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A Inglaterra muito além do 'fish and chips'

Cerca de dez dias atrás tive o prazer de, após alguns anos, voltar à Inglaterra, desta vez representando a Universidade Santa Cecília – UNISANTA em algumas atividades acadêmicas em Birmingham (reunião com docentes da Faculdade de Direito da Birmingham City University – BCU visando projetos de pesquisa conjuntos) e Londres (palestra para membros da UKELA – United Kingdom Environmental Law Association).

Algumas impressões sobre esta rápida estadia em terras inglesas eu realmente gostaria de poder compartilhar com vocês, caros amigos do blog Santa Gastronomia. 

Antes de mais nada, é de se destacar o poder de resiliência do povo britânico. Após recentes atentados nas cidades de Londres e Manchester, as coisas aparentam uma perturbadora normalidade. Não se percebe qualquer movimento diferente no metrô, nos pontos turísticos mais badalados, no centro financeiro ou em eventos de grande porte (no período estava acontecendo o ATP Finals – torneio com os oito melhores tenistas masculinos da temporada – na fantástica O2 Arena).

Isso não significa, nem de longe, que as autoridades não estejam atentas às movimentações dos grupos terroristas, mas sim, e apenas, que os ingleses parecem ter em seu DNA o poder de superar adversidades. Londres enfrentou intensos bombardeios durante a II Grande Guerra, e parece ter calejado o povo para seguir em frente, mesmo diante de sérias dificuldades. 

Londres está, como de costume, linda. A mescla de arquitetura, do clássico com o contemporâneo, faz desta capital uma das cidades mais interessantes do mundo. Culturalmente falando, é intensa. Espetacular, eu diria.

Mas vamos ao que interessa. E a gastronomia inglesa, vai bem? 

A Inglaterra, e o Reino Unido em geral, carregou durante muito tempo a fama de ter uma culinária horrorosa, baseada em pratos pouco apetitosos, e tendo como carro-chefe o fish and chips, nada além de peixe e batatas, fritos e boiando em óleo.

Talvez a má fama tenha mexido com os brios do povo britânico, pois hoje os mais populares programas de culinária do mundo são conduzidos por britânicos. Gordon Ramsay, Jamie Oliver e Nigella Lawson.

Londres, e outras cidades do Reino Unido são sinônimo de alta gastronomia. A primeira cidade conta com uma constelação de estrelas Michelin, destacando-se, por óbvio, seus três restaurantes com três estrelas no mais importante guia gastronômico mundial.

De fato, são imperdíveis os restaurantes dos chefs Alan Ducasse e Gordon Ramsay, este último, por sinal, inglês. O mais prestigiado chef francês do momento tem seu restaurante no Hotel Dorchester e o chef inglês no bairro de Chelsea. A mais recente conquista das três estrelas Michelan foi do restaurante japonês Araki, do chef Mitsuhiro Araki, com apenas nove lugares (um balcão onde o cliente aprecia o prestigiado chef preparar seus magníficos pratos da culinária nipônica).

Ao todo, o Reino Unido conta com 5 restaurantes três estrelas, 20 com duas estrelas e 150 com uma estrela, pelo guia Michelin.

Aliás, um desses restaurantes com uma estrela que vale ser conhecido é o Quilon, que está localizado no complexo do St. James’ Court Hotel, muito próximo dos metrôs St. Jame’s Park e Victoria Station. Trata-se de um restaurante indiano com toques contemporâneos que agrada muito. Não esqueçamos que a Inglaterra tem uma forte ligação com a Índia, e além de centenas de milhares de indianos morarem no Reino Unido, o fluxo de viajantes desta nacionalidade no país é intenso, o que faz com que haja grande variedade de restaurantes com esta apelação.

Abro um parêntese para destacar o bar do citado hotel, que conta com um exímio pianista de jazz no começo da noite, e onde você pode tomar bons drinks e fazer uma refeição leve e rápida. Ali perto, ainda, na Victoria Street, também há um dos tantos restaurantes do chef Jamie Oliver. Para mim, apenas mais um restaurante. Decoração e comida sem graça. Para ser mais ou menos, falta muito.

