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10 fatos, alguns bem incômodos, sobre Alice no País das Maravilhas e seu autor inglês Lewis Carroll…

‘Alice no País das Maravilhas’ é um dos maiores clássicos da literatura juvenil e um assombro de narrativa. Mas é importante conhecer melhor o trabalho e a vida de seu autor, um homem dúbio cuja imagem enfrenta até hoje muita polêmica e desconfiança. Conheça 10 curiosidades sobre Alice e seu autor:

O livro foi escrito em 1865 e a primeira adaptação para o cinema aconteceu 38 anos depois, em 1903, ainda nos primórdios da sétima arte.

A heroína da história, Alice, foi inspirada em uma garota real. O autor, Lewis Carroll, era amigo do pai da verdadeira Alice (cujo nome completo era Alice Liddell) e desde que a garota era pequena desenvolveu uma forte amizade por ela. Ele criou a história da garota que viaja ao mundo da fantasia para dar de presente a ela.

Sobre a versão clássica da história para o cinema, o desenho de 1951: a produção demorou cinco anos para ser completada e todo o desenvolvimento da história levou mais de 10 anos para ser concluído. Apesar de todo o esforço de Walt Disney, que supervisionou pessoalmente o trabalho, o filme foi um fracasso de bilheteria em seu lançamento.

Uma das primeiras versões do roteiro de Alice no País das Maravilhas para o cinema foi escrita pelo autor Aldous Huxley, famoso em todo o mundo por seus romances de ficção científica, especialmente ‘Admirável Mundo Novo’. Huxley se aproximou de Disney para este projeto porque sua mãe havia sido, em um passado remoto, uma das garotas escolhidas por Lewis Carroll para seus trabalhos fotográficos (você lê mais sobre o assunto mais adiante).

Lewis e Alice
O autor de Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll, tinha um hobbie bem diferente. Ele gostava de fotografar crianças (apenas meninas) nuas. Com autorização dos pais, é verdade, mas será que isso diminui a estranheza que o ato provoca nos dias de hoje? Abaixo uma imagens que retratam Carroll e Alice Liddell:

A amizade de Carroll com Alice começou quando a menina tinha apenas três anos. Carroll escrevia longas cartas para a menina e, em um passeio de barco com ela e as irmãs, inventou a história de Alice. Ele a transformou em livro para dar de presente à própria Alice. A relação de amizade entre os dois chegou a tal ponto que a mãe de Alice, a sra. Liddell, queimou as cartas de Carroll e tentou impedir que os dois se vissem.

Não adiantou muito. Uma foto de Alice Liddell aos 17 anos, feita por Lewis Carroll, mostra que a dupla continuou a se encontrar mesmo depois da oposição da mãe. Até hoje não se sabe que tipo de relação existia entre a dupla. Alguns biógrafos acreditam, sim, em pedofilia. Outros negam.

A rainha Vitória, que governava a Inglaterra na época, se apaixonou pelo livro e conheceu pessoalmente o autor Lewis Carroll e também a menina Alice, que havia inspirado a obra. Alice e o filho da rainha, o príncipe Leopoldo, ficaram muito amigos e, sugerem alguns historiadores, teriam se apaixonado. Eles acabaram se casando com outras pessoas, mas um fato denuncia que algo permaneceu: o filho de Alice se chamava Leopoldo e a filha de Leopoldo foi batizada como… adivinhe… Alice!

Além de escritor, Lewis Carroll era matemático e foi um aluno tão brilhante que a universidade onde ele se formou (a prestigiada Oxford) o convidou, logo após a formatura, para se tornar professor. Ele também era poeta, desenhista e um reverendo da igreja anglicana.

Alice Liddel viveu até os 82 anos e dedicou boa parte de sua vida à divulgação dos livros que ela própria havia inspirado. Ela se casou com Reginald Hargreaves, com quem teve três filhos. Lewis Carroll não estava presente em seu casamento mas enviou um presente mais tarde. Ela morreu em 1934, época em que Walt Disney já estava interessado na adaptação da obra para o cinema.

