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Série 'A Torre Negra' para TV não terá ligação com adaptação para o cinema

Era quase um consenso entre os fãs que a série de livros 'A Torre Negra', de Stephen King, era algo impossível de ser adaptado para cinema. Não apenas pelas mais de 3 mil páginas, mas pela quantidade enorme de personagens e pelo risco de que a grande graça da coisa toda, as milhares de referências à cultura pop, se perdessem com a necessidade de contar uma história.

Pois a estréia do primeiro filme para cinema, há alguns meses, comprovou essa teoria. Ao contrário de outra adaptação de Stephen King - It - que estreou quase ao mesmo tempo e se tornou a melhor bilheteria de um filme de horror da história do cinema, 'A Torre Negra' foi um fracasso de crítica e de público.

Pois a lição não foi aprendida, aparentemente... A série de tevê, que estava sendo escrita pelo mesmo Nikolaj Arcel que dirigiu o filme, tomou outro rumo mas ainda vai acontecer, mesmo que não existam datas previstas para início da produção ou chegada às telinhas. Inicialmente a história seria complementar ao filme. Ou seja: ambas fariam parte do mesmo cânone. Mas essa idéia já foi abandonada depois do fracasso da adaptação para cinema.

Glen Mazzara, produtor de 'The Walking Dead', foi contratado para levar o show adiante e o próprio Stephen King já se pronunciou, dizendo neste fim de semana que a série será um completo 'reboot' da história. Ou seja, sem qualquer ligação com o que se fez antes. Será que agora vai?

A Torre Negra é uma série de livros que Stephen King escreveu durante décadas e é considerada sua grande obra, que tem ligação com quase todos os outros livros escritos por ele. Mistura terror, fantasia, aventura, western e é recheada de referências à cultura pop.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 23 out 2017 11:44Altualizado em: terça-feira, 24 out 2017 16:33
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Molly Ringwald: "Um diretor enfiou a língua na minha boca quando eu tinha 14 anos"

No ambiente de revolta e de sede por justiça que virou Hollywood, mais uma atriz se manifestou sobre agressões sexuais: Molly Ringwald, estrela de filmes como 'A Garota de Rosa Shocking', clássico dos anos 80, negou ter tido qualquer problema com o produtor Harvey Weinstein mas deu uma declaração ainda mais forte: um diretor teria enfiado a língua em sua boca quando ela tinha 14 anos.

Em uma coluna para a revista The New Yorker, a atriz de 49 anos listou todos os "Harvey Weinstein" de sua vida. Além do caso do diretor casado que a beijou sem autorização, ela lista um colega, 20 anos mais velho, que lhe disse que ia ensiná-la a dançar e a puxou para junto de si apenas para que ela sentisse sua ereção.

Segundo ela, Hollywood deveria investigar todos os casos que estão surgindo à luz das denúncias contra Weinstein e também "parar de tratar esse tipo de assunto como se ele fosse parte dos negócios".

Entenda o caso
O produtor Harvey Weinstein, que já foi considerado o segundo homem mais poderoso de Hollywood (atrás apenas de Steven Spielberg) está sendo acusado por diversas atrizes, como Ashley Judd, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie e Rose McGowan, entre dezenas de outras, de agressões sexuais e estupros.

Desde então, Harvey foi demitido de sua própria companhia, a esposa lhe deixou, foi expulso da Academia de Cinema de Hollywood e ainda vai enfrentar todas as acusações na Justiça americana, correndo o risco (merecido, caso sejam comprovados os casos) de ficar bastante tempo preso.


Weinstein foi o produtor de grandes sucessos de Hollywood nas últimas décadas, como Shakespeare Apaixonado, Gangues de Nova York e todos os filmes de Quentin Tarantino.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quarta-feira, 18 out 2017 10:24Altualizado em: sexta-feira, 20 out 2017 17:50
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'O Nome da Rosa', clássico de Umberto Eco, vai ser adaptado como série de tevê

O clássico de Umberto Eco, O Nome da Rosa, vai ganhar uma nova versão, agora como série de tevê. Quem está por trás do projeto são dois atores veteranos, John Turturro e Rupert Everett. Eles vão contracenar com o jovem Damien Hardung, que vai interpretar o noviço beneditino Adso. Turturro fará o monge William de Baskerville, que investiga uma série de assassinatos em um mosteiro no século 14. Everett fará o inquisidor Bernard Gui, antagonista do protagonista.