Uma ótima opção para a garotada e os amantes do Rock’n’Roll é o Hard Rock Cafe, que fica ao lado do Hyde Park. O citado restaurante foi o primeiro da rede mundial, e conta com peças históricas de grandes ícones da música. Aliás, do outro lado da rua, onde funciona a loja de produtos do restaurante, não deixem de visitar o minúsculo museu existente no porão, e que conta com raridades. É só pedir para os vendedores, e um guia lhe acompanhará até o andar de baixo da loja.

Se vocês forem amantes de queijos, então o Reino Unido é o lugar certo para se refestelar. A variedade de queijos é imensa, com destaque para o Blue Stilton e o Cheddar. Não deixe de provar a grande variedade desses dois queijos. O Cheddar maturado é uma coisa de louco. Nos bons hoteis, costuma-se servir uma boa variedade deles no café da manhã.

Também é bom lembrar que o Reino Unido, e principalmente a Inglaterra, é um dos maiores importadores de vinho do mundo, sendo muito boa a opção desta bebida em restaurantes e bares.

Para adquirir bons vinhos em Londres, dê uma passada na Hedonism Wines (vinhos raros e caros), na Amathus (bons preços e razoável variedade – destaque para os champagnes), na Harvey Nichols (loja de departamentos com uma ótima boutique de vinhos, com destaque para os espumantes ingleses – prestigiados e caros para os padrões de lá) e o templo do luxo na capital inglesa, a Harrods.

Não há como não dar destaque à loja de departamentos de altíssimo luxo Harrods. As principais marcas de roupa, tecnologia, perfumaria e cosméticos etc. têm stands nesta loja enorme, e que vale o passeio de uma manhã inteira. E, quando você chegar no departamento de alimentos e bebidas, seu queixo cairá. Você ficará completamente louco. Ensandecido. Você terá de exercer seu máximo autocontrole para que não estoure o cartão de crédito, pois os produtos com os quais você se deparará tirarão você do prumo.

A Harrods tem em seu estoque alguns dos melhores e mais caros vinhos do planeta, além de queijos (com ênfase nos ingleses e franceses), temperos, frutos do mar, pães e outras iguarias que deixa qualquer pessoa que gosta mais ou menos de gastronomia pirada. Imagine quem ama. 

E piora, pois todos os stands de gastronomia estão rodeados de vários restaurantes, amplamente frequentados por ingleses e turistas do mundo inteiro. Alguns contam com imensas filas. Resista!!!! Isso mesmo, resista. Como assim? Eles são absolutamente tentadores, mas não fazem jus ao preço astronômico que costumam cobrar. Portanto, respire, vá embora e ache um ótimo restaurante para almoçar ou jantar, onde você gastará metade e comerá muito melhor. Aliás, qualquer produto da Harrods parece ser mais caro do que em outros lugares. Os dois maiores problemas são saber onde achar o que você procura (ali você acha) e resistir à tentação (como acima já anotado).

Enfim, se você ainda pensava que a Inglaterra era um destino que não valia a pena, pois não teria como satisfazer sua exigência gastronômica, pode fazer as malas e partir em uma maravilhosa viagem, pois você passará muito bem.

Fernando Akaoui é Promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, professor titular da Faculdade de Direito da UNISANTA e um apaixonado pelo mundo dos vinhos

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 29 nov 2017 18:02Altualizado em: quarta-feira, 29 nov 2017 18:05
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Confeiteiro italiano vence Copa do Mundo de Tiramisù; veja como ele preparou essa tradicional receita!

Uma receita clássica com biscoito, café e cacau venceu o 1ª Campeonato Mundial de Tiramisù, realizado na cidade de Treviso, na Itália.

O vencedor foi o confeiteiro Andrea Ciccolella, da cidade de Feltre, na região norte da Itália. O doce preparado por Ciccolella seguiu a receita tradicional, que leva biscoitos, queijo mascarpone, açúcar, café e cacau.

A competição foi disputada no sábado (4) e domingo (5), na cidade natal do tiramisù, Treviso, na região do Vêneto.

