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Tsubasa Imamura faz sucesso cantando em português

Tsubasa Imamura nasceu em 1986 em Kanazawa, tradicional cidade japonesa, capital da província de Ishikawa. Desde a infância, ela mostrou aptidão para as artes, especialmente a Música. Aos 13 anos venceu como compositora o concurso Sony Disk and Tape, no Japão. Porém, a sua atenção estava voltada principalmente às canções compostas em um país longínquo, situado a mais de 20 mil km de distância. E foi assim que a jovem jaonesa começou, a princípio, a entoar músicas da Bossa Nova para, finalmente, ampliar ainda mais o seu público cantando MPB e rock brasileiro.

Sua voz suave e melodiosa conquistou a simpatia dos brasileiros e, ao longo de oito anos, Tsubasa Imamura realizou apresentações em mais de 40 cidades brasileiras e em emissoras de TV aberta do país.

O seu primeiro CD, “Ame no Yoru ni”, foi lançado em 2009, com produção do brasileiro Robert Regonati e participações dos músicos americanos Kim Deschamps, Rob Hooper e Scrappy Jud Newcomb, além do baixista brasileiro Vinícius Cola. Em 2012, lançou “How to Fly”, também produzido por Robert Regonati, coletânea de sucessos do pop japonês, com letras traduzidas para o português. Em 2015, Tsubasa Imamura lançou “Por Você”, o seu primeiro trabalho exclusivo para o Brasil.

Com o seu trabalho em português, interpretando canções como “Maluco Beleza” (Raul Seixas), “Pais e Filhos” (Legião Urbana), “Chão de Giz” (Zé Ramalho), “Pra Ser Sincero” (Engenheiros do Havaí), dentre outras, a bela cantora japonesa conquistou mais de 193 mil fãs brasileiros no Facebook e mais de 122 mil no seu canal oficial do YouTube, além de elogios pessoais e citações na internet de Sandy, Lucinha Araújo (mãe de Cazuza), Scarlet Vaquer Seixas (filha de Raul Seixas), Humberto Gessinger (Engenheiros), Paula Toller, Pitty, Skank, Chico César, etc.

“Mas, o que mais me emocionou foi o Zé Ramalho, que já postou três vezes as nossas versões na internet”, relatou Tsubasa Imamura em entrevista à BBC Brasil (vídeo disponível no YouTube).

Para quem ainda não conhece o trabalho dessa cantora e compositora japonesa, vale a pena conferir a sua página oficial: http://www.tsubasaimamura.com/

?????(Arigato), Tsubasa Imamura.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: segunda-feira, 13 ago 2018 16:52
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Septuagenários, mas ainda mandando ver

Para a OMS – Organização Mundial da Saúde, idoso é todo indivíduo com 60 anos ou mais. Para o dicionário, velhice é o “estado ou condição de velho”, “idade avançada, que se segue à idade madura”. Entretanto, para a Música, nenhuma dessas definições parece coerente com a realidade.

Prova disso é a disposição e o empenho demonstrados pelos septuagenários integrantes da banda The Rolling Stones que, enquanto realizam shows pela Europa, anunciam o lançamento do álbum “'Confessin' the blues'”, para o dia nove de novembro. Mick Jagger (75 anos), Keith Richards (74), Charlie Watts (77) e Ronnie Wood (71) continuam arrastando multidões de fãs (a maioria jovens) para seus espetáculos.

Show à parte vem dando o ex-Beatle Paul McCartney, 76 anos, com suas aparições repentinas e apresentações em pubs e no histórico Cavern Club. Recentemente, Paul atravessou a faixa de pedestre mais famosa do mundo, na Abbey Road, em Londres, aquela mesma em que ele, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr cruzaram no dia oito de agosto de 1969. Paul também prepara o lançamento de um novo álbum, "Egypt Station”, o 17º da sua carreira. Para completar a nossa festa da Independência, o disco será lançado no dia sete de setembro.

