Amor, afeto e um clic

A internet está em nossas vidas, isso é imutável, não há caminho de volta. Por causa disso é uma fonte de várias mudanças de comportamento, alguns melhoram outros pioram, mas a mudança é irreversível e assim sendo vamos incorporá-la e usar da melhor forma possível.

Nos consultórios é muito mais comum alguém relatar um novo affair a partir da internet, face, chats e outros do que um conhecimento casual ao vivo e a cores, num barzinho.

Em rodas de amigos poucos assumem esse canal de ver e ser visto, mas ele está muito mais presente do que se imagina, portanto creio ,um grande facilitador de encontros e reencontros.

Perfeito se, isso também não fosse uma estratégia para desaguar frustrações, solidões e vazios que podem ser um start para a cegueira de certas obviedades que podem ao invés de trazer alegria, prazer e encontro, surtir um efeito oposto, riscos, decepções e mentiras.

Portanto usar e abusar desse veículo hoje é um caminhos sem volta, ponto de não retorno, mas há que se ter em mente sempre o dado de realidade mais importante de todos, e perguntar-se sempre: quem sou, o que quero, o que gosto o que não quero e não gosto e principalmente o que é que eu mereço..

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: terça-feira, 26 fev 2019 10:43Atualizado em: terça-feira, 26 fev 2019 11:41

Mãe e filha

Essa relação delicada entre mãe e filha, quando dois aspectos do feminino se encontram ou confrontam são sempre muito angustiantes e portanto falar sobre esse tema me parece interessante, e vou fazê-lo a partir de um e mail recebido de uma leitora.

Estou com um grande problema com minha mãe. Mas quero melhorar nossa relação, e isso fica difícil pois sinto que temos uma rivalidade, ela é muito jovem e se separou a pouco tempo de meu pai, agora tudo que é meu a interessa, minhas roupas, amigos e até meu namorado eu acho que ela agrada demais. Será que estou imaginando coisas?

Após uma separação, com o fim de um relacionamento longo, é comum a pessoa querer “tirar o atraso”, ou mesmo uma frustração pelo término dessa relação, surgem dúvidas sobre o potencial sedutor, capacidade de ainda ser alvo do interesse de alguém além da solidão e isso geralmente traz uma sensação, falsa diga-se de passagem, de euforia, levando os recém separados a uma busca desenfreada de vivencias as mais diversas.

Acho importante colocar essa reflexão para que você entenda a sua mãe nesse momento, mas isso não quer dizer que deve deixar seu universo ser invadido por ela, mas com firmeza e carinho colocar seus limites e dessa maneira instigá-la a fazer um novo repertório de amizades e mesmo se perceber nessa nova fase se recriar, mas levando em conta a realidade dela e preservando a relação de vocês, pois afinal de contas ela mudou apenas o papel civil, e não sua relação com todas as histórias da vida dela.


Serviço:

Esse livro é uma leitura quase obrigatória quando a duvida é sobre essa relação

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: quarta-feira, 20 fev 2019 14:17Atualizado em: quinta-feira, 21 fev 2019 21:36

Desejo

Desejo,ato ou efeito de desejar, vontade de possuir e gozar, anseio aspiração.Nas definições do Aurélio o desejo é tudo de bom na construção de nossa identidade,por isso deveria ser mais valorizado e falado,mas me parece que falar a palavra DESEJO é igual falar um palavrão e vivencia-lo então acaba sendo uma das últimas   concessões que nos fazemos.

O desejo é conseqüência de quanto cada um dos parceiros está de bem consigo e nesse sentido se faz desejar e deseja. Enquanto o desejo de ser, existir, namorar, beijar for estimulado em cada um dos dois eles terão entre si o prazer da troca de tudo que cada um tem de bom e sentem pelo outro e a rotina sexual não aparece, o sexo enquanto obrigação conjugal, vazio de desejo não terá espaço  .

 

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: sábado, 09 fev 2019 13:43

Eles querem mais

Cada vez mais, problemas sexuais masculinos vão parar no consultório, a terapia sexual tem acompanhado mudanças entre homens e mulheres.

Algumas sutis, outras nem tanto. O que mais chama atenção, contudo, é que, apesar de uma suposta liberdade sexual hoje, e os remédios que fazem milagres,a insatisfação na cama continua assombrando muitos.

Embora as pessoas mostrem-se liberadas, ainda há muito bloqueio para o prazer, apesar de ativas sexualmente, as mulheres ainda sentem dificuldades para ter orgasmo e, em vez de ejaculação precoce, os homens agora reclamam da queda na libido.

