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China in Box abre a caixa para o mundo em lançamento de livro

Fundador da China in Box, uma das maiores redes de fast-food chinês em atuação na América Latina, Robinson Shiba conta sua jornada no livro ‘Sonhos in Box’, que será lançado na próxima segunda-feira (21), às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

Há 25 anos, em pleno tumulto de 1990, quando o presidente Fernando Collor acaba de anunciar medidas econômicas, incluindo o confisco de depósitos bancários e poupança dos brasileiros, no bairro de Moema na capital de São Paulo, um jovem iniciou um "império" por meio de caixinhas e comidas instantâneas. Mas isso ele ainda não sabia.

Shiba, oriundo de Maringá, cidade do interior de Paraná, fundou a sua primeira unidade no bairro nobre de São Paulo e lá precisou superar obstáculos como a morte da mãe, a perda da poupança de sua família - que foi congelada pelo governo - e, acima de tudo, superar os medos e acreditar nos seus objetivos para construir o que se chama hoje, de império culinário.

“A história que compartilho na obra é uma herança para que as pessoas recordem sempre de seus sonhos, pois, para uma ideia ganhar vida, basta acreditar e trabalhar por ela. Embora eu ofereça alimentos dentro de uma caixa, foram pensando fora dela que eu consegui realizar os meus sonhos”, lembrou Shiba.

‘Sonhos in box’ guarda toda a trajetória do empresário que decidiu “abrir as caixas” do seu negócio para o mundo, pois acredita está deixando um legado aos apreciadores, curiosos e futuros empresários. Para ir além das receitas de sucesso pessoal, Shiba diz ao leitor diversos ensinamentos sobre como alimentar a coragem e ir atrás de casa objetivo alcançado.

O livro foi produzido pela editora Buzz, tem ao todo 208 páginas e custará R$ 39,90.

 

 

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Borbulhas de felicidade: Champagne!

Ano Novo, casamento, aniversário, conquista de campeonato, promoção no emprego, nascimento de filho, formatura na faculdade e outros tantos momentos alegres nos remetem a qual bebida? Champagne, por óbvio. E por quê? Porque esta bebida e suas maravilhosas borbulhas (o perlage) estão associadas a felicidade. Ou seja, em momentos felizes, que merecem uma comemoração, bebemos champagne.

 

Esta conexão entre champagne e bons momentos é o resultado de uma muito bem sucedida estratégia de marketing dos produtores da região francesa de mesmo nome, única que pode utilizar esta denominação no mundo inteiro, muito embora alguns produtores mundo afora insistam em se apropriar indevidamente desta.

 

A bebida foi paulatinamente sendo adotada pelos produtores da região desde o século XVII, mais especificamente 1668, quando o monge beneditino Dom Pierre Pérignon teria descoberto a fórmula para se produzir vinho espumante, ao menos pelo método hoje conhecido como champenoise.

 

Há, contudo, muita controvérsia sobre se de fato o citado religioso teria sido o precursor das borbulhas, posto que alguns apontam o ano de 1531 como sendo aquele em que monges, também beneditinos, da Abadia de Saint-Hilaire, perto de Carcassonne, teriam feito o primeiro espumante. Hoje, quase 100% da região vitivinícola se dedica à produção de champagne.

 

São cerca de 100 prestigiadas maisons e algo em torno de 19.000 pequenos produtores (vignerons), sendo que grande parte delas podem visitadas. Todavia, algumas se destacam, seja pela excelência da bebida que desenvolvem, seja pela beleza de suas instalações, aí incluídas suas caves.

 

Na seleta lista de prestigiados produtores, e que recebem visitação, encontram-se a Möet Chandon, Veuve Clicquot, Bollinger, Taittinger, Pommery, Jacques Selosse, Louis Roederer, Pol Roger, Gosset, Billecart-Salmon, Charles Heidsieck, Perrier-Jouët, Laurent-Perrier, Ruinart, Henriot, Drappier, Duval-Leroy e Ayala. Certamente esta é uma lista reduzida, pois tantas outras poderiam ser mencionadas. A Krug, infelizmente, não recebe turistas.