A primeira edição da "Copa do Mundo do Tiramisù" reuniu mais de 720 participantes de todo o mundo.

A Tiramisù é um especie de torta/pavê. Um doce de sabores equilibrados, não muito doce e com texturas incríveis que combinam apesar da diferença. Uma sobremesa especial e indicada para as ceias de Fim de Ano.

 

 

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  • Publicado por: Redação #Santaportal, com informações da Agência ANSA
  • Postado em: segunda-feira, 06 nov 2017 15:18Altualizado em: segunda-feira, 06 nov 2017 21:53
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Pizza de pimenta biquinho é campeã do concurso "Meu Nome Virou Pizza"

A fase decisiva do 8º Concurso Santista de Pizza Amadora "Meu Nome Virou Pizza!" aconteceu nesta última terça-feira (31), no Shopping Parque Balneário, em Santos. A partir de hoje (1°), os amantes da tradicional receita italiana vão poder experimentar as três novas pizzas vencedoras no cardápio da Pizzaria Kokimbos Pizzas & Picanha, que promove o evento, todos os anos.

A receita vencedora do concurso esse ano foi a "Pizza Biquinho", criação da funcionária pública Luciana Fulco Asenjo, que participou pela segunda vez da competição. Na edição anterior, a participante conquistou o segundo lugar no pódio com a pizza nomeada "Mama Mia", mas o que chama a atenção é que as duas receitas são completamente diferentes.

A campeã atual leva ingredientes mais leves, já que a preparação consiste em muçarela, palmito, rúcula, pimenta biquinho e manjericão, podendo agradar também aos vegetarianos. Já no torneio do ano passado, Luciene utilizou a carne moída como elemento principal do seu prato. Segundo a funcionária pública, o toque final da escolhida pelos jurados neste ano foi a pimenta biquinho e a inspiração veio de casa.

Mesmo amador, os pizzaiolos deram trabalho para o júri especializado. A disputa foi acirrada, tanto que a primeira colocada ficou com a nota 9,06. Na sequência, o segundo lugar recebeu a nota 8,84 com a pizza "Morro do Bambu", idealizada pela ceramista Maria Angélica Dias; os ingredientes foram muçarela, tomate cereja, presunto Parma, parmesão e alho poró. Em terceiro lugar, com a média 8,62, ficou a auxiliar de divulgação e estudante de Direito Thaís Araújo com a pizza "Baixada Santista", que trouxe a receita com camarão, champignon no alho, catupiry, alho poro e rúcula.

Vale lembrar
A premiação não depende somente do título. Os ganhadores terão direito a um certificado, inclusão do nome da pizza no cardápio da Kokimbos pelo período mínimo de 6 meses, além da premiação a seguir:

1º lugar
1 ano de pizza grátis (24 vales-pizza), uma passagem para Milão (oferecido pela Ekko e Multiplus), seis meses de academia grátis na UP Fitness e um brinde da Shape.

2º lugar
6 meses de pizza grátis (12 vales-pizza), três meses de academia na Up Fitness e um brinde da Shape.

3º lugar
3 meses de pizza grátis (6 vales-pizza) e um brinde da Shape.

No concurso
A oitava edição teve a participação de 73 inscritos. O evento chegou a premiar sete dos finalistas com um chapéu de pizzaiolo, um avental, um vale-pizza e outros brindes disponibilizados pelos apoiadores. Além de 16 semifinalistas terem tido a oportunidade de concorrer a uma passagem para Milão, na Itália.

Os interessados nessas pizzas podem encontrar uma Kokimbos em três bairros da região caiçara. Uma na Ponta da Praia, que fica na Avenida dos Bancários, nº 64. Outra no bairro do Boqueirão, localizada na Rua da Paz, nº 61 e também na Pompeia, na Rua Euclides da Cunha, nº 284. 

 

 

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Onde comprar bons vinhos

A cada dia que passa aumenta o consumo de vinho entre os brasileiros. É bem verdade que estamos longe de nos igualarmos aos franceses, portugueses, italianos, espanhóis e argentinos, mas é nítido que estamos progredindo a passos largos.