Por outro lado, ocorreram transformações positivas.

Atualmente, mais e mais homens procuram ajuda e conversam mais sobre suas dificuldades sexuais. Tempos atrás, isso seria impensável.

A demanda aumentou também por duas razões: a crise econômica e a autonomia feminina.o maior numero de mulheres nos divãs era constante ,mas isso vem mudando sensivelmente devido a dificuldade masculina para se comportar no mundo moderno, pois carregam tradições e conservadorismo.

Outra mudança é que eles começaram a conversar com os amigos sobre seus problemas sexuais. Tanto é que vários acabam buscando ajuda por indicação de um amigo. Antes isso era impensável. É um tipo de atitude que tem acontecido entre os mais sensíveis, maduros, com mais de 40 anos, e casados. Outros vêm ao consultório a pedido das esposas.

Anos atrás, a principal queixa era ejaculação precoce.

Hoje, é a falta de libido, por vários motivos. Um deles está associado ao fato de o mercado de trabalho estar mais competitivo. Um homem de mais de 40 anos tem de disputar com um jovem que fala várias línguas, é expert em computação e por aí vai.

Junta-se a isso a insegurança masculina com relação à mulher atual, que está mais autônoma e independente financeiramente. São raras aquelas submissas como as de antigamente, que dependiam do marido.

Além disso, elas estão mais assertivas, ou seja, falam e mostram o que querem na cama, e isso causa mais insegurança nos homens. Isso fez com que o homem se tornasse mais preocupado com o prazer feminino. O que foi muito bom, pois o prazer masculino sempre esteve muito voltado para ele mesmo.

Agora ele percebeu que a mulher também tem direito ao prazer.

Fora isso, tem a insegurança e a pressão no trabalho para afetarem ainda mais o desejo sexual. Razão pela qual a procura por terapia aumentou com a eclosão da crise.

Além da "agressividade" feminina, eles dizem que se sentem "usados" pelas mulheres, mas não no sentido sexual. Na opinião deles, o interesse feminino está no dinheiro, posição e prestígio dos homens.

Não existe super-homem, nem o parceiro deve adivinhar os desejos da mulher, pois cada ser humano é diferente do outro.

Há centenas de lugares de excitação no corpo, mas tem muita gente que ainda acredita que sexo se resume apenas ao pênis e ao clitóris.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quarta-feira, 23 jan 2019 09:46Atualizado em: sexta-feira, 25 jan 2019 17:53

Hora de falar disso

O início da vida sexual dos filhos é sempre um momento difícil de enfrentar, em grande parte pelos tabus que o sexo e a sexualidade estão envolvidos, mas também pelo fato de ter que encarar que um filho ou filha está pronto para voar com suas próprias asas.

Verdade seja dita que, enfrentar o início da vida sexual de um filho sempre é mais facilitado, inclusive socialmente, do que quando ocorre o mesmo com a filha.

Minha filha de 15 anos tem feito perguntas sobre sexo: ela namora há três meses, dando a entender que planeja iniciar sua vida sexual, acho cedo e não sei o que fazer.

O melhor de tudo é a demonstração desse vínculo de confiança que sua filha tem com você, fazendo perguntas.

É importante que você tenha calma e sabedoria para que isso continue, em primeiro lugar não fazendo críticas ou proibições.

Antes de qualquer conversa leve sua filha ao ginecologista, assim já estará passando a mensagem de que sexo não é só gozo e prazer, mas também cuidado com o corpo.

Além de que o (a) ginecologista a orientará sobre métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis além da vacina de HPV, caso ela não tenha tomado, de suma importância.

Dessa maneira você também vai entrando em contato com a maturidade e sexualidade de sua filha, o que ainda é um grande tabu para pais.

Tudo isso não exclui a possibilidade de você expor sua opinião também como mãe a respeito do assunto e dos seus valores.

É importante saber que nesse momento mais do que educar e cuidar de sua filha sua postura também influenciará todas as experiências futuras de sua filha. A verdade é que não existe maneira ou tempo certo de perder a virgindade, mas existe sim um consenso de que deve ocorrer dentro de um relacionamento cuidadoso e amoroso e não só para provar algo para alguém.

Enfim, incluir nessa conversa o afeto ajudará sua filha a desenvolver uma boa relação com o próprio corpo e com a sua sexualidade.

Serviço: Quem ama educa - Issami Tiba
Esse livro é um clássico na orientação de pais e adolescentes sobre sexualidade,recomendo.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sexta-feira, 28 dez 2018 10:33Atualizado em: sexta-feira, 28 dez 2018 21:22
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