 

Quem pensa, entretanto, que só de champagne vive a região, está muito enganado, pois muitas outras atrações lhe esperam, a começar pela importantíssima cidade de Reims (pronuncia-se Rãns), que foi fundada por gauleses, conquistada pelos romanos, prestigiada pela monarquia francesa e palco de muitas guerras, inclusive a II Grande Guerra Mundial (lá foi assinado o ato de rendição dos alemães em 07 de maio de 1945 perante os líderes dos exércitos aliados, dentre eles o general americano Dwight Eisenhower).

 

Esta bela cidade tem como principais atrações a imponente catedral de Notre-Dame de Reims, do início do século XIII, onde eram coroados os reis da França; o Porte de Mars, um arco que se constituía em um dos quatro portais da cidade na época de dominação romana; o Palais de Tau, um palácio do fim do século XV, que serviu de moradia de reis da França; e a Basílica de Saint Remi.

 

Não deixe de visitar, também, as cidades de Epernay (vale passar um dia inteiro), Avize, Aÿ e Châlon-en- Champagne. Todas elas, além de bucólicas e com algumas boas atrações turísticas, são sede de grandes vinícolas.

 

No campo da gastronomia, a região também não deixa a desejar. Não bastasse o fato de estar na França, o que, por si só já é garantia para comer bem, Champagne guarda alguns tesouros que valem muito para quem estiver disposto a gastar algumas centenas de euros. Falo dos restaurantes L’Assiette Champenoise e Le Parc, ambos localizados em hoteis.

 

Com relação ao L’Assiette Champenoise, trata-se de um 3 estrelas Michelin, localizado no interior do hotel de mesmo nome, em Tinqueaux (cidade grudada em Reims) e comandado pelo chef Arnaud Lallement. Ao entrar, aceite tomar um drink no bar do hotel, moderno e de muito bom gosto. Escolha um champagne em taça na imensa carta que será apresentada. Sem nenhum custo, lhe serão servidos alguns canapés que darão a noção do que está por vir no restaurante. O menu é sazonal, mas não deixe de provar a homard bleu (lagosta azul da Bretanha), que está sempre no cardápio.

 

Peça para o sommelier harmonizar toda sua refeição com champagnes. É incrível descobrir como é possível tomar esta maravilhosa bebida desde a entrada até a sobremesa. Já quanto ao Le Parc, restaurante do Hotel Les Crayères, é um 2 estrelas Michelin, mas que você não consegue entender como não alcançou a terceira, ainda. Está localizado numa propriedade esplêndida, que fica entre as maisons Veuve Cliquot e Pommery. Portanto, aconselho reservar para o almoço, agendando visita a ambas vinícolas, uma antes e uma depois da refeição (deixe um bom espaço de tempo para o almoço, pois você precisará).

 

Nem pense em dispensar o convite para se sentar em uma das mesas do jardim, para um drink antes do almoço. Tome umas duas taças de champagne antes de entrar no lindo salão, onde você será paparicado até dizer “chega”, mas com uma discrição por parte dos atendentes, que você terá a impressão de que eles nem estão por perto.

 

O menu degustação no almoço custa € 69. Em resumo, vale muito uma esticada à região da Champagne, que está a cerca de 130 km de Paris, e perto de outra “joia da coroa”, que é a Borgonha.


Portanto, faça as malas e prepare para brindar muitas vezes. Santé!!!!

* Fernando Akaoui é Promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo e professor titular da Faculdade de Direito da UNISANTA

 

 

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  • Publicado por: Fernando Akaoui
  • Postado em: quarta-feira, 05 jul 2017 18:58Altualizado em: quarta-feira, 05 jul 2017 19:17
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Receitas "tipicamente" italianas podem ser invenções e adaptações brasileiras. Rondelli e Fogazza estão na lista!

Sardella no couvert, rondelli de prato principal. Na Itália essas opções parecem uma refeição típica de cantina, mas muitos italianos se assustariam, já que nenhum desses pratos existe dessa maneira naquele país.

São diversas as receitas atribuídas ao "país da bota" que, na verdade, foram inventadas ou adaptadas no Brasil. Muitas dessas criações e adaptações foram feitas por falta de ingredientes tradicionais daqui, quando os imigrantes vieram, outras foram apenas inspiradas na nação europeia.

De acordo com Gerardo Landulfo, delegado da Accademia Italiana della Cucina, organização com sede em Milão, dois dos pratos comumente atribuídos à Itália são totalmente brasileiros.