E, muito em relação a esse aumento tem a ver com a grande oferta de vinhos, decorrente da multiplicação do número de importadoras, de uma melhor estratégia de marketing dos produtores brasileiros (inclusive com investimento na infraestrutura para recepção de turistas) e de um verdadeiro bombardeio de lojas físicas e virtuais. Em resumo, está mais fácil conhecer sobre vinhos (notadamente em face das informações encontradas na internet) e adquiri-los.

A pretensão, nessa oportunidade, é apontar algumas das mais importantes lojas de nossa região, da cidade de São Paulo e da internet, onde se pode encontrar vinhos que valem à pena serem tomados. Vejamos.

Em Santos
Em nossa cidade, temos algumas boas lojas para a aquisição de garrafas de vinhos, porém algumas, em nossa opinião, se destacam. 

Na Vila Rica e no Gonzaga temos o empório Villa Borguese (Rua Mato Grosso, nº 320 / Rua Azevedo Sodré, nº 144), com uma grande variedade de rótulos, oriundos de algumas das melhores importadoras de vinhos do Brasil. O destaque fica para a parte superior da Unidade Azevedo, onde funciona a Enoteca Decanter, e onde são vendidos com exclusividade os vinhos da importadora de mesmo nome. A Decanter importa vinhos de vinícolas expressivas, como as italianas Pio Cesare e Rocca delle Macìe, as portuguesas Quinta dos Roques, Quinta dos Maias e José Maria da Fonseca, a espanhola Luis Cañas e as francesas Jean-Luc Colombo e Domaine du Clos Naudin.

Também na Vila Rica, está a loja da Grand Cru (Rua Minas Gerais, nº 17), uma das maiores importadoras do Brasil, e que detém a exclusividade de grandes vinícolas do mundo. Os destaques são para os argentinos da Viña Cobos, da Zorzal e Pulenta Estate; os chilenos da Errazuriz, da Viña Morandé, da Viña Leyda, da Matetic, da Viña Koyle e da Altair; os franceses da Dela Frères (do Rhone) e os champagnes da Billecart-Salmon; além de uma grande variedade de espanhóis de ótimo custo-benefício.

No Boqueirão temos o ótimo empório Marcelo Laticínios (Rua Lobo Viana, nº 54), e que agora conta com uma filial no Shopping Parque Balneário (mais modesta em termos de produtos em geral, mas com grande quantidade de rótulos de vinhos). As lojas trabalham com vinhos de várias importadoras, e não decepcionam, sejam os neófitos na enofilia, sejam os mais experientes.

Também no bairro do Boqueirão encontra-se a Petit Verdot (Rua Alexandre Herculano, nº 79), um misto de loja de vinhos e wine bar, com bons rótulos. 

No bairro da Vila Belmiro está um dos mais tradicionais empórios da cidade, o Porãozinho. Além de produtos alimentícios nacionais e importados em geral, a loja conta com boa variedade de vinhos, de inúmeras importadoras, além de alguns rótulos com importação exclusiva. Quase impossível entrar neste templo da gastronomia sem levar inúmeros quitutes para apreciar com o(s) vinho(s) escolhido(s). 

Outra loja que vale a visita é a Divino.doc (Rua José Caballero, nº 19), há pouco inaugurada. Fica no Gonzaga, e tem boa variedade, que inclui vinhos da importadora Zahil.

Em São Paulo
Como não poderia deixar de ser, a maior cidade brasileira é pródiga em bons endereços para adquirir vinhos, já que conta com centenas de milhares de apreciadores de vinho em sua região metropolitana, que alcança o indecente número de 20 milhões de habitantes. 

Há lojas da Grand Cru espalhadas por toda a cidade, não sendo difícil, portanto, que você se depare com uma delas para adquirir um dos vinhos já acima destacados. Indico a dos Jardins (Rua Bela Cintra, nº 1799), por ser a matriz e a de Moema (Alameda Nhambiquaras, nº 614), pois conta um bom restaurante.  

