Uma em muitas, muitas em uma

Em um um texto da socióloga e escritora Camile Paglia que dizia que “Em muitos países, inclusive no Brasil, as mulheres são maioria nas universidades e constituem boa parte da força de trabalho, mas pesquisas sugerem que elas nunca se sentiram tão infelizes. Quais são as causas da tristeza?"

Com certeza a frase que ecoa e faz com que qualquer mulher ou homem interessado na felicidade e paz universal pare para pensar: será que é isso mesmo?

Pois bem. Baseando-me em todas as histórias que minha profissão e pacientes me permitem compartilhar eu diria que infelizes não, mas atrapalhadas e muitas vezes perdidas sim.

Em maior parte por uma questão bem pessoal e feminina o que torna esse discurso estranho a ouvidos desinteressados ou mesmo céticos, pois o psiquismo feminino é tão específico que aquilo que conhecemos tradicionalmente como emoções, desejos, desafios tem uma característica muito íntima e pessoal para cada mulher não que as mulheres sejam difíceis e complicadas, mas porque essas emoções e sentimentos tem nuances que oscilam e se permeiam por motivos variados que vão desde a cultura machista, que ainda nos obriga a manter certa organização de pensamentos até mesmo a subjetividade das oscilações emocionais e hormonais.

Acreditando que há sempre um mundo novo, uma nova possibilidade, mas apenas para algumas pessoas, que são aquelas pessoas especiais que vão buscar dentro de si de suas próprias experiências um mundo novo.

É assim que quero ver as mulheres, nós, nossas mães; filhas e netas, sem idade, não infelizes, mas insatisfeitas sim, pois o caminho ainda não foi totalmente percorrido.

 

 

  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quinta-feira, 07 mar 2019 19:32Atualizado em: quinta-feira, 07 mar 2019 21:43

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