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Precisamos falar sobre o Nivus

O Nivus não chegou da maneira como a Volkswagen imaginava que chegaria, mas chegou porque precisava chegar. Em tempos pandêmicos, nos quais uma região pode mais que as outras, dizer ao mercado que há um produto novíssimo na área cria um pouco mais de expectativa a quem logo – ou não – terá de volta sua vida normal.

Aos fatos: o Nivus será fabricado no Brasil, na Unidade Anchieta da Volks (Km 23,5, sentido Litoral) e comercializado no mundo. Por aqui chega em julho, no fim do ano a outros países da América Latina e depois na Europa. De acordo com a Volkswagen, trata-se de um SUV de entrada ou um, como gostam de classificar, subcompacto.

Tudo sobre o Nivus está aqui https://www.autoaventura.com.br/2020/05/ainda-sem-preco-volkswagen-nivus-chega-ao-brasil-nas-proximas-semanas.html

Aos fatos, parte 2: quando a Volkswagen define o Nivus como SUV subcompacto, o leva ao segmento onde se encontra o Honda WR-V e...e...mais ninguém. Porque Honda HR-V, Nissan Kicks, Renault Duster e outros estão um patamar acima em termos de categoria.

Então a Volkswagen tem boas perspectivas e corre alguns riscos. As boas perspectivas estão no design do Nivus (veja aí e diga se gostou; daqui, aprovamos) e o motor 1.0 TSI de 128 cv. Em suma, é um propulsor potente e muito econômico. Essas três letrinhas (TSI) significam injeção direta. É um prazer acelerar carros com tal alcunha.

O Nivus traz ainda controle de velocidade de cruzeiro (quando você programa a distância do carro à frente) e traz o inédito VW Play, novo sistema de infotainment da marca. E, claro, há a confiança nos carros VW e nesse ponto a marca leva uma larga vantagem.

Os riscos: é um segmento sem relevância no mercado. O WR-V, por exemplo, foi lançado em 2017 e jamais emplacou. Na realidade é um Fit maior e o público acostumou-se (com razão) ao hatch. Compacto por compacto o público preferiu o Fit.

No caso do Nivus, há um outro risco: o fogo amigo com o T-Cross. Esse, sim, concorrente dos HR-Vs e Kicks da vida. O que pode acontecer é o público aprovar o Nivus (não será difícil isso acontecer) e abandonar o T-Cross, que ficaria acumulando nos pátios. Ok, o T-Cross ainda traz motor 1.4, mas um 1.0 TSI manda muito bem.

Vamos aguardar, mas a perspectiva é das melhores.

Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: sexta-feira, 29 mai 2020 18:28Atualizado em: sexta-feira, 29 mai 2020 18:28
  • Nivus   carro   Volkswagen   
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Ami-o e aceite-o

“Híbridos e elétricos vão dominar o mundo”.

“Isso você já disse antes!”

“Não me diiiiiiga...”

Tá, tá, tá, tá, TÁ!!! Isto não é uma cena entre o Professor Girafales e a Pópis, mas se trata de uma frase repetida à exaustão...e, quem sabe, uma verdade...quem sabe...

Se vão dominar o mundo, o tempo dirá, mas que ocupam um espaço cada vez maior nas ruas é fato. Espaço maior, ainda que sejam menores, minúsculos. Vejam o Citroën Ami, por exemplo. Começou a ser comercializado na França, terra-natal da marca. De dimensões muito compactas, leva no máximo duas pessoas. É a solução, segundo a marca, para a mobilidade urbana.

Primeiro, alguns dados do modelo. Usa uma bateria de íon de lítio de 5,5 kWh, que pode ser carregada em três horas com um soquete de 220V padrão usando o cabo que fica embutido no veículo. Também pode ser carregado em uma Wallbox usando um cabo adequado (opcional) ou em um ponto de carregamento público. Com tudo isso, tem autonomia de 75 km.

O motor de 6 kW fornece uma velocidade máxima de 45 km/h. O Ami tem 2,41 m de comprimento, 1,39 m de largura e 1,52 m de altura.