Imprescindível para qualquer amante de vinhos conhecer as lojas da importadora Mistral, seja a matriz, situada na Bela Vista (Rua Rocha, nº 288), seja a do Shopping JK Iguatemi. Ciro Lilla, proprietário da Mistral, é um dos precursores na importação de grandes rótulos de vinhos no Brasil, e, justamente por isso, detém com exclusividade a venda de algumas das mais prestigiadas vinícolas do mundo, tais como as argentinas Catena Zapata (Nicolas Catena é, certamente, o maior nome do vinho argentino)  e El Enemigo (projeto de Alejandro Vigil – enólogo chefe da Catena Zapata e Adrianna Catena – filha de Nicolas); os chilenos Lapostolle, Viña Montes e Viña Carmen; os italianos Angelo Gaja, Bruno Giacosa e Jacopo Biondi Santi; os franceses Louis Jadot, Faiveley, Paul Jaboulet Aîné, Joseph Drouhin e M. Chapoutier; o libanês Chateau Musar; e os portugueses Quinta Vale do Meão, Luis Pato, Quinta do Perdigão e Nieeport. 

Outra loja de importadora é a Zahil (Av. Octalles Marcondes Ferreira, nº 330), que traz ao Brasil os vinhos das argentinas Rutini e Salentein, os chilenos da Quebrada de Macul e Casa Marin, os franceses da Maison Trimbach, da Maison Drapier e da Domaines Lourton, os portugueses Casa Ferreirinha (que produz a lenda Barca Velha) e Quinta dos Carvalhais, o italiano Giacomo Conterno e o ícone libanês Chateau Kefraya. 

Para fugir um pouco das vinícolas mais conhecidas, mas sem perder a qualidade, vale muito a pena dar uma passada no Jardim Paulistano, para conhecer a De la Croix (Alameda Lorena, nº 678, casa 1), importadora dedicada às várias regiões da França, e que tem como proprietário um nativo francês, o conde Geoffroy de la Croix. Eles têm vinhos muito interessantes, que fogem do básico, e com bons preços. Destaco os brancos da Alsácia em geral, mas especialmente os da Domaine Zind-Humbrecht, e do Jura, o champagne da prestigiada Maison Fleury e o excepcional custo-benefício do frutado e facílimo de tomar Le loup dans la Bergerie, do Languedoc. 

Na internet
Caso você esteja sem tempo para ir às lojas de nossa região ou de São Paulo, ou simplesmente você gosta da comodidade de comprar com apenas alguns cliques, atualmente temos uma infinidade de sites que vendem vinhos de todos os cantos do mundo. 

É claro que alguns cuidados precisam ser tomados, notadamente em relação à segurança da compra, como em qualquer transação comercial feita pela internet. Porém, quando se trata de comprar vinhos, é preciso verificar alguns outros aspectos, como armazenamento das garrafas e modo de transporte para entrega da mercadoria.

Por isso, é sempre interessante uma pesquisa de satisfação dos clientes. Como gosto muito de procurar vinhos difíceis de encontrar no Brasil, acabo, por vezes, os achando em lojas virtuais desconhecidas. Até o momento dei muita sorte, tendo pouquíssimos dissabores, e que mais disseram respeito ao armazenamento do produto, o que influencia diretamente em sua qualidade, do que em relação à entrega da mercadoria. 

Uma boa pedida são as lojas virtuais das importadoras de vinhos, que contam com boa estrutura logística. Todas as acima citadas têm seus sites: Mistral (www.mistral.com.br), Grand Cru (www.grandcru.com.br), Decanter (www.decanter.com.br), Zahil (www.zahil.com.br) e de la Croix (www.delacroixvinhos.com.br). 

Outra loja virtual que vale a pena navegar é a da importadora Vindame (www.loja.vindame.com.br), que inicialmente teve foco nos grandes vinhos da Alemanha, até em razão da origem do proprietário, mas que atualmente tem um excelente portfólio de vinhos de vários países destacados nesta arte. 

Gosto muito também da loja virtual da Vinhobr (www.vinhobr.com.br), onde encontro vários vinhos de difícil aquisição no Brasil, notadamente alguns argentinos. Aqui tenho me deparado os vinhos da Mosquita Muerta, Mythic Vineyard, Gen del Alma, Buscado Vivo o Muerto e Carmello Patti, todos top. Além destes, conta com alargado portfólio. 

