Eu quero, eu não gosto...

Desencontros são muito chatos em varias áreas de nossa vida. Quando vamos viajar com alguém e esse alguém só quer ir a shopping e nós aos museus, mesmo que perfis radicalmente opostos podemos nos divertir, usando apenas uma coisinha mágica que é a negociação.

A chatice do desencontro está muito mais em alguém querer ter razão e ser o dono da ideia do que no desencontro em si. Aliás o mote desse post é justamente valorizar os desencontros naquilo que eles trazem de melhor que é a ampliação de possibilidades,isso ocorre quando admitimos que a proposta do outro, pode não ser exatamente o que desejamos ou achamos que desejamos e nos abre para novas experiências.

No início desse post dei um exemplo bem prosaico: shopping ou museu. Isso pode ser também entre uma feijoada e um pratinho de saladinha light; entre dançar ou ir ao cinema. Em todas essas situações sempre haverá a possibilidade de dividir e satisfazer ambas as vontades. Mas o que mais me chama atenção é que essas questões também afetam a sexualidade na medida em que padrões são muito difíceis de serem mudados. O que é uma pena, pois quando se fala em sexo é mister valorizar o novo, o desejo do momento e a troca de experiencias entre os parceiros.

Discursos tais como não gosto de inovar, nunca fizemos assim e não faremos (decidindo pelos dois), isso é sujo, isso é feio, isso é pecado, acabam emperrando relacionamentos que poderiam estar em comunhão, desde que ambos se esforçassem para que de verdade a mágica da troca se efetivasse.

Não raro percebo esse padrão rígido como uma tentativa inconsciente de "punir" o outro sem que se perceba que nessa queda de braço, ambos os parceiros do delicioso jogo amoroso acabam perdendo.

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: segunda-feira, 10 fev 2020 13:07Atualizado em: segunda-feira, 10 fev 2020 14:49
  • relacionamentos   amor   

Gordinha

 

Achei pertinente dividir com vocês esse email que recebi de uma leitora ,insatisfeita com a vida por se sentir fora do padrão..qual padrão?? NãO SEI...


Marcia nunca fui magra sempre fui cheinha, mas agora depois de problemas familiares e  uma decepção atrás da outra perdi o controle,minha família me critica,minha libido acabou,não faço nada pois me acho feia e gorda ,quando encontrei emprego achei que tinham me dado a vaga apenas por pena e me demiti,tomei muito remédio sem indicação médica para emagrecer,estou gorda e perdida.


  Cara leitora,sentir-se perdida é um estímulo para se encontrar ou então ficar assim invisível para o resto da vida que na verdade não é vida.a impressão que tenho é que você idealiza muito tudo o que faz,que deseja e na hora da vida real as coisas não são assim pois problemas,desencontros e decepções estão aí.
A soma dessas experiências foi demais para você,que acabou entrando num processo depreciativo,num buraco negro.
O mais provável é que esteja projetando nos outros expectativas daquilo  que acha que não tem direito .o importante é sair desse circulo vicioso,mas precisa querer se ajudar,e permitir ser ajudada.
Busque um nutricionista que te oriente de uma maneira natural e com mudanças de hábitos,seja persistente e se torne uma outra pessoa uma versão melhor do que essa que você tanto despreza.
Depende de você.

 

 

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: terça-feira, 21 jan 2020 11:43
  • CORPO   

Ainda há esperança

Não há dúvida que o desconhecido, na mesma proporção que nos fascina nos ameaça, e me lembro de ter visto na tv uma entrevista de um célebre neurologista ,dizendo que se o cérebro humano tem mil partes ,a ciência não conseguia conhecer inteiramente nem uma dessas mil partes, na ocasião tendo um familiar num processo de doença degenerativa, confesso que fiquei amargurada e desesperançosa.
Trazendo para o momento atual essa observação, e um momento que estamos impregnados de dúvidas, medo, estupefatos diante das notícias chocantes que nos invadem, num movimento de autoengano e preservação de um pouco da fantasia necessária para a sobrevivência da psiché humana.
Mas.....tem hora que não dá, então temos que nos aproximar da realidade ,mas não de uma maneira passiva e subserviente, mas de uma maneira crítica e reflexiva.
Pois é voltando ao nosso neurocientista e fazendo um paralelo, do que ele disse com a mente humana eu diria que, se a mente humana tem mil caminhos, nós temos que começar a desbravar um, em determinado momento voltarmos para o ponto de partida e buscarmos outro, pois a mente humana está ainda sob o mais profundo mistério do conhecimento humano pelas inúmeras e particulares conexões que cada um de nós é capaz de fazer com nossas memórias, vivencia e experiências de vida e, para complicar um pouco mais, sabemos que essas experiências podem ser reais ou fantasiosas, conscientes ou não...
A minha reflexão hoje é sobre a nossa grande dificuldade de saber se estamos certos ou errados nos vários caminhos que tomamos e isso depende apenas de que tenhamos um olhar mais criterioso para com nossos sentimentos e com as situações vividas e percebidas não como pessoas desconfiadas e assustadas com o mundo surpreendente que nos cerca mas sim como pessoas antenadas muito mais pelo que sentimos do que pelo que pensamos.

 

 

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  • Publicado por: marcia atik
  • Postado em: segunda-feira, 13 jan 2020 07:25
  • felicidade   

5 sentidos

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: sábado, 07 dez 2019 07:32
  • SEXO   

SEXO E AMOR

O SEXO NÃO TEM QUE SER PERFEITO PARA SER SATISFATÓRIO.O AMOR VAI LONGE PARA PREENCHER ALGNS DESSES ESPAÇOS. ((Barbara Keesling-terapeuta sexual)

A leitura dessa simples frase, quase óbvia me fez refletir em quanto a obsessão pela performance sexual vem distanciando os casais.

É impressionante o papel dos manuais sexuais têm na vida das pessoas, gerando uma insegurança e tirando aquilo que tem de mais importante no encontro sexual que é a espontaneidade.

Essa entrega sem medidas só se faz com confiança e entrega total e para que isso ocorra o mínimo de vínculo se faz necessário e não vai aqui nessa reflexão um discurso moral e repressivo, mas quero enfatizar o quanto a entrega e vivência sexual sem nenhum compromisso contribuem para essa avaliação calcada apenas no corpo e na performance levando indubitavelmente ao fracasso da vida sexual, já que não somos máquinas de sexo.

 

 

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  • Publicado por: Marcia Atik
  • Postado em: domingo, 01 dez 2019 20:25
  • SEXO   
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