Vamos trazê-lo agora para a realidade da Baixada Santista. Pensa em 75 km de autonomia com o proprietário morando, trabalhando e estudando na mesma cidade. Vamos tomar Santos como exemplo. Exceção a quem trabalha na rua, leva um tempo para rodar 75 km dentro da cidade. Além disso, o carro é pequeno, quer dizer, fácil de estacionar. Se houver alguns pontos de recarga espalhados, acabou, problema resolvido.

Na França o Ami vai custar 6 mil euros. É, só isso, ou uns R$ 35,2 mil na cotação atual. Evidentemente por aqui custaria bem mais, mas isso deixamos para um outro encontro.
Aceleremos!!

 

 

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  • Publicado por: Paulo Rogério
  • Postado em: quarta-feira, 27 mai 2020 17:38Atualizado em: quarta-feira, 27 mai 2020 17:47
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Logo agora...

Fiquem em casa. Nunca é demais lembrar. Fiquem em casa. É não caminhando que se atinge o pico. É sem muito movimento que a curva desce. Fiquem em casa.

“Ah, mas eu não posso ficar em casa. Meu ofício me obriga a não ficar no home-office”. Ok, há atividades em que a rua é obrigatória. Para tanto existem máscaras, álcool em gel, distanciamento e...gasolina mais barata. É verdade esse bilhete! Os preços vêm caindo e quem tem abastecido (até os postos sentiram a queda no movimento, acredite) vem pagando menos pelo litro.

Isso não é um chute do blog, mas o resultado do último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), que apontou um novo recuo nos preços médios da gasolina na primeira quinzena de maio.

O litro da gasolina vem sendo vendido a média de R$ 3,985. É o menor valor registrado no País desde agosto de 2017, quando era vendido a R$ 3,896. O detalhe é que vieram dois anúncios de aumento no repasse do combustível às refinarias, mas isso ainda não se refletiu nas bombas. O etanol apresentou um recuo de 7,24% nas bombas, com o valor médio de R$ 3,201.

Na Região Sudeste, o comportamento foi de baixa para todos os tipos de combustível, com recuo de: 5,63%, para a gasolina, 6,15%, para o etanol; 7,18%, para o diesel; e 2,41%, para o gás natural veicular (GNV). Outro destaque local é o Estado de São Paulo, que apresentou o menor preço do litro do etanol, comercializado a R$ 2,384, um recuo de 8%, no comparativo com abril.

O cenário da primeira quinzena de maio também foi de baixa para o preço do diesel, que fechou com a média de R$ 3,244, recuo de 7,34%, em relação ao fechamento de abril, quando o litro foi vendido a R$ 3,501. O combustível, que lidera o consumo em todo o território nacional, apresentou na primeira quinzena de maio o seu menor valor médio desde 2017, quando registrou, em janeiro, a média mais próxima desse valor: R$ 3,247.

Show de bola, o combustível está mais barato, maaaaasssss...deixemos as ruas para quem realmente precisa sair. Quem pode, fique em casa.

E, depois que tudo isso passar, aceleremos!!

 

 

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Do Lockdown ao Open Now

Enquanto as esferas do poder se digladiam entre o lockdown e a abertura total, as unidades de produção de veículos vão abrindo aos poucos. A GM retomou a produção em São Caetano do Sul e a Volkswagen reiniciou as atividades na planta argentina de Tigre. E o Brasil tem muito a ver com o que acontece do lado de lá da fronteira, porque trata-se do ponto de partida da Amarok. A Volkswagen tem praticamente uma ponte entre Brasil e Argentina. Recentemente, a Fiat recomeçou as atividades em Betim.

Está mais que evidente que todas essas marcas vêm tomando todas as medidas necessárias no que diz respeito à segurança de seus colaboradores, não há dúvidas quanto a isso. E é óbvio que a economia precisa ser retomada, desde que haja a segurança necessária para isso. A dúvida que fica é identificar quem vai comprar carro em tempos de uma recessão que já começou.