Uma outra boa opção para encontrar alguns vinhos diferentes é a Wine.com.br (www.wine.com.br), que tem ampla gama de vinhos e outras bebidas, e onde costumo compras alguns Beaujolais de qualidade e com bons preços, e que são ótimos para o dia a dia, e para tomar comendo uma pizza. 

Também compro na loja virtual Fine Wines (www.finewines.com.br), onde sempre encontro boas ofertas. Há vinhos para todos os gostos. 

Para terminar, em relação às lojas virtuais brasileiras, gostaria de destacar a VinumDay (www.vinumday.com.br), que tem uma proposta inovadora de ofertar apenas um rótulo por dia. Isso mesmo. Você se cadastra no site e passa a receber um email, diariamente, com a promoção de um único vinho, e que pode ser adquirido por meio de dois sistemas. O primeiro, tradicional, em que o frete é calculado e a entrega imediatamente determinada.

O outro, propõe que o consumidor monte sua adega virtual, até que complete compras que somem, no mínimo, R$ 300,00, quando então ele ganha o frete gratuitamente, e pode demandar a entrega. A má notícia é que a entrega demora um pouco mais do que em outras lojas virtuais. O site é perfeito para quem gosta de provar vinhos exóticos, pouco encontrados nas demais lojas, físicas ou virtuais. Não é raro deparar com ofertas de vinhos búlgaros, ucranianos, romenos etc. Os preços em regra são bons. A qualidade dos vinhos é um tiro no escuro, mas, também como regra, não decepcionam.  

Eu poderia ficar citando centenas de outras lojas virtuais pelo Brasil e pelo mundo, mas paro por aqui, uma vez que o legal é ficar fuçando na internet e encontrar novos fornecedores para este estilo de viver, que é apreciar um bom vinho. 

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 25 out 2017 09:53Altualizado em: quinta-feira, 02 nov 2017 17:32
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A nova geração mendocina

É inacreditável como a Argentina tem conseguido garantir a sucessão dos mais importantes enólogos do país com uma geração extremamente talentosa, e que já está obtendo resultados expressivos na produção de vinhos.

Nomes como Jorge Riccitelli (Norton), Santiago Achával (Achával Ferrer e Matervini), José Zuccardi (Zuccardi), Hubert Weber  (Cavas de Weinert e Hubert Weber), Carmello Patti (Carmello Patti), Walter Bressia (Bressia), Mariano Di Paola (Rutini Wines), Susana Balbo (Susana Balbo Wines) e José Galante (Salentein) e Roberto González (Nieto Senetiner) ainda estão à frente da enologia de grandes vinícolas, e com resultados muito comemorados, mas há um time de jovens enólogos que têm uma postura diferenciado em relação à produção de vinhos, e que se concentra, basicamente, na ousadia. 

Com efeito, é essa ousadia da nova geração que tem proporcionado ao mundo vinhos argentinos mais surpreendentes, fora do padrão, eu diria. 

Muitos desses novos talentos já foram recrutados por grandes vinícolas como Catena Zapata e Zorzal (que atualmente é controlada pelo Grupo Belén – proprietário da chilena Morandé – e sócios argentinos e canadenses), caso de Alejandro Vigil e Andrea Mufatto e Juan Pablo Michelini, respectivamente. 

Todavia, o mais interessante são os novos projetos a que este time de enólogos têm se dedicado. Vamos a alguns dos mais destacados. 

Alejandro Vigil tornou-se sócio de Adrianna Catena (filha do nome mais importante da vitivinicultura argentina, Nicolás Catena Zapata) e fundaram a Bodega Aleanna, que produz a linha de vinhos icônicos Gran Enemigo, cuja pontuação pelo crítico americano Robert Parker e pelo Guia Descorchados 2017 vai às alturas. Além disso, Alejandro e sua sócia montaram uma ótima estrutura para visitação, que inclui um belo restaurante, que frequentemente conta com a presença daquele distribuindo sorrisos e tirando fotos com os visitantes, no melhor estilo popstar. 

