Eles querem mais

Cada vez mais, problemas sexuais masculinos vão parar no consultório, a terapia sexual tem acompanhado mudanças entre homens e mulheres.

Algumas sutis, outras nem tanto. O que mais chama atenção, contudo, é que, apesar de uma suposta liberdade sexual hoje, e os remédios que fazem milagres,a insatisfação na cama continua assombrando muitos.

Embora as pessoas mostrem-se liberadas, ainda há muito bloqueio para o prazer, apesar de ativas sexualmente, as mulheres ainda sentem dificuldades para ter orgasmo e, em vez de ejaculação precoce, os homens agora reclamam da queda na libido.

Por outro lado, ocorreram transformações positivas.

Atualmente, mais e mais homens procuram ajuda e conversam mais sobre suas dificuldades sexuais. Tempos atrás, isso seria impensável.

A demanda aumentou também por duas razões: a crise econômica e a autonomia feminina.o maior numero de mulheres nos divãs era constante ,mas isso vem mudando sensivelmente devido a dificuldade masculina para se comportar no mundo moderno, pois carregam tradições e conservadorismo.

Outra mudança é que eles começaram a conversar com os amigos sobre seus problemas sexuais. Tanto é que vários acabam buscando ajuda por indicação de um amigo. Antes isso era impensável. É um tipo de atitude que tem acontecido entre os mais sensíveis, maduros, com mais de 40 anos, e casados. Outros vêm ao consultório a pedido das esposas.

Anos atrás, a principal queixa era ejaculação precoce.

Hoje, é a falta de libido, por vários motivos. Um deles está associado ao fato de o mercado de trabalho estar mais competitivo. Um homem de mais de 40 anos tem de disputar com um jovem que fala várias línguas, é expert em computação e por aí vai.

Junta-se a isso a insegurança masculina com relação à mulher atual, que está mais autônoma e independente financeiramente. São raras aquelas submissas como as de antigamente, que dependiam do marido.

Além disso, elas estão mais assertivas, ou seja, falam e mostram o que querem na cama, e isso causa mais insegurança nos homens. Isso fez com que o homem se tornasse mais preocupado com o prazer feminino. O que foi muito bom, pois o prazer masculino sempre esteve muito voltado para ele mesmo.

Agora ele percebeu que a mulher também tem direito ao prazer.

Fora isso, tem a insegurança e a pressão no trabalho para afetarem ainda mais o desejo sexual. Razão pela qual a procura por terapia aumentou com a eclosão da crise.

Além da "agressividade" feminina, eles dizem que se sentem "usados" pelas mulheres, mas não no sentido sexual. Na opinião deles, o interesse feminino está no dinheiro, posição e prestígio dos homens.

Não existe super-homem, nem o parceiro deve adivinhar os desejos da mulher, pois cada ser humano é diferente do outro.

Há centenas de lugares de excitação no corpo, mas tem muita gente que ainda acredita que sexo se resume apenas ao pênis e ao clitóris.

 

 

  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: quarta-feira, 23 jan 2019 09:46Atualizado em: sexta-feira, 25 jan 2019 17:53

Comentários (1)

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Ana Maria

• 23/01/2019 10:00

Eles querem mais
Perfeito retrato do comportamento atual assinalando as mudanças e evoluções!