Planeta Terra

Apesar de toda a facilidade que se apresenta hoje em termos de sexualidade, revistas, sites, e informações de todos os níveis e para todas as dúvidas, ainda me surpreendo com questões quase ingênuas, que parecem vindas do tempo da minha avó, e que me mostram a multiplicidade de emoções que permeiam esse assunto trazendo a responsabilidade de cada vez mais comentários sérios e lúcidos.

No mesmo dia em que sou chamada a falar sobre sexualidade de adolescentes por universitários, recebo um e mail sobre a necessidade em se discutir a sexualidade na idade madura, dita melhor idade, e encontro uma jovem que está “ficando com um cara” e descobre que apesar disso ele está pronto para se casar, com outra e ela chora e se lamenta, pois seu sonho romântico está indo por água abaixo.

Isso dá nó até em cabeça de terapeuta de casais, pois são tantas possibilidades de desencontros, que como diria a música, se apresentam tudo junto e misturado, mas hoje me permito comentar a questão do “ficar”, por crer ser mais comum e atual.

Apesar das possibilidades de encontros casuais, as expectativas e os envolvimentos emocionais se mostram, fazendo com que, principalmente as mulheres, acabem vendo borboletas onde não existem.

Ainda é comum um ritual da solteirice masculina e às vezes até dos casados, exercitarem toda sua capacidade de sedução, para sentirem-se potentes, sem dúvida isso ocorre mais com os carentes e de certo modo fracos e insatisfeitos.

Além do aspecto ético, essa história traduz ainda a mão dupla em que homens e mulheres caminham em busca de realização afetivo-sexual. Elas querem romances e eles querem experiências me incomoda falar assim, pois sempre quis acreditar que fossemos do mesmo planeta e não de Marte uns e de Júpiter outros.

Urge que se discuta e repense um pouco mais nos valores que uma relação equilibrada e com projetos em comum trazem em amadurecimento e conquista pessoal.

Entregar-se à paixão é tudo de bom, mas desde que seja construtiva e nos dê retorno, traduzido em paz, alegria e felicidade, aspectos que relacionamento com desigualdade de propósitos, pouco trazem.

Quando as histórias são muito diferentes entre si, os propósitos divergentes, perceber quando um não tem espaço na vida do outro ao invés de alimentar ilusões, traduzir isso em liberdade de fazer escolhas , não atreladas a uma história que não nos pertence, aliada ao prazer de construção de seus próprios anseios com algum sentimento de dor ou perda num primeiro momento, mas com o lucro perene de ter sido a artesã ou artesão de sua própria história.

Conhecer pessoas legais, em relacionamentos em que cada um seja a prioridade do outro com certeza trarão mais chances de alcançar a felicidade.


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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sexta-feira, 21 dez 2018 13:10Atualizado em: sexta-feira, 21 dez 2018 16:43
  • sexualidade   comportamento   sexo   

Lá na empresa

Há clima e boatos de demissão e noto a turma pessimista e amedrontada com medo de demissões. O que fazer para melhorar o ambiente de trabalho?

Quando o clima em nossa volta está tenso é usual ocorrer uma baixa de rendimento, uma quebra nas relações e, principalmente, um ambiente propício para desencontros e erros. Intervir no ambiente é, muitas vezes, difícil. O ideal é se preparar individualmente para resgatar o que há de melhor em si e desenvolver ações pessoais de relaxamento, redescobrir alegrias para estar bem e irradiar, a partir de você, esse equilíbrio para enfrentar as adversidades quando chegarem.

Na verdade falo de cuidar da autoestima que é a melhor arma que temos para ultrapassar os obstáculos que, queiramos ou não, aparecem.

Ficar à espreita do desastre sem saber se ele vem ou não enfraquece, desestimula e abre a porta para que dores apareçam inclusive as físicas advindas de doenças psicossomáticas.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quinta-feira, 21 mar 2019 21:47Atualizado em: quinta-feira, 21 mar 2019 22:20

STALKER

O avanço tecnológico veio para nos ajudar e facilitar nossas vidas, é um caminho sem volta, apesar de que, às vezes, esse avanço, essa facilidade de ver e ser visto, procurar e achar acaba comprometendo nossa privacidade.

Privacidade, aspecto necessário não só pela violência que nos assusta, mas principalmente para que possamos ter liberdade de ser, apenas ser, certo ou errado, sem julgamentos nem pressões.

Uma leitora do blog mandou uma mensagem que fala da parte mais terrível desse estar público e também da qualidade de uma relação que a assusta agora, após o término, mas que na verdade, com certeza já era agressiva ou mesmo cruel antes de que ela se percebesse disso.

Namorei durante 3 anos um rapaz que, verdade seja dita, não era do gosto de meus pais, e agora que eu realmente me decepcionei com ele e vi que tem mais defeitos do que qualidades, eu rompi  com ele. O caso é que ele me persegue nas redes sociais, onde vou dou de cara com ele e também se aproxima de meus amigos para saber de mim. Confesso que estou incomodada e até com um pouco de medo, pois já o vi tendo reações violentas em algumas ocasiões.

Cara jovem, esse seu relato pode ser nada como também pode ser tudo, portanto, cautela nunca fez mal a ninguém.

Você pode estar me contando sobre um rapaz que gosta muito de você e não se conforma por tê-la perdido, como pode estar falando de um “ STALKER”

Stalker é uma palavra inglesa que significa "perseguidor". É aplicada a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva outra pessoa. A perseguição persistente pode levar a ataques e agressões.

Não adianta ficar fugindo, mas você deve ter cautela de se resguardar um pouco enquanto ele estiver obcecado por você. Se por acaso perceber que mesmo assim ele não desiste, sempre temos o recurso judicial, traduzido pela Lei Maria da Penha, que está aí à disposição das mulheres que se sentem ameaçadas ou são agredidas. E vale lembrar que não precisa ser ataque físico. Um constrangimento ou uma pressão psicológica também são passíveis de denúncia.

Mas antes de tudo, já que namoraram por três anos, vale tentar um entendimento, não para reatar mas para fazê-lo compreender a inutilidade de suas ações atuais, uma simples conversa, mas nunca mais esteja sozinha com ele. Peça a ajuda de seus pais ou mesmo de alguém da família dele, para quem sabe conseguir trazer luz ao coração desse rapaz.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quinta-feira, 11 abr 2019 18:44Atualizado em: quinta-feira, 11 abr 2019 18:49