 

A série será falada em inglês mas será toda rodada na Itália, nos legendários estúdios da Cinecittá, em Roma. A direção dos oito episódios caberá ao veterano da tevê italiana Giacomo Battiato. O roteiro foi supervisionado pelo próprio Umberto Eco pouco antes de morrer.

 

O livro foi adaptado em 1986 pelo francês Jean Jacques Annaud, em uma adaptação bastante violenta. Tinha elenco estelar: Sean Connery como William (foto), Christian Slater como Adso e F. Murray Abraham como Bernard.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: terça-feira, 17 out 2017 14:37Altualizado em: quinta-feira, 19 out 2017 22:01
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Hoje é o Dia Mundial de James Bond. Veja algumas curiosidades do agente com licença para matar

Hoje é o dia mundial de celebrar James Bond. A data celebra a estreia do primeiro filme da série, Dr. No, em 1962. Em 55 anos foram 25 filmes, muito vilões, canções-tema inesquecíveis e belíssimas garotas.

Conheça um pouquinho mais de cada filme da franquia:


O Satânico Dr. No (1962)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Ursula Andress (Honey Rider)
Vilão:
Joseph Wiseman (Dr. No)
Canção-tema:
The James Bond Theme (John Barry)

 

Moscou contra 007 (1963)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Daniela Bianchi (Tatiana Romanova)
Vilão:
Lotte Lenya (Rosa Klebb) e Anthony Dawson (Blofeld)
Canção-tema:
From Russia With Love (Matt Monro)

 

007 Contra Goldfinger (1964)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Honor Blackman (Pussy Galore)
Vilão:
Gert Fröbe (Auric Goldfinger)
Canção-tema:
Goldfinger (Shirley Bassey)

 

007 Contra a Chantagem Atômica (1965)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Claudine Auger (Domino Petachi) e Luciana Paluzzi (Fiona Volpe)
Vilão:
Adolfo Celi (Emilio Largo)
Canção-tema:
Thunderball (Tom Jones)

 

Com 007 só se Vive Duas Vezes (1967)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Mie Hama (Kissy Suzuki) e Akiko Wakabayashi (Aki)
Vilão:
Donald Pleasance (Ernst Blofeld)
Canção-tema:
You Only Live Twice (Nancy Sinatra)

 

007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969)
Bond: George Lazenby
Bond-girl:
Diana Rigg (Tereza di Vincenzo)
Vilão:
Telly Savalas (Ernst Blofeld)
Canção-tema:
We Have All The Time in the World (Louis Armstrong)

 

Os Diamantes São Eternos (1971)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Jill St. John (Tiffany Case) e Lana Wood (Plenty O’Toole)
Vilão:
Charles Gray (Ernst Blofeld)
Canção-tema:
Diamonds Are Forever (Shirley Bassey)

 

Viva e Deixe Morrer (1973)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Jane Seymour (Solitaire)
Vilão:
Yaphet Kotto (Mr. Big) e Geoffrey Holder (Baron Somedi)
Canção-tema:
Live and Let Die (Paul McCartney e os Wings)

 

O Homem da Pistola de Ouro (1974)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Britt Ekland (Mary Goodnight) e Maud Adams (Andrea Anders)
Vilão:
Christopher Lee 0028Scaramanga) e Hervé Villechaize (Nick Nack)
Canção-tema:
The Man With The Golden Gun (Lulu)

 

O Espião Que Me Amava (1977)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Barbara Bach (Anya Amasova) e Caroline Munro (Naomi)
Vilão:
Curd Jurgens (Stromberg) e Richard Kiel (Jaws)
Canção-tema:
Nobody Does it Better (Carly Simon)