Como se não bastasse, ainda surge o decano Anthony Dominick Benedetto, mundialmente conhecido como Tony Bennett, que do alto dos seus 92 anos, completados no último dia três de agosto, anuncia para o dia 14 de setembro o lançamento do álbum “Love Is Here To Stay”, desta vez em dueto com a jovem cantora Diana Krall.

Pois é: Roberto Carlos (77 anos) e Erasmo Carlos (77), Ângela Maria (89) e Bibi Ferreira (96 anos) são alguns dos nossos exemplos de que fazer o que se gosta, além de agradar ao público, também pode prolongar a própria vida. Em palcos do Brasil e do exterior, Bibi Ferreira realizou em 2017, aos 95 anos, a sua turnê de despedida com o espetáculo “Bibi - Por Toda Minha Vida”, só com músicas brasileiras.

Vida longa aos bons músicos e artistas!

Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: domingo, 05 ago 2018 16:02
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As mamães, os papais e o sonho californiano

No início dos anos 60, quatro jovens cantores se reuniram para levar adiante um audacioso projeto: cantar num tom tão elevado, como se as suas vozes viessem das nuvens, criando a “5ª voz”. A ideia era de John Phillips, o mais velho do grupo, que reunia alguma experiência de bandas anteriores.

Em 1962, aos 27 anos de idade, ele separou-se de sua primeira esposa e casou-se com sua colega, Michelle, de 18 anos. Aos dois juntaram-se a cantora Cass Eliot e o cantor e instrumentista canadense Dennis Doherty e, em 1965, os quatro iniciaram as apresentações (muitas vezes gratuitamente), conquistando rapidamente o interesse do público.

Precisavam de um nome para o grupo, e a ideia veio quando as duas jovens assistiam pela TV entrevista de motociclistas Hell’s Angels, que chamavam as mulheres de “mamas” e os homens de “papas”. Pronto: The Mamas and The Papas. Estava batizado um dos mais famosos grupos vocais do planeta.

O primeiro álbum, “If You Can Believe Your Eyes and Ears” (“Se você pode acreditar em seus olhos e ouvidos”) foi lançado em 1966 e o sucesso mundial foi imediato. Desse álbum, duas canções ultrapassaram época e ainda hoje são ouvidas em todos os continentes: “California Dreamin’” e “Monday, Monday”.

Dos shows em troca de comida, bebida e algum dinheiro, The Mamas and The Papas tornaram-se ricos e requisitados para apresentações em toda a parte. A pressão foi excessiva para os jovens hippies, que defendiam um estilo de vida avesso ao que lhes era proposto. E, em 1968, após o lançamento de seu quarto LP, o grupo se desfez.

Por exigência contratual, ainda reuniram-se em 1971 para gravar e lançar aquele que seria o quinto álbum: “People Like US”. Antes dele, além do já citado, lançaram: “The Mamas and The Papas” (1966), “Deliver” (1967) e “The Papas & The Mamas” (1968). Em 1971 também foi lançado “Monterey International Pop Festival (Live)”, com músicas apresentadas pelo grupo no festival californiano, realizado entre 16 e 17 de julho de 1967.

Dos quatro integrantes dos históricos The Mamas and The Papas, apenas Michelle Phillips, nome artístico de Holly Michelle Gilliam, ainda vive e está com 74 anos. Ellen Naomi Cohen ou Mama Cass Eliot, morreu em 1974, aos 32 anos; John Edmund Andrew Phillips morreu em 2001, aos 65; e Dennis Gerrard Stephen Doherty morreu em 2007, aos 66.

Entre 1982 e 2012, distintas formações do grupo The Mamas and The Papas realizaram shows e gravações, sempre reunindo bom público, inclusive no Brasil.

Em um de seus últimos depoimentos, John Phillips declarou: "Quando as harmonias realmente começam a trabalhar, temos um tom especial, como uma quinta voz. Nós apelidamos de 'Harvey'. Tudo o que posso dizer sobre a música é que 'Harvey' está aparecendo bastante nestes dias".

