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Favorito ao Oscar, 'A Forma da Água' é fábula para quem ainda não desistiu de sonhar...

Não vou dizer que foi uma bela surpresa porque eu já esperava algo acima da média. Afinal, são 13 indicações ao Oscar 2018. Mas ‘A Forma da Água’ me surpreendeu. Pela delicadeza, pela magia, pela estética, até, que me lembrou muito um outro filme do qual gosto muito: ‘Amélie Poulain’.

Dizer que o filme “é sobre uma mulher que se apaixona por um homem peixe” é minimizar bastante. O centro da história é a solidão. Solidão da ‘princesa sem voz’, a heroína Eliza, que vive uma rotina quase espartana, rompida apenas pelas visitas ao amigo e vizinho Giles. Do homem-anfíbio. Da amiga e protetora Zelda, que vive um casamento de mentira. De Giles, que reprime sua sexualidade em um período perigoso. E até do desprezível vilão Strickland, que mesmo em família parece viver em um mundo todo dele.

Mas a história básica é mesmo o romance. Eliza, que é muda, trabalha como faxineira em um laboratório secreto do governo, em plenos anos de guerra fria. É para este lugar que é transferida uma criatura recém-capturada na América do Sul, um ‘homem-peixe’, na falta de melhor definição, que vai ser estudado pela Nasa para a criação de trajes espaciais (o filme se passa antes da chegada do homem à lua).
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Eliza e sua companheira inseparável Zelda são as encarregadas de limparem o lugar. E ela, que tem sérias dificuldades para se comunicar, desenvolve uma ligação forte com a criatura, que se dá por meio de gestos, dos ovos com que ela alimenta a fera e... de música! Ligação, aliás, que até pela carência afetiva da moça, avança para um romance de fato.

Até que chega o inevitável momento (e não estou contando nenhum segredo, já que isso aparece no trailer) em que ela toma a decisão de resgatar a criatura do tal laboratório e devolvê-la à natureza. E, claro, para isso ela vai enfrentar, com a ajuda dos poucos amigos que tem (e de um inesperado aliado), todo o poderio do governo americano.

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O filme surpreende não apenas pela delicadeza com que a história é tratada (como é normal nos filmes do mexicano Guillermo del Toro, favorito ao Oscar) mas também pelos pequenos detalhes que o tornam tão especial. As homenagens aos grandes filmes de Hollywood, por exemplo. As canções que integram algumas cenas, especialmente a de Carmem Miranda e a belíssima versão da canadense Madeleine Peyroux para a clássica La Javanaise, de Serge Gainsbourg, que embala um momento chave da história (e que você pode ouvir no video abaixo. Repare como a divina canadense, minha cantora favorita, Madeleine tem voz parecida com Billie Holliday).

Uma pena que, mesmo com todas as indicações, seja muito, mas muito difícil mesmo este filme ganhar o principal Oscar, o de Melhor Filme, que deve ficar com algum com mensagem política mais interessante para a Academia. Mas, Oscar à parte, indico a todos os românticos de plantão. Ou ao menos aos que ainda não se cansaram de sonhar e não perderam a senbilidade para sutilezas.

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water - EUA, 2017). Direção: Guillermo del Toro. Elenco: Sally Hawkins, Octavia Spencer, Doug Jones, Michael Shannon, Michael Stuhlbarg, Richard Jenkins.

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Madeleine Peyroux - La Javanaise

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 05 fev 2018 16:06Atualizado em: terça-feira, 06 fev 2018 08:34
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O olhar fatal de Bette Davis

Em 1981, a jovem e ainda pouco conhecida cantora californiana Kim Carnes chegou ao topo das paradas de sucesso com uma canção intitulada “Bette Davis Eyes” (“Os Olhos de Bette Davis”).
A música havia sido composta em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon e incluída no álbum “New Arrangement”, de DeShannon. Mas, o sucesso ficou por conta do arranjo e da interpretação da voz rouca de Kim Carnes.

37 anos depois, essa versão ainda é muito executada e solicitada em emissoras de rádio por todo o planeta. Porém, para os mais jovens, o que significam “Os Olhos de Bette Davis”? Quem foi essa misteriosa e fascinante personagem que conquistava pelo olhar?

Ruth Elizabeth Davis nasceu em cinco de abril de 1908, na ainda hoje pequena cidade norte-americana de Lowell, no Estado de Massachussets, que se orgulha de ter dois filhos ilustres: Bette Davis e o poeta Jack Kerouac.
Em 1926, aos 18 anos, assistiu a uma peça de teatro e decidiu ser atriz. Em 1930, acompanhada pela mãe, desembarcou de trem em Hollywood.

Assim começou uma das mais bem sucedidas e premiadas carreiras de atriz da história da Arte Contemporânea. Decidida, de temperamento forte, Bette Davis dava preferência aos papéis antipáticos e polêmicos. Discutia e debatia com diretores. Era perfeccionista e levava o seu trabalho ao extremo. Uma de suas importantes armas na atuação: seus olhos e seu olhar altamente expressivo.

Dessa maneira, Bette Davis gravou seu nome e seus personagens em 106 produções cinematográficas, das quais participou entre 1931 e 1989, merecendo 11 indicações ao Oscar (venceu duas), quatro Globos de Ouro e premiações no Reino Unido, França e Itália.

Também brilhou no Teatro e na Televisão. Possui duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood, uma referente ao seu trabalho no Cinema e outra referente ao seu trabalho na Televisão. Foi a primeira mulher presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Bette Davis morreu na França, em seis de outubro de 1989, quando retornava aos Estados Unidos após ter sido homenageada na Espanha.

