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Entre outros méritos, 'A Forma da Água' tem a voz doce de Madeleine Peyroux

O uso de 'La Javanaise' em 'A Forma da Água' me levou de volta a 2007 - lá se vão 11 anos - e ao impacto que sofri ao descobrir essa deliciosa cantora canadense, Madeleine Peyroux. Tudo por causa de uma notinha que li na Folha de S. Paulo falando de uma cantora que não conhecia que estava desaparecida (foi encontrada uma semana depois vagando sem memória, mas agora está muito bem) e fui atrás.

Aqui, compartilho a versão dela para 'Dance Me To The End of Love', composição de outro canadense do qual sou fã: Leonard Cohen. Uma bela voz, que até lembra um pouco Billie Holliday mas que tem personalidade própria. Grande cantora.

 

Madeleine Peyroux - La Javanaise

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 15 fev 2018 09:42Atualizado em: quinta-feira, 15 fev 2018 20:18
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Um dos grandes momentos da Segunda Guerra, Dunkirk é tema de dois indicados ao Oscar de melhor Filme

São dois os filmes que tratam, diretamente, do episódio de Dunkirk, durante a Segunda Guerra Mundial, e que concorrem ao Oscar de Melhor Filme deste ano. Um o faz muito bem, que é o próprio Dunkirk, do Christopher Nolan.

Outro, 'O Destino de Uma Nação o faz por tabela, ao mostrar os primeiros dias de Winston Churchill como Primeiro-Ministro inglês, tendo a missão de salvar os mais de 300 mil soldados britânicos cercados por nazistas.

Este último, apesar da boa interpretação de Gary Oldman, que pode, com justiça, levar o Oscar, é um tanto quanto decepcionante. E olhe que fui com toda a boa vontade do mundo, já que gosto bastante dos filmes da produtora Working Title, como 'O Discurso do Rei', 'Um Lugar Chamado Notting Hill', 'A Teoria de Tudo' e 'Orgulho e Preconceito'. Aliás, um parêntesis: a própria Working Title já havia falado de Dunkirk antes, no belíssimo 'Desejo e Reparação'.

'Dunkirk' deve levar alguns prêmios técnicos. Seria ótimo vê-lo levar Melhor Filme mas não acho que vá acontecer, assim como também não devem dar o prêmio para o excepcional 'A Forma da Água', meu favorito. O prêmio principal deve cair com algum filme panfletário, como tem sido hábito. Ando meio traumatizado com o Oscar desde o episódio ridículo do ano passado. A 'O Destino' deve sobrar apenas o prêmio de ator.

 

Assista ao trailer de 'Dunkirk'

 

Assista ao trailer de 'O Destino de Uma Nação'

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quarta-feira, 14 fev 2018 11:26Atualizado em: quinta-feira, 15 fev 2018 00:41
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Favorito ao Oscar, 'A Forma da Água' é fábula para quem ainda não desistiu de sonhar...

Não vou dizer que foi uma bela surpresa porque eu já esperava algo acima da média. Afinal, são 13 indicações ao Oscar 2018. Mas ‘A Forma da Água’ me surpreendeu. Pela delicadeza, pela magia, pela estética, até, que me lembrou muito um outro filme do qual gosto muito: ‘Amélie Poulain’.

Dizer que o filme “é sobre uma mulher que se apaixona por um homem peixe” é minimizar bastante. O centro da história é a solidão. Solidão da ‘princesa sem voz’, a heroína Eliza, que vive uma rotina quase espartana, rompida apenas pelas visitas ao amigo e vizinho Giles. Do homem-anfíbio. Da amiga e protetora Zelda, que vive um casamento de mentira. De Giles, que reprime sua sexualidade em um período perigoso. E até do desprezível vilão Strickland, que mesmo em família parece viver em um mundo todo dele.

Mas a história básica é mesmo o romance. Eliza, que é muda, trabalha como faxineira em um laboratório secreto do governo, em plenos anos de guerra fria. É para este lugar que é transferida uma criatura recém-capturada na América do Sul, um ‘homem-peixe’, na falta de melhor definição, que vai ser estudado pela Nasa para a criação de trajes espaciais (o filme se passa antes da chegada do homem à lua).
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Eliza e sua companheira inseparável Zelda são as encarregadas de limparem o lugar. E ela, que tem sérias dificuldades para se comunicar, desenvolve uma ligação forte com a criatura, que se dá por meio de gestos, dos ovos com que ela alimenta a fera e... de música! Ligação, aliás, que até pela carência afetiva da moça, avança para um romance de fato.

Até que chega o inevitável momento (e não estou contando nenhum segredo, já que isso aparece no trailer) em que ela toma a decisão de resgatar a criatura do tal laboratório e devolvê-la à natureza. E, claro, para isso ela vai enfrentar, com a ajuda dos poucos amigos que tem (e de um inesperado aliado), todo o poderio do governo americano.

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O filme surpreende não apenas pela delicadeza com que a história é tratada (como é normal nos filmes do mexicano Guillermo del Toro, favorito ao Oscar) mas também pelos pequenos detalhes que o tornam tão especial. As homenagens aos grandes filmes de Hollywood, por exemplo. As canções que integram algumas cenas, especialmente a de Carmem Miranda e a belíssima versão da canadense Madeleine Peyroux para a clássica La Javanaise, de Serge Gainsbourg, que embala um momento chave da história (e que você pode ouvir no video abaixo. Repare como a divina canadense, minha cantora favorita, Madeleine tem voz parecida com Billie Holliday).