 

007 Contra o Foguete da Morte (1979)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Louis Challes (Holly Goodhead) e Corinne Cléry (Corinne Dufour)
Vilão:
Michael Lonsdale (Hugo Drax) e Richard Kiel (Jaws)
Canção-tema:
Moonracker (Shirley Bassey)

 

Somente Para Seus Olhos (1981)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Carole Bouquet (Melina Havenlock) e Lynn-Holly Johnson (Bibi)
Vilão:
Topol (Columbo) e Julian Glover (Aristoteles Kristatos)
Canção-tema:
For Your Eyes Only (Sheena Easton)

 

Nunca mais outra Vez (Filme não-oficial - 1983)
Bond: Sean Connery
Bond-girl:
Kim Bassinger (Domino Preta)
Vilão:
Barbara Carrera (Fatima Bush)
Canção-tema:
Never Sey Never Again (Lani Hall)

 

Na Mira dos Assassinos (1985)
Bond: Roger Moore
Bond-girl:
Grace Jones (May Day) e Tanya Roberts (Stacey Sutton)
Vilão:
Christopher Walken (Max Zorin)
Canção-tema:
A View to a Kill (Duran Duran)

 

Marcado para a Morte (1987)
Bond: Timothy Dalton
Bond-girl:
Maryam D’Abo (Kara Millovy)
Vilão:
Jeroen Krabbé (General Kuskov)
Canção-tema:
The Living Daylights (A-ha)     

 

Permissão para Matar (1989)
Bond: Timothy Dalton
Bond-girl:
Carey Lowell (Pam Bouvier) e Talisa Soto (Lupe Lamora)
Vilão:
Benicio del Toro (Dario) e Robert Davi (Franz Sanchez)
Canção-tema:
Licence to Kill (Gladys Knight)

 

007 Contra GoldenEye (1995)
Bond: Pierce Brosnan
Bond-girl:
Famke Janssen (Xenia) e Izabella Scorupco (Natalya Simonova)
Vilão:
Sean Bean (Alec Trevelyan)
Canção-tema:
GoldenEye (Tina Turner)

 

O Amanhã Nunca Morre (1997)
Bond: Pierce Brosnan
Bond-girl:
Michelle Yeoh (Wai Lin) e Teri Hatcher (Paris Carver)
Vilão:
Jonathan Pryce (Elliot Carver)
Canção-tema:
Tomorrow Never Dies (Sheryl Crow)

 

O Mundo Não é o Bastante (1999)
Bond: Pierce Brosnan
Bond-girl:
Sophie Marceau (Elektra) e Denise Richards (Christmas Jones)
Vilão:
Robert Carlyle (Renard)
Canção-tema:
The World Is Not Enough (Garbage)

 

Um Novo Dia para Morrer (2002)
Bond: Pierce Brosnan
Bond-girl:
Hale Berry (Jinx) e Rosamund Pike (Miranda Frost)
Vilão:
Toby Stephens (Gustav Graves)
Canção-tema:
Die Another Day (Madonna)

 

Cassino Royale (2006)
Bond: Daniel Craig
Bond-girl:
Eva Green (Vesper Lynd)
Vilão:
Mads Mikkelsen (Le Chiffre)
Canção-tema:
You Know My Name (Chris Cornell)

 

Quantum of Solace (2008)
Bond: Daniel Craig
Bond-girl:
Olga Kurylenko (Camille Montes)
Vilão:
Mathieu Almaric (Dominic Greene) e Joaquín Cosio (General Medrano)
Canção-tema:
Another Way to Die (Alicia Keys)

 

Operação Skyfall (2012)
Bond: Daniel Craig
Bond-girl:
Bérenice Marlohe (Sévérine)
Vilão:
Javier Barden (Raoul Silva)
Canção-tema:
Skyfall (Adele)