Descrever Bette Davis em poucas linhas é exercício dos mais difíceis. Bob Dylan citou o “estilo Bette Davis” em sua canção “Desolation Row” (1965). Aos que ainda não tiveram a oportunidade de ver Bette Davis atuando, deixamos aqui uma provocação com a música “Bette Davis Eyes”, com Kim Carnes, premiada com o Grammy “Melhor Canção do Ano 1981”; nove semanas consecutiva no primeiro lugar da Billboard e mais de oito milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

* Marco Damy é jornalista e músico

 


 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: quarta-feira, 31 jan 2018 12:26Atualizado em: quinta-feira, 01 fev 2018 01:53
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Eu acredito em Papai Noel

Pensava em como encerrar a série de clássicas canções de Natal quando recebi do amigo e colega jornalista Luiz Otero uma preciosidade: “I Believe In Father Christmas” (traduzindo ao pé da letra, “Eu acredito no pai Natal”, ou, para nós, brasileiros, “Eu acredito no Papai Noel”).

Composta e interpretada pelo músico contrabaixista Greg Lake, a canção anuncia: “Eles disseram que haverá neve no Natal. Eles disseram que haverá paz na Terra. Mas, em vez disso, continuava a chover. Um véu de lágrimas para o nascimento (o que nascerá) da Virgem”.

Greg Lake nasceu em 10 de novembro de 1947, na cidade portuária de Poole, Inglaterra, e teve brilhante carreira musical. Aos 20 anos, após excursionar com a banda Teak And The Smokey, ingressou no grupo The Gods, embrião do Uriah Heep. Logo em seguida, participou do King Crimson e da banda The Nice, onde conheceu o tecladista Keith Emerson.

Juntos, com o baterista Carl Palmer, fundaram um dos mais famosos trios de todos os tempos: Emerson, Lake & Palmer. Greg Lake ainda tocou com a banda Asia e fundou a Greg Lake Band. Morreu no dia 08 de dezembro de 2016, aos 69 anos, vítima de doença incurável.

Deixou para nós essa pérola musical, “I Believe in Father Christmas”, desejando que “Toda a angústia, sofrimento e tristeza deixe o seu coração e que seu caminho seja livre”.

Feliz Natal e próspero ano, para todos que creem em novos dias.

(*) Marco Damy é jornalista e músico

 


 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 23 dez 2017 23:49
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Quentin Tarantino pode dirigir um filme da franquia Star Trek

E o que ninguém sequer podia imaginar está muito perto de acontecer: o diretor Quentin Tarantino, de sucessos como 'Pulp Fiction', 'Bastardos Inglórios' e 'Cães de Aluguel', é o provável escolhido da Paramount para dirigir um filme da franquia Star Trek (Jornada nas Estrelas).

Foi o próprio diretor que se colocou à disposição, apresentando ao produtor J.J. Abrams uma idéia para a sinopse do longa e se colocando à disposição para dirigir o projeto. Abrams gostou da idéia e já estaria criando uma sala de roteiristas apenas para desenvolver este trabalho.
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Embora seja uma excelente notícia, ela não deve acontecer tão cedo e o filme só deve chegar às telonas de 2020 para frente. Isso porque Abrams trabalha justamente no próximo filme de Star Trek, que deve estrear antes do dirigido por Tarantino, que em 2018 vai dirigir um filme sobre o serial killer Charles Manson e sua gangue, que nos anos 60 mataram diversas pessoas, inclusive a atriz Sharon Tate, que estava grávida de seu marido, o diretor Roman Polanski.

Agora é torcer para essa idéia maluca seguir em frente, porque só pode resultar em coisa muito boa!!!

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quarta-feira, 06 dez 2017 11:29Atualizado em: quinta-feira, 07 dez 2017 19:11
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Bing Crosby e a imortal 'White Christmas'

Chegamos ao mês de dezembro e se aproxima o Natal! Como falar dessa festa sem recordar as canções que marcaram época e que ainda hoje são amplamente divulgadas? Uma dessas músicas é “White Christmas”.

Composta por Irving Berlin, em 1940, foi imortalizada na voz do cantor e ator norte-americano Bing Crosby, cuja versão original consta no Guinness World Records como o single mais vendido de todos os tempos, superando a marca de 100 milhões de cópias em todo o mundo. Com as demais versões somadas, “White Christmas” já vendeu mais de 150 milhões de cópias, transformando-se em sinônimo de Natal.

Nascido Harry Lillis Crosby, em 1903, Bing Crosby é considerado um dos mais populares cantores do mundo. No final da década de 1920, ele abandonou a carreira de advogado para montar um trio. Percorreu os Estados Unidos de costa e a costa, tocando bateria e cantando. Em 1931, gravou "I Surrender Dear". Daí, até o final de década de 1950, gravou mais de 300 músicas.

Em 1930 participou do filme "O Rei do Jazz", iniciando bem sucedida carreira de ator. Formou, na década de 1940, dupla com o ator Bob Hope, com diversos filmes de sucesso. Em 1954, com Danny Kaye, estrelou outro grande sucesso do cinema: “White Christmas”.

Morreu em Madri, na Espanha, em 1977, deixando um legado fantástico de bons filmes e de boas músicas. Confira registro histórico de Bing Crosby interpretando “White Christmas”.

Marco Damy é jornalista e músico


 


 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: segunda-feira, 04 dez 2017 09:36Atualizado em: segunda-feira, 04 dez 2017 09:37
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