Confira algumas das "invenções" ou "adaptações"

Palha italiana
O doce feito de brigadeiro e biscoito não tem nada de italiano. Sua origem é brasileira e, muito provavelmente, do sul do país onde há forte colonização da Itália. A "inspiração" pode ter sido no "salaminho de chocolate", que existe no país da bota, mas que tem construção diferente do brasileiro.

Fogazza
Apesar de muitos acharem que a origem do prato é a "focaccia" italiana, a receita é bem diferente - e também foi criada no Brasil. A massa de farinha e batata é frita e recheada com queijos ou especiarias diversas. Já a "focaccia" é um pão assado e macio, que é servido com azeite e alecrim e tem origem em Gênova. O que pode ter inspirado os brasileiros é o "panzerotto", tradicional de Milão.

Pizzas com coberturas 'exóticas'
Pizza de chocolate, de cream cheese, de estrogonofe, frango catupiry.... são milhares de variações que chegam às mesas dos brasileiros nos mais diferentes restaurantes. E não, não há nada de italiano nessas coberturas digamos, exóticas, para o tradicional prato italiano.

Sardella
A receita de Sardella é uma receita típica da região da Calábria, feita com sardinha e condimentos. O processo é o mesmo há séculos: o peixe é pescado entre fevereiro e abril, lavado com água doce e colocado para secar com sal. Depois, os peixes são colocados para salgar entre seis e sete meses, de onde é extraído o molho e misturado com condimentos. Mas, no Brasil, é feito com pimentão e variações de anchovas e sardinhas compradas já prontas. No entanto, Landulfo afirma que a receita muda de "região para região" e a feita no Brasil acaba tendo uma inspiração italiana.

Cappuccino com chocolate
Se você for à Itália e quiser um cappuccino com chocolate, você não vai encontrar. Mais uma adaptação brasileira, a receita é basicamente é a mesma nos dois países, com a exceção da adição do chocolate: um café expresso, diluído em leite, com a "crema" [creme] do leite vaporizado.

Rondelli
Apesar do nome italiano, o rondelli - enrolado de massa com recheio - não existe no país europeu. Lá existe o "rotoli" ou "rotolini", que tem uma receita muito parecida com a brasileira.

Bolognese
Caso semelhante ao rondelli, o molho bolonhesa ou bolognese tem uma receita similar na Itália, mas chamada de ragú. Agora, o que não existe lá é servir o "espaguete à bolonhesa". "Não se faz com espaguete esse molho, mas com tagliatelle, uma massa fresca. O que pode ter inspirado é o "ragù alla bolognese" que não é só carne moída e molho de tomate. A receita tem três tipos de carne, pouquíssimo molho de tomate e tem um cozimento mais demorado. A bolonhesa é uma adaptação mais simples", diz Landulfo.

 

 

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Mendoza: a Disney dos amantes da boa mesa

Confesso que ensaiei muito para conhecer a região vinícola de Mendoza, a mais importante da Argentina, e de onde saem cerca de 80% dos vinhos produzidos nesse país, apesar dos insistentes convites e ótimas referências de pessoas de gosto confiável. Priorizei outras regiões mais tradicionais, até que sucumbi a tantos apelos de amigos que desfrutam do mesmo gosto pelos prazeres do vinho, e acabei agendando, alguns anos atrás, a viagem. Uma semana depois de meu desembarque na interiorana Mendoza, capital da província de mesmo nome, a sensação era de raiva pelo tempo que perdi ao sonegar minha passagem por esta “Disney” dos amantes da boa mesa.

De fato, tanto os apreciadores de vinhos quanto da gastronomia, encontram em Mendoza um prato cheio para se esbaldar. Não bastasse as mais de 1500 vinícolas distribuídas em cinco subrregiões, que, por seu turno, se subdividem em outros tantos departamentos (vale consignar o protagonismo de Luján de Cuyo, Maipú e Tupungato), cada qual produzindo vinhos com características muito diversas em razão das mudanças de altitude, solo e outros elementos naturais que influenciam decisivamente no produto final, mais de uma centena delas está muito bem estruturada para receber os turistas que pretendem conhecer o processo de elaboração de seus vinhos, desde os vinhedos até o engarrafamento.

