesar da existência de ótimas vinícolas, e com preço muito mais em conta do que os demais Burgundy).

Nossa viagem, nessa primeira parte da Borgonha, vai de Chablis até Beaune, passando por Dijon. Conhecidos mundialmente, os vinhos sob a denominação Chablis são obrigatoriamente produzidos com uvas Chardonnay, não se admitindo que haja corte com qualquer outra casta.

Os melhores vinhedos estão localizados no entorno da simpática cidade de mesmo nome, graças a um solo de calcário que garante grande mineralidade aos vinhos, que acompanham divinamente as ostras. Chablis fica a apenas 20 Km de Auxerre, importante cidade da região da Borgonha, com vários importantes sítios turísticos, e a 48 Km de Vézelay, cuja abadia é um festejado ponto turístico francês.

Os vinhos desta denominação estão divididos em quatro categorias, em ordem crescente de importância: Petit Chablis e Chablis (vinhos mais leves, pois não passam por estágio em toneis de madeira) e os Premier Cru e Grand Cru. Em termos gastronômicos, a região próxima a Chablis é pródiga, sendo certo que o destaque fica para os restaurantes La Côte Saint-Jacques e Le Relais Bernard Loiseau, que detêm duas estrelas do Guia Michelin.

De Chablis vamos para Dijon, a porta de entrada de algumas das denominações mais importantes de vinhos no mundo, e que estão localizadas na Côte de Nuits. Para se conhecer as cidades (em verdade, comunas) de Gevrey-Chambertin, Chambolle-Musigny, Vosne-Romanée e Nuits-Saint-Georges, que estão a poucos quilômetros de distância. Dijon, famosa por sua mostarda, tem hoteis de todas as categorias e para todos os bolsos.

Para quem tem condições de pagar um pouco a mais, ficar no Grand Hotel La Cloche Dijon McGallery, da rede Sofitel, é um ótimo negócio, seja pelo hotel em si, seja por sua privilegiada localização, bem defronte ao Parc Darcy e à Porte Guillaume, ponto inicial do calçadão que dá acesso aos mais importantes pontos turísticos da cidade, tais como a Igreja Notre Dame de Dijon, Palácio dos Duques da Borgonha e o Museu de Belas Artes.

Nessa mesma região da cidade fica o restaurante William Frachot, outro duas estrelas Michelin. Não se esqueça de reservar com antecedência, pois qualquer restaurante estrelado pelo Guia Michelin tem alta procura de mesas. Passear pelas principais comunas onde são produzidas as joias da vinicultura da Borgonha é algo bucólico. Muitas vezes você passa pelos vinhedos e pelas vinícolas mais famosos sem nem mesmo se dar conta.

É o que acontece com os vinhedos da Domaine de la Romanée-Conti, que produz alguns dos melhores e mais caros tintos do mundo. A Pinot Noir reina absoluta, e se faz magnífica nos vinhos da Domaine Marquis D’Angerville, Domaine Claude Dugat, Domaine Dugat-Py, Domaine Leroy e Domaine Comte Georges de Vogue, além, é claro, da Domaine de la Romanée-Conti.

Não deixe de visitar o castelo do Clos de Vougeot, a Abadia de Citeaux e a comuna de Nuits-Saint-Georges. Passeios imperdíveis. Além disso, todas essas vilas têm restaurantes locais muito bons, onde se pode comer e beber divinamente.

A segunda parte desta viagem será publicada em breve.

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: sábado, 23 set 2017 23:47Altualizado em: terça-feira, 26 set 2017 18:27
Reprodução/Agência ANSA Reprodução/Agência ANSA

Será que é bom? Empresa suíça cria chocolate cor-de-rosa

Atualmente há chocolates para todos os gostos: branco, a leite, amargo… Porém, um novo tipo do doce foi descoberto: o chocolate rosa-avermelhado, feito a partir da variedade do grão de cacau Ruby.

O anúncio da novidade veio de uma das produtoras de chocolate mais famosas do mundo, a suíça Barry Callebaut, que conseguiu extrair a coloração avermelhada de forma natural, ou seja, sem nenhum corante, após anos de pesquisas.

Segundo a companhia, o chocolate possui um sabor característico de frutas, mas é diferente de todos os tipos que existem no mercado. O novo chocolate pode ser introduzido em variados produtos, como biscoitos, sorvetes, entre outros.

 

 

Leia Mais
  • Publicado por: Redação #Santaportal, com informações da Agência ANSA
  • Postado em: segunda-feira, 11 set 2017 17:13Altualizado em: segunda-feira, 11 set 2017 20:54
  • Chocolate rosa   Suiça   Variedade   
Divulgação Divulgação

China in Box abre a caixa para o mundo em lançamento de livro

Fundador da China in Box, uma das maiores redes de fast-food chinês em atuação na América Latina, Robinson Shiba conta sua jornada no livro ‘Sonhos in Box’, que será lançado na próxima segunda-feira (21), às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

Há 25 anos, em pleno tumulto de 1990, quando o presidente Fernando Collor acaba de anunciar medidas econômicas, incluindo o confisco de depósitos bancários e poupança dos brasileiros, no bairro de Moema na capital de São Paulo, um jovem iniciou um "império" por meio de caixinhas e comidas instantâneas. Mas isso ele ainda não sabia.

Shiba, oriundo de Maringá, cidade do interior de Paraná, fundou a sua primeira unidade no bairro nobre de São Paulo e lá precisou superar obstáculos como a morte da mãe, a perda da poupança de sua família - que foi congelada pelo governo - e, acima de tudo, superar os medos e acreditar nos seus objetivos para construir o que se chama hoje, de império culinário.

“A história que compartilho na obra é uma herança para que as pessoas recordem sempre de seus sonhos, pois, para uma ideia ganhar vida, basta acreditar e trabalhar por ela. Embora eu ofereça alimentos dentro de uma caixa, foram pensando fora dela que eu consegui realizar os meus sonhos”, lembrou Shiba.

‘Sonhos in box’ guarda toda a trajetória do empresário que decidiu “abrir as caixas” do seu negócio para o mundo, pois acredita está deixando um legado aos apreciadores, curiosos e futuros empresários. Para ir além das receitas de sucesso pessoal, Shiba diz ao leitor diversos ensinamentos sobre como alimentar a coragem e ir atrás de casa objetivo alcançado.

O livro foi produzido pela editora Buzz, tem ao todo 208 páginas e custará R$ 39,90.

 

 

Leia Mais
<< Página Anterior       Página Posterior >>
Sobre
Dicas, receitas e notícias sobre uma das áreas que mais crescem no mercado de trabalho. Os programas da tevê. Análises, receitas e curiosidades.