Alejandro Sejanovitch, talentoso enólogo envolvido em vários projetos, sempre com seu amigo Jeff Mausbach, tais como Bodegas Teho, Buscado Vivo o Muerto, Estancia Los Cardones (neste projeto também participa Fernando Saavedra), Manos Negras e TintoNegro, tem obtido resultados expressivos, sem contar as notas altíssimas que tem recebido dos críticos de publicações especializadas. 

Andrea Mufatto está à frente da enologia da Gen del Alma, vinícola da qual é proprietária em parceria com Gerardo Michelini, seu marido e também enólogo, e cujo vinho Seminare Malbec 2015 chegou aos obscenos 99 pontos no Guia Descorchados 2017 (vale provar, também, os vinhos Otra Piel e Ji Ji Ji). Também participa, em parceria com os irmãos Michelini (dentre eles Gerardo) do projeto Michelini i Mufatto, que já rendeu 96 pontos no Guia Descorchados 2017 a seu A Merced Malbec 2015. Por fim, Andrea é enóloga da Zorzal, juntamente com Juan Pablo Michelini, outro ás da nova geração de enólogos, e um dos Michelini Bros, que ainda detêm participação nesta importantíssima vinícola argentina, cujos vinhos Piantao e Eggo Tinto de Tiza merecem ser provados. 

Leonardo Erazo é o proprietário e enólogo da prestigiada vinícola Alto Las Hormigas, mas mantém um projeto próprio na vinícola Revolver, que tem uma produção muito pequena, mas muito bem avaliada. 

Matías Michelini, mais um dos Michelini Brothers, é sócio e enólogo da Passionate Wines, e considerado um dos melhores profissionais da atualidade na Argentina. A vinícola produz os excelentes Montesco – Agua de Roca e Vía Revolucionaria Piel. Não são vinhos fáceis de encontrar no Brasil, mas valem muito a pena. Ainda, comanda a produção da SuperUco, vinícola que possui com seus irmãos e Daniel Sammartino. Neste, produz os excepcionais Calcáreo Río de los Chacayes e Calcáreo Granito de Gualtallary, ambos varietais de Malbec e com super pontuação. E Matías ainda aparece como enólogo da Viña Los Chocos, de propriedade de Rodrigo Reina, que conta com bom portfólio.  

Matías Riccitelli (filho do grande enólogo Jorge Riccitelli) tem a vinícola que carrega seu nome, e que produz os ótimos República del Malbec e The Apple Doesn’t Fall Far From The Three. Além disso, recentemente Matías foi convocado para prestar consultoria na Bodega Fabre Montmayou, que já contava com o Grand Vin, um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot que vale muito a pena experimentar. 

Mauricio Lorca e Gabriela Zavala são outros jovens talentos que estão à frente da enologia das vinícolas Enrique Foster (gosto muito de seu Edición Limitada) e  Mauricio Lorca (que tem ótimos vinhos a serem degustados, dentre eles o Lorca Inspirado, um corte de Malbec, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot).  

Pablo Bassin é o enólogo da Mosquita Muerta Wines, projeto da Família Millán, cujos vinhos Mosquita Muerta Blend de Blancas e Blend de Tintas se destacam (gosto muito deste último), sem contar os ótimos Sapo de Otro Pozo e Pispi. Já provei, também, o Perro Calejero Blend de Malbec, que tam preço mais em conta, e gostei bastante. Também está à frente das vinícolas Toneles e Very Wines, do mesmo grupo familiar, sendo que a primeira também conta com ótimos resultados, principalmente com o cultivo da Malbec. 

Estes são apenas alguns dos mais destacados enólogos argentinos da nova geração, sendo certo que muitos dos vinhos acima citados não são fáceis de serem encontrados no Brasil, e quando encontrados, não são baratos. Vale, portanto, uma viagem a Mendoza para conhecer estas vinícolas e provar as “joias” que eles estão produzindo.

* Fernando Akaoui é Promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, professor titular da Faculdade de Direito da UNISANTA e um apaixonado pelo mundo dos vinhos

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 18 out 2017 13:06Altualizado em: segunda-feira, 23 out 2017 15:34
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