O interessante é estudar muito bem a região para poder se programar de forma a não “pagar mico”. Isso porque a província de Mendoza é muito grande, e por vezes as vinícolas que você quer visitar estão a distâncias que serão impossíveis de serem percorridas a tempo para cumprir os horários das reservas. Sim, com raríssimas exceções, você precisa proceder a agendamento prévio para realizar o tour e degustação nas vinícolas. Além disso, lembre-se que ninguém vai a Mendoza para tomar água mineral. Então, fique esperto se estiver dirigindo.

O ideal é contratar um serviço especializado, que proceda às reservas, agrupando as vinícolas por áreas próximas, de sorte a otimizar o deslocamento, e lhe forneça um veículo com motorista. Para tours individuais ou em grupo, recomendo contato com Susana Moreiras (susanamoreiras17@hotmail.com). Ela faz simplesmente tudo, cabendo a você apenas se divertir. Nas vinícolas você só mexerá na carteira se quiser comprar algumas garrafas ou souvenires, pois ela acerta tudo, e você, acerta com ela ao final.  

Algumas vinícolas são de visita quase obrigatória, dada sua importância e conhecimento do público brasileiro: Catena Zapata (com seu prédio magistral e seus vinhos icônicos), Norton (pela importância de seu enólogo Jorge Riccitelli e o ótimo restaurante), Luigi Bosca (tradicional e com ótima degustação) e Trapiche (com sua sede localizada em um prédio histórico restaurado). Todavia, é preciso conhecer algumas joias como Achaval Ferrer (mais pela qualidade de seus vinhos, que você conhecerá numa ótima degustação), Alta Vista (empreendimento da família D’Aulan, que foi proprietária da renomada Champagne Piper Heidsieck) e Viña Cobos (que tem como um de seus proprietários o enólogo americano Paul Hobbs).

Entretanto, não se pode descuidar em relação a vinícolas não tão conhecidas do público brasileiro, como Matías Riccitelli (puxou a genialidade de seu pai), Durigutti (uma grata surpresa, com uma ótima sala de degustações) , Mendel (uma vinícola bastante rústica, mas que recebe muito bem os visitantes, sem contar seus excepcionais Unus e Finca Remota) e Zorzal (pelo talento dos irmãos Michelini).

Na minha concepção, o ideal é que se faça três visitas com degustação ao dia (menos de duas, nem pensar), sendo que a última deve ser conjugada com almoço. Aliás, abramos aqui um parêntese para consignar que algumas destas vinícolas têm restaurantes excelentes, podendo de pronto nomear Norton, Vistalba, Chandon, Dominio del Plata (Susana Balbo), Zuccardi, Ruca Malen e Bodega Aleana (do renomado enólogo Alejandro Vigil e de Adriana Catena). Como regra, você sai da mesa por volta das 15 hs, chegando ao hotel entre 15:30 e 16 hs, o que ainda te dá tempo para dar uma volta na pacata cidade. Isso, obviamente, se você não estiver trançando as pernas ou estufado de tal maneira que não consegue dar dois passos.

E, se você tiver um dragão dentro de seu estômago, o que lhe permite uma rápida digestão, ainda poderá curtir um belo jantar num dos tantos excelentes restaurantes de Mendoza, com destaque para os excepcionais 1884 (do mago das carnes Francis Mallmann), Azafran e Maria Antonieta.

No quesito hospedagem, a região também tem ótima estrutura, com hoteis boutique,  hoteis luxuosos, hoteis mais funcionais, enfim, hoteis para todos os gostos. Me agradam o Park Hyatt e o Diplomatic, seja pelo serviço e instalações, seja pela excelente localização de ambos, o que permite passear pela zona comercial e gastronômica de Mendoza a pé. Os que pretenderem conhecer o Vale do Uco, de onde saem atualmente alguns dos vinhos mais prestigiados da Argentina, o ideal é achar um local para ficar na região (destaque para os chalés da vinícola Salentein), para não ter de encarar uma viagem de volta a Mendoza, que, após visitas e degustações, pode se tornar puxada.

E se após tantas visitas você ainda não estiver com sua cota de vinhos estourada, a cidade de Mendoza oferece boas lojas para aquisição da bebida, notadamente de vinícolas que não recebem visitas, destacando-se a Sol y Vino, Wine O’Clock e Winery.

Em resumo, não faça como eu, que perdi tanto tempo (já recuperados, obviamente). Agende logo sua viagem para Mendoza e se delicie em uma das mais importantes regiões vinícolas do mundo.


Fernando Akaoui (fernandoakaoui@unisanta.br)

 

 

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