 

 

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Spin-off de Star Wars, filme de Han Solo vai ter Ron Howard como diretor

O filme derivado de Star Wars que vai contar a história de Han Solo tem um novo diretor: o premiado Ron Howard, ganhador do Oscar por Cinderella Man. Os antigos diretores do projeto, Phil Lord e Chris Miler, foram demitidos na última terça-feira. É de se esperar que, com um diretor experiente como Howard, o filme vá ter uma outra pegada, com personagens melhor desenvolvidos e, ao contrário do que queriam os antigos diretores, menos humor e mais histórias boas.

Howard entra no projeto imediatamente. Muitas cenas já foram rodadas (cerca de 75% do filme) mas ainda são previstas muitas semanas de filmagem. Não se sabe ainda como Howard será creditado, se sozinho na direção, acompanhado da dupla recém-demitida ou se não aparecerá nos créditos (duvido).

Vale lembrar que, apesar de todo o reconhecimento que Howard tem agora, ele já colaborou antes com a Lucasfilm e o resultado foi desastroso: Willow, na Terra da Magia, aquela constrangedora aventura dos anos 80, que se passava na lua de Endor, foi dirigida por ele.

Ainda não se sabe bem qual será a história, mas o filme vai mostrar a vida de Han Solo antes dos acontecimentos de 'Uma Nova Esperança', inclusive o que o levou a ser perseguido por Jabba. O filme tem como protagonista o ator Alden Ehrenheich e também estão no elenco Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover, Thandie Newton e Deepak Anand. A estréia só deve acontecer em maio do ano que vem.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quinta-feira, 22 jun 2017 12:08
    Alterado em: quinta-feira, 22 jun 2017 12:51
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Emoção nas telas: veja uma lista de filmes emocionantes sobre esporte

A união do esporte com o cinema geralmente rende excelentes filmes, nos quais a disputa é apenas o pano de fundo para histórias muito humanas. Rocky, em Lutador, de 1976, é um exemplo. Há vários outros: Grand Prix, com Toshiro Mifune, James Garner e Yves Montand, nos anos 60. Touro Indomável com Robert de Niro nos anos 70. Invictus, com Morgan Freeman, sobre Nelson Mandela, é sensacional. O recente Rush?—?No Limite da Emoção, sobre a luta pelo campeonato mundial de Fórmula 1 entre Niki Lauda e James Hunt, foi saboroso. Mesmo filmes low profile como Wimbledon divertem e emocionam. Até comédias como Vale Tudo, com Paul Newman são bem lembradas. Até o Karatê Kid e as continuações do Rocky (com exceção de Rocky V) despertam emoções. São sempre histórias de superação, de lições na derrota, de vitórias que custam caro. Histórias sensacionais!

Touro Indomável (1980)
Celebrada história do boxeador Jake LaMotta, um peso-médio de Nova York apelidado de Touro do Bronx que vê sua carreira meteórica ser prejudicada pela terrível vida pessoal. A direção cabe a um dos maiores diretores da história do cinema, Martin Scorsese, na época em que ainda tinha De Niro?—?e não Leonardo Di Caprio?—?como seu protagonista preferido. Robert de Niro não era a primeira escolha do diretor. O ator precisou convencer Scorsese a deixá-lo interpretar o protagonista. Para isso, treinou com o LaMotta de verdade e engordou 25 quilos para o papel. Se deu bem: ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Ator daquele ano.

Luta Pela Esperança (2005)
Outra história inspirada em fatos reais, Luta Pela Esperança conta a história do boxeador James T. Braddock (Russell Crowe), que era campeão do mundo mas em 1928 sofreu um acidente do ringue e precisou abandonar o esporte. Ele e sua família chegam aos limites da indigência, passando fome e frio, durante a Grande Depressão. Aos poucos ele volta a lutar e, em 1935, consegue uma chance de voltar a lutar contra o campeão, o violentíssimo Max Baer, que já havia matado um adversário no ringue. Um show de interpretação de Crowe num filme emocionante.

