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Ex-aluno do Arte no Dique, que mora na França, envia aula de percussão para crianças e jovens de Santos

O Instituto Arte no Dique, em virtude da pandemia do coronavírus e da necessidade cada vez mais urgente de distanciamento social, segue veiculando diariamente em seu canal do Youtube aulas das oficinas culturais para que os alunos não percam o semestre letivo. A experiência tem se mostrado um sucesso, com total adesão dos alunos e, inclusive, acessos de crianças, jovens e adultos que não são frequentadores dos cursos da instituição. As aulas, vale ressaltar, estão visíveis para qualquer pessoa interessada.

Agora, quem adere ao projeto é o ex-aluno de percussão do instituto e músico Jorge Santos, 22 anos, que mora atualmente em Marselha, na França, onde é músico profissional e leva o legado da organização. Ele ministrou uma aula especial que está disponibilizada no link https://www.youtube.com/watch?v=Yw6cobPFGTc. A aula tem introdução do professor de percussão do Arte no Dique, Edson Cabeça, que foi professor de Jorge.

“O ritmo dessa aula eu aprendi com Mestre Patinho Axé, do grupo Ilê Aiyê, de forte influência da percussão no Brasil e internacionalmente”, diz Jorge. O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro da Bahia, atuando há 46 anos.

“Neste momento difícil em que populações de baixa renda precisam total atenção para conseguirem superar a crise causada pela pandemia, nos comprometemos em manter o ensino das crianças. Nos sentimos orgulhosos em ver o crescimento profissional de jovens que passaram pelo instituto e hoje brilham na Europa e essa retribuição ao passar seu conhecimento para os mais novos”, ressalta o presidente da ONG, José Virgílio Leal de Figueiredo.

Diariamente são disponibilizadas online no canal do Arte no Dique as aulas das oficinas de Capoeira, Artes Visuais, Teatro, Música, Desenho, Desenho, Dança, Jogos e Brincadeiras. As aulas serão postadas de acordo com o conteúdo programático de cada curso. A disponibilização online das aulas continuará enquanto for preciso realizar o distanciamento social sem que os alunos percam o semestre letivo.

Sobre o Arte no Dique


28 de novembro de 2002. Nessa data foi lançada a pedra fundamental do Instituto Arte no Dique. Passados 17 anos, mais de 15 mil pessoas, em grande parte moradores do Dique da Vila Gilda, em Santos, frequentaram as oficinas da instituição, tiveram acesso à cultura e à arte. “Cultura como um todo”, como costuma dizer o presidente da ONG, José Virgílio Leal de Figueiredo, já que o Arte no Dique trabalha, com seus colaboradores, alunos, frequentadores, parceiros, a questão da cidadania. Desde a entrega semanal de leite para a comunidade, até as oficinas de percussão (que deram início ao projeto), violão, dança, informática, customização, as exibições de filmes seguidas de debates, shows. Artistas de renome como Gilberto Gil, Moraes Moreira, Sergio Mamberti, Lecy Brandão, Wilson Simoninha, Hamilton de Holanda, Armandinho Macedo, Luiz Caldas, Geraldo Azevedo, Luciano Quirino, entre outros, já se apresentaram no espaço.


Diariamente, cerca de 600 pessoas participam do projeto, que tem a missão de oferecer oportunidade de transformação e desenvolvimento humano e social a crianças, adolescentes, jovens e adultos através da participação da comunidade em ações educativas, de geração de renda, meio ambiente e valorização da cultura popular da região. O trabalho sério, que gerou importantes resultados inclusivos, levou a instituição a tornar-se referência em inclusão social, no Brasil e no exterior, sendo convidada diversas vezes festivais e congressos.

 

 

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