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Campeonato Paulista na Unisanta: uma competição especial

A última competição nacional de alto nível antes do Troféu José Finkel aconteceu no complexo Aquático da Unisanta, mesma piscina que irá sediar o segundo maior campeonato da modalidade em Agosto. Nesse final de semana encerrou-se o Campeonato Paulista das categorias Júnior e Sênior, o mais forte do Brasil a nível estadual, no qual tivemos a presença de ilustres atletas.

Da seleção que vai ao Campeonato Mundial da FINA, sete marcaram presença neste evento: Nicholas dos Santos (Unisanta), Thiago Simon (Unisanta), Leonardo de Deus (Unisanta), Guilherme Costa (Unisanta), Joanna Maranhão (Unisanta), Etiene Medeiros (Sesi) e Brandonn Almeida (Corinthians).

Já da seleção Júnior que viaja no próximo mês para Indianápolis, para o Mundial Júnior de Natação, participaram nove atletas: Caio Pumputis (Pinheiros), Rafaela Raurich (Curitibano), Breno Correia (Pinheiros), Matheus Gonche (SESI), Maria Pessanha (Pinheiros), Marco Túlio Santos (Corinthians), Kayky Mota (Centro Olímpico), Enzo Kihara (Corinthians) e Rodolfo Fraga (Pinheiros).

Famosa por ser uma piscina rápida e boa para recordes, a Unisanta foi palco de 1 recorde sul-americano, 1 recorde brasileiro, 3 recordes paulistas e 42 recordes de campeonato. Por estar ao nível do mar e em uma temperatura ambiente agradável mesmo no inverno, Santos é uma cidade adorada pelos nadadores para realizar seus campeonatos.

Na briga pelo título do Troféu Salvador Granieri Sobrinho, na última etapa, o Esporte Clube Pinheiros alterou o cenário e superou o time da casa ao alcançar 1288 pontos. A equipe anfitriã, Unisanta, foi a segunda colocada com 1196 pontos e o Sport Club Corinthians foi o terceiro colocado com 973 pontos. O Corinthians manteve sua boa base e levou os títulos nas categorias Júnior I e II.

Destaque para as provas de 1500m livre de Guilherme Costa e Joanna Maranhão que derrubaram as marcas sul-americana e brasileira, respectivamente durante a primeira etapa, sexta-feira à tarde. A marca anterior batida por Guilherme pertencia a ele mesmo e foi feita durante um torneio regional na Unisanta. No Maria Lenk ele nadou a prova com o objetivo de baixar ainda mais, porém esse feito foi adiado para o campeonato desse final de semana. Joanna demonstrou muito surpresa ao quebrar em 27 centésimos o recorde estabelecido no ano de 2013, que pertencia a sua companheira de equipe e primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica : Poliana Okimoto.

A única medalhista olímpica brasileira, Poliana Okimoto também competiu, mas antes foi homenageada pela Federação Aquática Paulista. O presidente da FAP, Marcelo Biazoli, entregou o novo ofício da Fap com sua breve história na natação. Ela que estará presente no próximo sábado (dia 8) em São Paulo no evento de lançamento de sua biografia na Livraria da Vila, a partir das 15h.

Merecem destaque também os únicos nadadores, ambos da Unisanta, a conquistarem quatro vitórias individuais, são eles : Gabrielle Roncatto no Júnior II feminino nas provas de 100m e 200m livre e 200m e 400m medley e André Luiz Calvelo de Souza vencedor das provas de 50m, 100m e 200m livre, e 50m borboleta.

A competição foi especial por determinar o retorno de Larissa Oliveira, atleta do Pinheiros e Seleção Brasileira, às piscinas. A nadadora esteve afastada durante 111 dias, devido a um acidente que sofreu no início do ano. Larissa voltou vencendo três provas: 100m livre (55.26), 200m livre (2:00.33) e 400m livre (4:18.00), além de um terceiro lugar nos 800m livre (8:59.83).

 

 

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  • Publicado por: Catarina Ganzeli
  • Postado em: segunda-feira, 03 jul 2017 19:29Atualizado em: terça-feira, 04 jul 2017 08:40
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A estréia de Catarina Ganzelli nos Blogs do Santa: "Os laços criados pelo cloro"

Foi-me sugerido o tema natação o que não é nenhuma surpresa para quem passou a vida inteira dentro desse esporte que tenho como paixão. Mas nesse momento eu prefiro não mencionar o lado o qual todos conhecem e estão acostumados, que seria escrever sobre os treinos, as competições, a pressão, a dor e a glória de ser um atleta. Claro que nossa vida é composta em grande parte por esses elementos. Só que hoje eu gostaria de falar de algo realmente especial para um atleta que é o significado de família.

Durante os meus últimos anos de natação posso garantir que grande parte dos atletas que integraram a equipe na qual nadava, em sua maioria, não eram nascidos na cidade em que treinávamos, assim como eu. Essa busca pela excelência vai muito além das águas para os nadadores, o que ocorre também em outras modalidades. Cada um busca um ambiente, uma cidade, uma estrutura e uma rotina diária que se encaixe consigo para que assim alcance sua própria excelência.