Carruagens de Fogo (1981)
Grande campeão do Oscar em 1981, o filme é ambientado na Paris de 1924, na fase pré-Jogos Olímpicos, e foca em dois atletas que pretendem disputar os jogos: Eric, um missionário que corre em devoção a Deus, e Harold, um judeu que pretende provar sua qualidade. O filme ganhou quatro Oscar da Academia: Filme, Figurino, Roteiro Original e Música). A trilha sonora, composta pelo grego Vangelis, entrou para a história do cinema e também dos esportes, se tornou sinônimo do tema.

Rocky, um Lutador (1976)
Sylvester Stallone é um péssimo ator mas conseguiu, com este drama escrito por ele mesmo, conquistar o Oscar de Melhor Filme e uma indicação para Melhor Ator. Conquistou o público ao contar uma história de superação e mostrar que mesmo um homem comum é capaz de grandes feitos. O protagonista é Rocky Balboa, um boxeador já em decadência, que trabalha como cobrador para um mafioso, que ganha uma chance de ouro: enfrentar o invicto campeão do mundo, Apollo Creed, em uma luta pelo título mundial. Ele se agarra com todas as forças a esta chance. As continuações são inferiores mas ainda assim despertam emoções: Rocky enfrenta o mesmo Apolo em Rocky II e se torna campeão do mundo. Luta contra Clubber Lang em Rocky III e contra o russo Ivan Drago, na Rússia, em Rocky IV.

Desafio à Corrupção (1961)
Roteiro excepcional e interpretações brilhantes fazem deste um excelente filme. Paul Newman faz Eddie Felson, o Fast Eddie, um jovem jogador de snooker que sonha em se tornar o maior jogador de todos. Para isso, precisa derrotar o legendário Minnesota Fats. No elenco estão ainda Jackie Gleason, George C. Scott e Piper Laurie. O filme teve uma continuação 25 anos depois, com o mesmo Paul Newman vivendo o mesmo personagem já veterano e como tutor de um arrogante jovem jogador feito por Tom Cruise. Este filme?—?A Cor do Dinheiro?—?rendeu o Oscar de Ator Coadjuvante a Newman.

Rush?—?No Limite da Emoção (2012)
Por mais que a Fórmula 1 tenha elementos tecnológicos, quase sempre foi o aspecto humano que decidiu seus campeões. A disputa do título mundial de Fórmula 1, em 1976, é a história deste excelente filme protagonizado pelos pilotos Niki Lauda e James Hunt. Lauda era dedicado e cerebral. Hunt, um festeiro que apostava no talento fora do comum para garantir suas conquistas (dentro das pistas e fora delas, com as mulheres). A disputa daquele campeonato foi prova a prova, sendo que Lauda sofreu um grave acidente e ficou fora de algumas provas, voltando no final para tentar garantir o título.

Menina de Ouro (2005)
Dirigido por Clint Eastwood, este drama sobre boxe feminino desafia o espectador a não chorar. O protagonista é o personagem do próprio Clint, um veterano que passou a vida treinando grandes campeões. Sujeito fechado, ele não se abre para quase ninguém desde que sua filha se afastou. É quando aparece em seu caminho uma jovem determinada (Hilary Swank) que tenta convencê-lo a treiná-la. O final é surpreendente e, claro, não vou contá-lo para não estragar a surpresa e as lágrimas.

Vale Tudo (1977)
Comédia deliciosa sobre hóquei no gelo. Paul Newman faz um jogador veterano e fracassado que assume um time de segunda divisão e, em uma tentativa de evitar sua falência, contrata três jogadores violentíssimos, os irmãos Hanson. E o time, com eles, começa a ganhar, transformando cada partida em um festival de pancadaria. Foi dirigido pelo mesmo George Roy Hill que trabalhou com Paul Newman em Golpe de Mestre e no western Butch Cassidy e Sundance Kid.