(*) No video desta matéria você confere todas as aberturas dos filmes de Bond, de 1962 a 2006.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 05 out 2017 14:19Altualizado em: domingo, 08 out 2017 12:29
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'It - A Coisa': tudo o que um filme de Stephen King deveria ser

Mais recente adaptação de Stephen King para o cinema, 'It - A Coisa' é tudo o que um filme de Stephen King deveria ser sempre. As relações humanas, os dilemas do início da juventude, os amores, a amizade e o companheirismo tão comuns na época de escola... é disso que o filme fala, com o 'plus' da criatura sobrenatural que assume a forma de um palhaço para, uma vez a cada ciclo de 27 anos, passa um ano atacando crianças e as devorando.

Ver isso na tela é um alívio: o autor sofre do mesmo mal de Nelson Rodrigues: para cada boa adaptação, que respeita a alma da obra, é lançada uma dezena de produções constrangedoras. Ir ao cinema para assistir a um Stephen King é se arriscar a ver uma das piores coisas já feitas por Hollywood. A lista das decepções é imensa e vai da própria primeira versão de 'A Coisa' a filmes absolutamente esquecíveis como 'Comboio do Terror', o constrangedor 'Sonâmbulos' ou 'O Apanhador de Sonhos'.

A máxima vale, inclusive, para o momento atual. Duas adaptações de King chegaram praticamente juntas às telas: A Torre Negra, que foi massacrado pela crítica e ignorado pelo público mesmo sendo um dos livros mais importantes do autor, e este terror que resgata o espírito de companheirismo infantil tão comum nas obras de King, inclusive em suas histórias 'sérias' como  'Conta Comigo'.

Justiça seja feita, destaco algumas das boas adaptações de King, como o icônico 'O Iluminado', 'Carrie, a Estranha' e também histórias que pouca gente sabe que são dele, como os ótimos 'Um Sonho de Liberdade', 'Conta Comigo', 'À Espera de um Milagre' e 'Louca Obsessão'.

É verdade que o sucesso do seriado 'Stranger Things' meio que baliza o formato da produção, mas isso é perfeitamente compreensível e desculpável, inclusive porque a própria série não tem nenhuma novidade e se inspira em tudo o que foi feito nos anos 80 por gente como Steven Spielberg, Joe Dante, Robert Zemeckis e outros.

Pois bem, volto ao argumento que usei lá no início: o filme é tudo que deveria ser. O desafio de adaptar mais de mil páginas foi vencido de forma muito competente pelos roteiristas. O centro da trama é o "Clube dos Perdedores", um grupo de estudantes de 13 anos, seis meninos e uma garota, que tem como ponto comum as agressões que cada um sofre, dentro e fora de casa.

Mas além do bullying, do abuso sexual e do hipercontrole travestido de proteção, o grupo enfrenta uma ameaça que aterroriza a cidade onde mora desde sua fundação, a tal criatura que mora no encanamento de esgoto da cidade e, de vez em quando devora crianças e jovens e se alimenta - além do corpo e da alma de suas vítimas - do medo que ela própria inspira.

Além da boa condução, o filme tem nas boas interpretações outro mérito. A garota Sophia Lillis é ótima, assim como o Pennywise (o vilão monstruoso) feito por Bill Skarsgård, infinitamente melhor que a risível e infame versão de Tim Curry. Os outros garotos também cumprem bem seus papéis e a relação entre eles dá um toque doce e até engraçado à trama.

O filme se concentra na primeira parte da história, quando os protagonistas estão no colégio. Mas seu sucesso de crítica e de público (arrecadou assombrosos US$ 117 milhões em seu fim de semana de estreia) já garante a continuação, que ainda não tem data prevista para começar e deve mostrar o grupo já adulto, voltando à cidade para enfrentar novamente a ameaça que venceu parcialmente na infância.

Um baita filme de terror que honra o fato de ter o nome Stephen King nos créditos. E uma bela homenagem aos anos 80. Indico para quem gosta do gênero.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: terça-feira, 12 set 2017 18:48Altualizado em: segunda-feira, 25 set 2017 16:56
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