Eu quero, eu não gosto...

Desencontros são muito chatos em varias áreas de nossa vida. Quando vamos viajar com alguém e esse alguém só quer ir a shopping e nós aos museus, mesmo que perfis radicalmente opostos podemos nos divertir, usando apenas uma coisinha mágica que é a negociação.

A chatice do desencontro está muito mais em alguém querer ter razão e ser o dono da ideia do que no desencontro em si. Aliás o mote desse post é justamente valorizar os desencontros naquilo que eles trazem de melhor que é a ampliação de possibilidades,isso ocorre quando admitimos que a proposta do outro, pode não ser exatamente o que desejamos ou achamos que desejamos e nos abre para novas experiências.

No início desse post dei um exemplo bem prosaico: shopping ou museu. Isso pode ser também entre uma feijoada e um pratinho de saladinha light; entre dançar ou ir ao cinema. Em todas essas situações sempre haverá a possibilidade de dividir e satisfazer ambas as vontades. Mas o que mais me chama atenção é que essas questões também afetam a sexualidade na medida em que padrões são muito difíceis de serem mudados. O que é uma pena, pois quando se fala em sexo é mister valorizar o novo, o desejo do momento e a troca de experiencias entre os parceiros.

Discursos tais como não gosto de inovar, nunca fizemos assim e não faremos (decidindo pelos dois), isso é sujo, isso é feio, isso é pecado, acabam emperrando relacionamentos que poderiam estar em comunhão, desde que ambos se esforçassem para que de verdade a mágica da troca se efetivasse.

Não raro percebo esse padrão rígido como uma tentativa inconsciente de "punir" o outro sem que se perceba que nessa queda de braço, ambos os parceiros do delicioso jogo amoroso acabam perdendo.

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: segunda-feira, 10 fev 2020 13:07Atualizado em: segunda-feira, 10 fev 2020 14:49
  • relacionamentos   amor