Rollerball, os Gladiadores do Futuro (1975)
Esportes fictícios também entram na lista! Esta ficção científica é ambientada no que se imaginava?—?em 1975?—?que seria o ano 2018. O esporte preferido do mundo nesse futuro é o rollerball, uma disputa violenta na qual não raramente há mortes durante os jogos. É um misto de hóquei com motociclismo. O protagonista é Jonathan (James Caan), o maior jogador do tal esporte, que se rebela contra sua federação e descobre um esquema de manipulação. Tem na trilha sonora uma coleção de músicas eruditas que ajudam a criar um clima lúgubre, soturno. Ganhou uma refilmagem, inferior, recentemente.

Karatê Kid?—?A Hora da Verdade (1984)
Quem nunca tentou imitar o golpe de Daniel no final de Karatê Kid? O filme, dirigido pelo mesmo John G. Avildsen do primeiro Rocky, conta a história de Daniel, um garoto franzino vítima de bullying dos valentões da escola que começa a treinar caratê com um velho mestre japonês e aprende os fundamentos da arte marcial. No fim, ele participa de um campeonato de caratê e precisa derrotar justamente seu maior adversário para conquistar o título e o coração da garota que gosta.

Grand Prix (1966)
Um clássico do cinema esportivo, Grand Prix tem estrelas do calibre de Toshiro Mifune, Yves Montand e James Garner. O protagonista é o piloto Pete Aaron (Garner), que provoca um acidente no Grande Prêmio de Mônaco que fere seu companheiro de equipe. Ele é demitido, acaba sendo contratado por uma equipe rival e se envolve justamente com a esposa de seu ex-companheiro, que está em reabilitação.

Jamaica Abaixo de Zero (1993)
Um grupo de jamaicanos decide participar dos Jogos Olímpicos de Inverno na categoria bobsled (descida de trenó). Como o país (quente e ensolarado) não tem qualquer tradição no esporte (disputado em locais gelados), o grupo vira motivo de piada. Mas sua determinação acaba conquistando o respeito de todos os atletas. O filme é baseado em fatos reais.

Wimbledon (2004)
Simpática comédia romântica produzida pelo estúdio inglês responsável por filmes como Simplesmente Amor e Quatro Casamentos e um Funeral. Paul Bettany faz um veterano jogador inglês que já foi um dos 20 melhores do mundo mas está próximo da aposentadoria e sem ranking para participar do tradicional torneio de Wimbledon, depois do qual espera se aposentar. Mas ele recebe um convite dos organizadores e vai disputar o torneio. Acaba se envolvendo com uma jovem tenista (Kirsten Dunst), o que pode ajudá-lo ou atrapalhá-lo na disputa. No elenco estão ainda o ex-tenista John McEnroe, James McAvoy, Sam Neil e Jon Favreau. Detalhe: o maior adversário do protagonista é o tenista feito pelo ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau (mais conhecido como o Jaime Lannister da série Game of Thrones).

Invictus (2009)
Mais um filme esportivo dirigido por Clint Eastwood. Aqui, o protagonista é o presidente sul-africano Nelson Mandella, vivido por Morgan Freeman, que tem como principal desafio após ser eleito promover a união do país depois de décadas de ódio racial e Apartheid. Uma de suas apostas para unir o país é a seleção nacional de rúgbi, que vai disputar, em casa, a Copa do Mundo da categoria. Emocionante, tem no elenco, além de Freeman, os atores Matt Damon, Tony Kgoroge e Julian Lewis Jones.

Veja também:
Campo dos Sonhos (drama sobre beisebol com Kevin Costner de 1989), Carros (desenho animado da Disney/Pixar de 2006 sobre automobilismo), O Vencedor (drama de boxe com Mark Wahlberg, Christian Bale e Amy Adams, de 2010), Ali (drama sobre o mito do boxe Muhammad Ali, com Will Smith, de 2001), Corpo e Alma (clássico de 1947 sobre boxe, com John Garfield), Nacho Libre (engraçadíssima comédia de 2006 sobre luta livre, com Jack Black), Space Jam (de 1996, misto de comédia e animação com Michael Jordan e os personagens da Looney Tunes, como Pernalonga, Gaguinho e Piu-Piu), O Milagre de Berna (filme alemão de 2003 sobre a conquista da Copa do Mundo de 1954), Hurricane?—?O Furacão (drama sobre boxe com Denzel Washington, de 1999), O Invencível (drama de boxe feito em 1954 e estrelado por Kirk Douglas) e o documentário Quando Éramos Reis, de 1996, que recria o histórico confronto pelo título dos pesos-pesados entre Muhammad Ali e George Foreman, no Zaire, em 1974.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: quarta-feira, 21 jun 2017 10:54
    Alterado em: quarta-feira, 21 jun 2017 10:55
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Reprodução Reprodução