Uma pena que, mesmo com todas as indicações, seja muito, mas muito difícil mesmo este filme ganhar o principal Oscar, o de Melhor Filme, que deve ficar com algum com mensagem política mais interessante para a Academia. Mas, Oscar à parte, indico a todos os românticos de plantão. Ou ao menos aos que ainda não se cansaram de sonhar e não perderam a senbilidade para sutilezas.

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water - EUA, 2017). Direção: Guillermo del Toro. Elenco: Sally Hawkins, Octavia Spencer, Doug Jones, Michael Shannon, Michael Stuhlbarg, Richard Jenkins.

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Madeleine Peyroux - La Javanaise

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: segunda-feira, 05 fev 2018 16:06Atualizado em: terça-feira, 06 fev 2018 08:34
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O olhar fatal de Bette Davis

Em 1981, a jovem e ainda pouco conhecida cantora californiana Kim Carnes chegou ao topo das paradas de sucesso com uma canção intitulada “Bette Davis Eyes” (“Os Olhos de Bette Davis”).
A música havia sido composta em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon e incluída no álbum “New Arrangement”, de DeShannon. Mas, o sucesso ficou por conta do arranjo e da interpretação da voz rouca de Kim Carnes.

37 anos depois, essa versão ainda é muito executada e solicitada em emissoras de rádio por todo o planeta. Porém, para os mais jovens, o que significam “Os Olhos de Bette Davis”? Quem foi essa misteriosa e fascinante personagem que conquistava pelo olhar?

Ruth Elizabeth Davis nasceu em cinco de abril de 1908, na ainda hoje pequena cidade norte-americana de Lowell, no Estado de Massachussets, que se orgulha de ter dois filhos ilustres: Bette Davis e o poeta Jack Kerouac.
Em 1926, aos 18 anos, assistiu a uma peça de teatro e decidiu ser atriz. Em 1930, acompanhada pela mãe, desembarcou de trem em Hollywood.

Assim começou uma das mais bem sucedidas e premiadas carreiras de atriz da história da Arte Contemporânea. Decidida, de temperamento forte, Bette Davis dava preferência aos papéis antipáticos e polêmicos. Discutia e debatia com diretores. Era perfeccionista e levava o seu trabalho ao extremo. Uma de suas importantes armas na atuação: seus olhos e seu olhar altamente expressivo.

Dessa maneira, Bette Davis gravou seu nome e seus personagens em 106 produções cinematográficas, das quais participou entre 1931 e 1989, merecendo 11 indicações ao Oscar (venceu duas), quatro Globos de Ouro e premiações no Reino Unido, França e Itália.

Também brilhou no Teatro e na Televisão. Possui duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood, uma referente ao seu trabalho no Cinema e outra referente ao seu trabalho na Televisão. Foi a primeira mulher presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Bette Davis morreu na França, em seis de outubro de 1989, quando retornava aos Estados Unidos após ter sido homenageada na Espanha.

Descrever Bette Davis em poucas linhas é exercício dos mais difíceis. Bob Dylan citou o “estilo Bette Davis” em sua canção “Desolation Row” (1965). Aos que ainda não tiveram a oportunidade de ver Bette Davis atuando, deixamos aqui uma provocação com a música “Bette Davis Eyes”, com Kim Carnes, premiada com o Grammy “Melhor Canção do Ano 1981”; nove semanas consecutiva no primeiro lugar da Billboard e mais de oito milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

* Marco Damy é jornalista e músico

 


 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: quarta-feira, 31 jan 2018 12:26Atualizado em: quinta-feira, 01 fev 2018 01:53
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Eu acredito em Papai Noel

Pensava em como encerrar a série de clássicas canções de Natal quando recebi do amigo e colega jornalista Luiz Otero uma preciosidade: “I Believe In Father Christmas” (traduzindo ao pé da letra, “Eu acredito no pai Natal”, ou, para nós, brasileiros, “Eu acredito no Papai Noel”).

Composta e interpretada pelo músico contrabaixista Greg Lake, a canção anuncia: “Eles disseram que haverá neve no Natal. Eles disseram que haverá paz na Terra. Mas, em vez disso, continuava a chover. Um véu de lágrimas para o nascimento (o que nascerá) da Virgem”.

Greg Lake nasceu em 10 de novembro de 1947, na cidade portuária de Poole, Inglaterra, e teve brilhante carreira musical. Aos 20 anos, após excursionar com a banda Teak And The Smokey, ingressou no grupo The Gods, embrião do Uriah Heep. Logo em seguida, participou do King Crimson e da banda The Nice, onde conheceu o tecladista Keith Emerson.

Juntos, com o baterista Carl Palmer, fundaram um dos mais famosos trios de todos os tempos: Emerson, Lake & Palmer. Greg Lake ainda tocou com a banda Asia e fundou a Greg Lake Band. Morreu no dia 08 de dezembro de 2016, aos 69 anos, vítima de doença incurável.

Deixou para nós essa pérola musical, “I Believe in Father Christmas”, desejando que “Toda a angústia, sofrimento e tristeza deixe o seu coração e que seu caminho seja livre”.

Feliz Natal e próspero ano, para todos que creem em novos dias.

(*) Marco Damy é jornalista e músico

 


 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 23 dez 2017 23:49
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