Essa busca é a causa de tantos jovens saírem cedo do aconchego de sua família para buscar um lugar ideal para se fundir ao seu esporte. Claro que nem todos precisam disso, alguns tem a sorte de nascerem no palco onde construirão sua história, ainda assim, é minoria. Inclusive, essa é uma das primeiras provações encaradas pelos que se jogam nessa busca: resistir a uma tormenta de pressões e exigências longe do colo de quem sempre te confortou. Muitos desistem em menos de um ano.

Tive a oportunidade de morar em uma república de atletas da prefeitura durante três anos. Morávamos em seis meninas em um apartamento de dois quartos e ainda havia mais três repúblicas na época. Durante três anos morei com nove pessoas, só para vocês terem ideia da rotatividade e do número de desistências.

Falo sem sombra de dúvidas que foram os anos em que recebi as lições mais úteis da minha vida. Imaginem; de repente ir morar em um local onde você desconhece tudo. Não só os aposentos, mas também a história de cada pessoa que está dividindo o seu dia-a-dia, suas manias e costumes. Cada um ali tem uma história, uma educação, um passado, uma criação, uma personalidade diferente. Eu, filha única, que nunca havia dividido uma sala, agora dividia até o banheiro. Falo isso porque, imagine morar em seis meninas com horários exatamente iguais e somente um banheiro para usar? Ou seja, nem ali estávamos sozinhas.

O mais curioso disso tudo é que éramos todas adversárias, o que é comum no meio. Às vezes rolavam alguns atritos internos... Agora, mexa com alguma na rua, para você ver se as outras não voam em cima... Vivíamos na certeza que independente do clima do dia a dia, sempre poderíamos contar uns com outros, uma verdade que se estendia para as outras repúblicas nas quais combinávamos horários, caronas, idas ao mercado, passeios na praia, almoços e jantares.

Com o passar dos anos, mesmo depois de muitos conquistarem seu próprio espaço, como foi meu caso, essa fraternidade continua. Como caminho natural, muitos conseguiram ir morar sozinhos depois de um tempo. Mas quem disse que a república sai de você? Ainda sim era um local de ponto de encontro, em que os que saíram mantinham uma frequência de visitas.

O mais bonito disso tudo é o significado de família que se cria nessas condições. Com os parentes de sangue distantes e em uma cidade onde não se conhecia ninguém, é natural essa aproximação e confiança naqueles que se encontram nas exatas mesmas condições que você. Foi o que aconteceu comigo e com muitos outros "irmãos". Essa fraternidade criada naquela época, hoje atravessa barreiras e se mantém firme. Pois mesmo os que hoje pararam de nadar e, como a maioria dos atletas, desempenham com sucesso sua função no mercado de trabalho, ainda atendem sem hesitar a qualquer chamado daqueles velhos amigos que além de encararem diversos treinos e desafios ao seu lado, também passaram noites em claro em prontos socorros quando seus pais não estavam por perto.

Eu construí uma família com a natação, pela qual sou muito grata e tenho orgulho de dizer que os levo comigo para onde for e fico encantada em poder vibrar com cada uma de suas conquistas, agora fora das piscinas. Esse tema me foi inspirado pelo momento que passei no último final de semana, onde um de meus “irmãos” perdeu seu pai. Nesse momento tão delicado, nos vimos novamente reunidos, os antigos moradores das repúblicas, colegas de equipe, de mercado, de médico, de farmácia, de almoço, de shopping, de feira.

Aqueles com quem poderei contar sempre, nos dias bons e ruins independente do tempo e da distância. Um encontro que veio de repente para provar o quão forte é nossa união, pois da meia dúzia presentes naquela ocasião só dois seguem nadando, os outros se deslocaram até de outras cidades para dar aquele abraço confortante que aquele irmão precisava no momento. Sem contar os que se fizeram presentes virtualmente, que mesmo não conseguindo vir de última hora, já tem data marcada para uma visita.

A mim só resta ser grata por esses ombros largos e confortantes que Deus colocou em nosso caminho, pois sei que sempre que for preciso, independente da perda de contato ou distância, eles estarão sempre de prontidão. Além de uma contribuição esse post também é uma singela homenagem à família Borges.

 

 

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  • Publicado por: Catarina Ganzelli
  • Postado em: quarta-feira, 28 jun 2017 10:18Atualizado em: quarta-feira, 28 jun 2017 10:19
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Ryan Lochte pensou em suicídio após escândalo com "falso assalto" em posto de gasolina nos Jogos Rio 2016

Após a polêmica do falso assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, o nadador norte-americano Ryan Lochte admitiu que chorou por diversas vezes e até pensou em cometer suicídio.

"As pessoas queriam uma razão para me odiar. Depois do Rio, provavelmente eu era a pessoa mais odiada do mundo. Em alguns momentos eu estava chorando, pensando, se eu for para a cama e nunca mais acordar, tudo bem", afirmou o atleta durante entrevista ao canal "ESPN".

Após ser questionado sobre suicídio, Lochte afirmou que "estava prestes a acabar com toda a minha vida". No entanto, apesar dos problemas emocionais, o nadador de 32 anos encontrou forças na noiva Kayla Era Redi e em seu filho.