‘Verão de 42', um clássico romântico com uma das canções mais belas do cinema

Assisti a esse filme numa madrugada quando ainda era muito jovem. Amadureci meu gosto por ele ao longo dos anos. Um dos mais belos filmes de amor já feitos, com uma trilha sonora impecável e esta canção-tema simplesmente espetacular, Summer of 42 (ou ‘The Summer Knows’), composta pelo francês Michel Legrand. Se ele não tivesse composto nada mais durante toda a sua vida, já teria valido a carreira essa pequena pérola.

O filme conta a história de um menino de uma pequena cidade litorânea que se apaixona por uma mulher muito mais velha, casada. O marido dela está na guerra. Nessa cena abaixo, já ao final do filme, ele chega na casa dela no exato momento em que ela recebe a notícia de que seu marido morreu em combate.

A Jennifer O’Neil, bela atriz que protagoniza a história, objeto da afeição do menino, nasceu alguns meses antes da minha mãe. E, apenas por acaso, nasceu no Rio de Janeiro, embora nunca tenha morado no Brasil. Um detalhe picante de sua vida: se casou nove vezes!

Algumas curiosidades sobre o filme:

1) Em uma cena do terrorzão ‘O Iluminado’, de Stanley Kubrick e Stephen King, a personagem de Sheeley Duval é mostrada assistindo ao filme;

2) Verão de 42 foi o sexto filme mais assistido de 1971;

3) Foi indicado para 5 Oscar, incluindo melhor canção e melhor trilha sonora. Ganhou o de trilha sonora;

4) A atriz Jennifer O’Neil conseguiu os direitos para levar às telas uma pretensa continuação do filme, baseada em um conto escrito por ela própria. Isso foi em 2002. Exatos 15 anos depois, essa idéia (felizmente) não saiu do papel.

 

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: terça-feira, 20 jun 2017 09:50
    Alterado em: quarta-feira, 21 jun 2017 10:06

O musical de maior sucesso na história do cinema, A Noviça Rebelde ganhou 5 Oscars em 1965. Veja 15 curiosidades

Um dos mais encantadores musicais da história do cinema, A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965) seria também a terceira maior bilheteria de toda a história do cinema em valores atualizados. O filme foi sucesso de público e também de crítica, ganhando cinco Oscars da Academia, incluindo o de Melhor Filme. Veja 15 curiosidades sobre a produção:

1 :: O filme é baseado nas memórias da verdadeira Maria Von Trapp, livro publicado em 1949. O fato de ser a autora?—?e a heroína da história?—?não lhe deu muitos privilégios. Ela esperava ser convidada para a grande estréia do filme em Hollywood mas, depois de esperar muito tempo pelo seu convite, foi perguntar a um produtor e ouviu um pedido de perdão: os convites haviam acabado e ela não poderia comparecer à estréia do filme que contava sua própria história.

2:: Em sua autobiografia, a atriz Charmian Carr, que interpretou a filha mais velha Liesl, admitiu que se sentiu muito atraída pelo ator Christopher Plummer, que interpretava seu pai na história. Plummer, na época, admitiu que a atração era mútua mas que nunca passou da fase da paquera…

3:: Por falar em Christopher Plummer, a experiência dele com ‘The Sound of Music’ não foi nada boa. Ele odiou participar do filme e se referiu a ele, durante muitos anos, como ‘The Sound of Mucus’ (‘O Som da Meleca’). Ele definiu o trabalho ao lado de Julie Andrews como “ser acertado diariamente na cabeça por um cartão gigante de dia dos namorados”. Ainda assim, por incrível que pareça, Christopher e Julie se tornaram grandes amigos e mantém contato até hoje;

4:: Ainda sobre Plummer: ele teve muito poucas informações a respeito do verdadeiro capitão Von Trapp. Ele, então, viajou com um tradutor até as montanhas de Salzburgo, se encontrou com um sobrinho do capitão e perguntou como ele era. A resposta: “o homem mais chato e tedioso de todo o mundo’.