Há várias respostas para tal pergunta. Às vezes elas aparecem com algum familiar, um amigo ou um vizinho. Mas a questão genérica remete às medidas que as marcas adotarão para vender seus produtos, nem que seja para desovar os estoques. Não adianta nada produzir e deixar os pátios lotados.

Nas concessionárias alguns movimentos já vêm acontecendo. Compras online, test drive com sistema delivery, compra direta do carro utilizado na troca, enfim, são várias medidas. E ganha quem, além de praticar bons preços, mostrar habilidade na hora de negociar. Mas ganha pontos também quem inovar no sistema de vendas.

Só que concessionárias nem sempre caminham sozinhas. E irão se sentir bem mais seguras se sentirem que há por parte das montadoras um respaldo. É uma espécie de proteção. Está na hora, portanto, das marcas criarem métodos para alavancar as vendas e entregarem o prato pronto às lojas. Trabalho junto e em conjunto se não quiserem quebrar.

Aceleremos!

 

 

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É Gol, que felicidade!

Dá para contar nos dedos quantos carros alcançam décadas de fabricação no mercado brasileiro. O Gol atingiu quatro. São 40 anos de produção e vendas em um país que enfrentou, no mesmo período, planos econômicos, hiperinflação, recessão, fartura, crises políticas, estabilidade...de tudo um muito.

Dos 40 anos de existência o Gol passou 27 na condição de carro mais vendido do Brasil. E é mais que evidente que a marca jamais atingida (o Onix tenta, mas está loooooonge) tem seus motivos. O hatch da Volkswagen é um dos carros mais queridos do Brasil e tal fenômeno se deve a uma série de fatores.

O primeiro deles é o mais evidente: o Gol não custa muito caro. Uma versão básica com motor 1.0 e câmbio manual custa, hoje, em torno de R$ 47 mil. Por R$ 58 mil dá para pegar um com motor 1.6 e transmissão automática. Aliás, essa tecnologia chegou há pouco tempo para o Gol (e o Voyage também). Se a opção for por um seminovo, com uns trinta e poucos mil dá para encontrar muita coisa boa.

Outro ponto: a manutenção é fácil. Peças para o Gol são encontradas em qualquer loja automotiva e sem custar preços extorsivos. E há 40 anos o Gol não acumula histórico de problemas de fabricação, recalls e afins. Quer dizer, se colocar um combustível de qualidade e fizer a manutenção básica (troca de óleo, freios, velas, bicos injetores etc) dá para rodar mais de 100 mil km sem o menor problema.

Mais uma: o Gol tem mercado. Encosta um gol em qualquer loja, concessionária ou anuncia na internet. Dá até para cotar e encontrar quem pague melhor, porque todo mundo vai querer.

A dirigibilidade faz a diferença. O Gol é um compacto que não é apertado por dentro e, por suas dimensões, se torna fácil de estacionar. E mesmo quem não está habituado a ele se acostuma em poucos metros de aceleração. Além disso, ele tem uma ampla gama de motores. Vai do 1.0 ao 1.8.

O Gol caminha na linha entre o conservadorismo e a ousadia. Jovens e adolescentes do fim dos anos 80 sonharam com o Gol GTI. Alguns realizaram esse sonho. Os detalhes externos já chamavam a atenção. O barulho agudo e contínuo da injeção eletrônica era único e, quando acelerado, o GTI correspondia exatamente ao que se esperava dele.

O conservadorismo aparece no design. Foram 14 anos de Gol “quadrado” até aparecer o Bolinha. A terceira geração veio em 1999 e a quarta em 2005. Em todas elas o hatch foi recebendo inovações. É versão que não acaba mais e em todas elas o mercado aceitou.

Tem mais é que comemorar mesmo. Completar 40 anos não é para qualquer um. E o Gol não é qualquer um. Ele driblou muita coisa para chegar até aqui. Há quem diga que ele vive batendo na trave e logo sairá de campo, mas nem cartão amarelo a Volkswagen vem mostrando.

Chega de trocadilhos.

Aceleremos

 

 

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O mundo automotivo dentro e fora da estrada! Pelo jornalista Paulo Rogério, especializado em automobilismo.