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É Gol, que felicidade!

Dá para contar nos dedos quantos carros alcançam décadas de fabricação no mercado brasileiro. O Gol atingiu quatro. São 40 anos de produção e vendas em um país que enfrentou, no mesmo período, planos econômicos, hiperinflação, recessão, fartura, crises políticas, estabilidade...de tudo um muito.

Dos 40 anos de existência o Gol passou 27 na condição de carro mais vendido do Brasil. E é mais que evidente que a marca jamais atingida (o Onix tenta, mas está loooooonge) tem seus motivos. O hatch da Volkswagen é um dos carros mais queridos do Brasil e tal fenômeno se deve a uma série de fatores.

O primeiro deles é o mais evidente: o Gol não custa muito caro. Uma versão básica com motor 1.0 e câmbio manual custa, hoje, em torno de R$ 47 mil. Por R$ 58 mil dá para pegar um com motor 1.6 e transmissão automática. Aliás, essa tecnologia chegou há pouco tempo para o Gol (e o Voyage também). Se a opção for por um seminovo, com uns trinta e poucos mil dá para encontrar muita coisa boa.

Outro ponto: a manutenção é fácil. Peças para o Gol são encontradas em qualquer loja automotiva e sem custar preços extorsivos. E há 40 anos o Gol não acumula histórico de problemas de fabricação, recalls e afins. Quer dizer, se colocar um combustível de qualidade e fizer a manutenção básica (troca de óleo, freios, velas, bicos injetores etc) dá para rodar mais de 100 mil km sem o menor problema.

Mais uma: o Gol tem mercado. Encosta um gol em qualquer loja, concessionária ou anuncia na internet. Dá até para cotar e encontrar quem pague melhor, porque todo mundo vai querer.

A dirigibilidade faz a diferença. O Gol é um compacto que não é apertado por dentro e, por suas dimensões, se torna fácil de estacionar. E mesmo quem não está habituado a ele se acostuma em poucos metros de aceleração. Além disso, ele tem uma ampla gama de motores. Vai do 1.0 ao 1.8.

O Gol caminha na linha entre o conservadorismo e a ousadia. Jovens e adolescentes do fim dos anos 80 sonharam com o Gol GTI. Alguns realizaram esse sonho. Os detalhes externos já chamavam a atenção. O barulho agudo e contínuo da injeção eletrônica era único e, quando acelerado, o GTI correspondia exatamente ao que se esperava dele.

O conservadorismo aparece no design. Foram 14 anos de Gol “quadrado” até aparecer o Bolinha. A terceira geração veio em 1999 e a quarta em 2005. Em todas elas o hatch foi recebendo inovações. É versão que não acaba mais e em todas elas o mercado aceitou.

Tem mais é que comemorar mesmo. Completar 40 anos não é para qualquer um. E o Gol não é qualquer um. Ele driblou muita coisa para chegar até aqui. Há quem diga que ele vive batendo na trave e logo sairá de campo, mas nem cartão amarelo a Volkswagen vem mostrando.

Chega de trocadilhos.

Aceleremos

 

 

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O mundo automotivo dentro e fora da estrada! Pelo jornalista Paulo Rogério, especializado em automobilismo.