5:: Depois que a verdadeira família Von Trapp fugiu da Áustria, sua mansão foi tomada por Heinrich Himmler, um dos maiores nomes do partido nazista alemão. O próprio Adolf Hitler visitou o local diversas vezes.

6:: Entre as várias crianças e jovens que fizeram teste para interpretar um dos filhos do capitão estão astros conhecidos hoje em dia, como Richard Dreyfuss, Mia Farrow, Doris Day, Geraldine Chaplin, Liza Minelli, Sharon Tate, Anne Bancroft, Leslie Caron e Kurt Russell. Para os outros papéis do filme, foram considerados nomes como Grace Kelly (como baronesa) e Fred Astaire (como Max). Para o papel de Capitão Von Trapp, a disputa foi entre Richard Burton, Yul Brynner, Walter Matthau, Sean Connery, Bing Crosby e Maximilian Schell.

7:: A atriz Marni Nixon, que interpreta a irmã Sophia, ficou muito conhecida em Hollywood por ser a verdadeira voz de grandes atrizes em musicais famosos. Ela cantou as músicas de Natalie Wood em ‘Amor Sublime Amor’ (também dirigido por Robert Wise), todas as de Deborah Kerr em ‘O Rei e Eu’ e também fez a voz de Audrey Hepburn em My Fair Lady.

8:: A verdadeira Maria Von Trapp garantiu em uma entrevista que o filme suavizou seu comportamento no convento. “Eu era pior ainda”.

9:: O diretor preferido pela Fox para dirigir o projeto era Willian Wyler (de ‘Casablanca’). Mas ele estava começando a sofrer com um problema de audição e achou que era o pior homem possível para dirigir um musical. Robert Wise recusou o projeto três vezes antes de aceitá-lo. Caso Wyler fosse de fato o diretor, Maria teria outro rosto: ele queria Audrey Hepburn no papel.

10:: Charmian Carr, a única atriz do elenco principal que já faleceu (em setembro de 2016), escreveu dois livros sobre sua experiência nas filmagens do musical. Mas sua carreira foi longe das telas: ela se tornou uma conhecida designer de interiores e chegou a trabalhar para Michael Jackson.

11:: A verdadeira Maria Von Trapp aparece no filme, na cena em que Maria canta ‘I Have Confidence’, logo atrás de Julie Andrews.

12:: Julie Andrews teve que aprender a tocar violão especialmente para o filme.

13:: Ainda sobre Julie Andrews: para entreter as crianças durante os intervalos das filmagens, a atriz cantou Supercalifragilisticexpialidocious, canção de Mary Poppins. Como o filme já havia sido rodado mas não havia sido lançado, as crianças acharam que a música havia sido composta especialmente para elas!

14:: Na cena final do filme, em que a família escala uma montanha para fugir da Áustria, a filha mais nova do capitão Von Trapp é carregada em seus ombros. Na verdade, quem aparece na cena é uma dublê. A atriz mirim Kym Karath, que fazia a caçula da família, Gretl, ganhou muito peso durante as filmagens, assim como todo o resto do elenco, já que Viena era uma cidade conhecida por sua boa comida…

15:: Essa cena, aliás, é pura ficção. A família Von Trapp, na verdade, tomou um trem em Salzburgo e viajou para a Itália. De lá foram para Londres e, aí sim, viajaram para os Estados Unidos. As fronteiras da Áustria ainda estavam abertas na época. No dia seguinte à fuga, Hitler mandou fechar as fronteiras.

 

 

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  • Publicado por: Gustavo Klein
  • Postado em: terça-feira, 13 jun 2017 22:51
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