Durante as Olimpíadas, Lochte e outros dois companheiros de equipe que voltavam de uma festa e pararam em um posto de gasolina disseram terem sido assaltados, mas depois do incidente, as autoridades brasileiras negaram a versão dos fatos e mostraram que o grupo, na verdade, vandalizou o banheiro do local e foi repreendido por seguranças.

Na ocasião, Lochte foi suspenso por 10 meses da seleção de natação dos Estados Unidos. A medida chega ao fim no próximo dia 30 de junho.

"Tudo acontece por um motivo. Olha, eu parei com a natação em 2013. Eu estava cansado, exterminado. Agora encontrei um novo propósito com meu filho. Essa chama se acendeu e é maior do que nunca, e estou muito animado, porque eu sei o que vai acontecer em Tóquio. Todo mundo vai ter que ficar atento", ressaltou Lochte.

 

 

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  • Publicado por: Redação #Santaportal, com informações da Agência ANSA
  • Postado em: quinta-feira, 08 jun 2017 21:54Atualizado em: quinta-feira, 08 jun 2017 21:55
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Brasil encerra Mundial de Desportos Aquáticos com 8 medalhas; 4 são de atletas da UNISANTA

O Brasil encerrou neste domingo (30) sua participação no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, disputado em Budapeste, na Hungria, com o quinto lugar no revezamento 4x100 metros medley masculino, em que os Estados Unidos ficaram com a medalha de ouro.

O país termina o mundial com oito medalhas, sendo duas de ouro (Ana Marcela Cunha, nos 25km da maratona aquática, e Etiene Medeiros, nos 50m costas), quatro de prata e duas de bronze, melhorando o desempenho de Kazan, quando o país subiu sete vezes ao pódio, uma em primeiro, quatro em segundo e duas em terceiro.

O time do 4x100 metros medley masculino, formado por Guilherme Guido, João Gomes Jr., Henrique Martins e Marcelo Chierighini, cravou o tempo de 3min31s53, melhorando em uma posição o desempenho dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, há quase um ano, quando a equipe terminou em sexto, com o tempo de 3min32s84. A vitória ficou com o time norte-americano, bicampeão mundial, formado por Matt Grevers, Kevin Cordes, Caeleb Dressel e Nathan Adrian, que obteve a marca de 3min27s91, menos de sete décimos acima do recorde mundial, de 3min27s28, estabelecido pelos EUA em 2009, em Roma.

O resultado na última prova aumenta ainda mais o destaque de Dressel nesta edição do Mundial, em que conquistou o sétimo ouro: os outros foram nos 50m e 100m livre, 100m borboleta, e nos revezamento 4x100m livre, livre misto, e medley misto.

Nos 4x100 metros medley, a Grã-Bretanha terminou com a medalha de prata, ao fechar a prova com o tempo de 3min28s95, enquanto a Rússia arrebatou o bronze, ao estabelecer marca de 3min29s76. O Japão ainda ficou a frente do Brasil, em quarto, com 3min30s19.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: domingo, 30 jul 2017 18:18Atualizado em: segunda-feira, 31 jul 2017 12:28
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Jovem Nadador da Unisanta quer fazer história na Hungria

No próximo dia 29 de julho, sábado, próximo do meio dia em Budapeste, na Hungria, pouco mais das sete da manhã em Brasília, o fluminense Guilherme Pereira da Costa, natural de Itaguaí, caçula da equipe brasileira cai na água em busca de uma marca inédita em sua prova nos 1.500 metros livre.

O atual recordista sul-americano da prova nadou para 15:02.18 no Campeonato Paulista Junior e Senior de Inverno, no mês passado na Unisanta, superando sua própria marca de 15:05.23, de abril, na mesma piscina, num torneio Regional. Por duas vezes Guilherme nadou para sua melhor marca sem qualquer descanso.

No Maria Lenk em abril, polido e descansado, a marca foi 15:06.35. Agora o desafio é fazer algo que nunca nenhum nadador da América do Sul conseguiu até hoje: quebrar a barreira dos 15. Se ninguém conseguiu isso na América do Sul, nadadores de 24 países já alcançaram o feito; foram 72 nadadores que em um total de 372 vezes nadaram a prova abaixo dos 15 minutos, desde a primeira vez que um Russo superou essa barreira histórica.

O brasileiro que mais chegou perto foi Guilherme Costa com seu recorde sul-americano de 15:02.18. Baixar pouco mais de dois segundos é o desafio para ele. A projeção do atleta e seu treinador, Rogério Karfunkelsein, é de nadar entre 14:56-14:57, o que seria suficiente para estar na final, talvez um pouco mais, talvez um pouco menos.

Estaremos todos torcendo muito para que o Gui realize esse feito e celebre todo o seu árduo trabalho diário em conjunto com a excelente equipe de profissionais que o acompanha!

 

 

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  • Publicado por: Catarina Ganzelli
  • Postado em: quarta-feira, 26 jul 2017 22:02Atualizado em: quinta-feira, 27 jul 2017 21:07
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