Sorte de quem aprecia música de qualidade.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: segunda-feira, 30 jul 2018 13:02
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Nem rock, nem samba, nem afoxé: Tribalistas

O que, além da Música, seria capaz de unir em um projeto bem sucedido personalidades tão distintas quanto o introspectivo roqueiro paulistano Arnaldo Antunes, o extrovertido percussionista baiano Carlinhos Brown e a estudiosa carioca Marisa Monte? Creio que pouquíssimas coisas (ou quase nada).

Mas a arte musical foi capaz disso e, para sorte do grupo e do público, dessa pouco provável união surgiu em 2002 o supergrupo Tribalistas, cujo sucesso do primeiro álbum ainda ecoa forte por todo o país e, exageros à parte, pelo mundo.

No Brasil, o álbum “Tribalistas” estreou em primeiro lugar nas paradas de sucesso e vendeu, em nível global, mais dois milhões de cópias, ganhando um Grammy Latino em 2003, das cinco indicações que recebeu naquele ano.

Tudo isso sem que o trio jamais tivesse realizado turnês e tenha feito apenas três apresentações: no Grammy Latino; no DVD “Ao Vivo no Estúdio”, de Arnaldo Antunes; e no “Sarau do Brown”, a única aberta ao público.

Dos três integrantes, somente Marisa Monte interpretou canções dos Tribalistas em sua turnê mundial “Universo Particular” e na turnê “Brasil Verdade, Uma Ilusão”.

Entretanto, quem nunca ouviu, cantou ou assoviou a premiada canção “Já Sei Namorar”?

Em 2017, 15 anos após o lançamento do primeiro álbum, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte repetiram a dose e lançaram o álbum vídeo “Tribalistas”, que imediatamente atingiu a 4ª colocação na iTunes Store mundial. Em 2018, os Tribalistas estão excursionando.

Bem, algo no passado une os três: Arnaldo Antunes foi membro da banda Titãs; Marisa Monte participou do musical “The Rocky Horror Show”; e Carlinhos Brown, em 1979, tocou na banda Mar Revolto. É o rock dando o seu pitaco.

*Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 21 jul 2018 21:28Atualizado em: sábado, 21 jul 2018 21:35
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Vinícius de Moraes, poeta, sambista e embaixador

Digam o que quiserem, mas, além do Brasil, qual outro país no mundo teria condições de reunir numa única pessoa três qualidades distintamente espetaculares: poeta, sambista e embaixador?

Seu nome de nascimento era Marcus Vinícius de Moraes. Porém, para os inúmeros amigos, milhões de fãs, esposas (nove, ao todo), o poeta, dramaturgo, jornalista, compositor, cantor e diplomata era apenas o “poetinha”, autor de memoráveis canções e que não temia afirmar: “É melhor ser alegre que ser triste / Alegria é a melhor coisa que existe / É assim como a luz no coração” (“Samba da Benção”).

Vinícius nasceu no Rio de Janeiro no dia 19 de janeiro de 1913, menos de 14 anos após a Proclamação da República no Brasil. Contudo, de antiquado não tinha nada.

Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933. Em 1938, conquistou bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1943, foi aprovado para o Ministério das Relações Exteriores, assumindo, em 1946, como vice-cônsul em Los Angeles, e, nos anos 50, atuou no campo diplomático em Paris e em Roma. No final de 1968, foi aposentado compulsoriamente pelo AI-5, quando estava em Portugal. Foi anistiado (post-mortem) em 1998.

Entretanto, para Vinícius de Moraes, a Poesia era a sua maior vocação e dela se originavam todas as suas demais atividades artísticas e culturais. E como produziu o “poetinha”. Suas obras incluem 20 livros de poesias, peças teatrais como "As Feras", "Cordélia e o Peregrino malvado", "Orfeu da Conceição", "Procura-se uma Rosa", 31 discos (lançados entre 1956 e 2015) e dezenas de canções compostas com parceiros do quilate de Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Haroldo e Paulo Tapajós, Baden Powel, Eduardo Bacri, Antonio Maria, Edu Lobo, Cláudio Santoro, Marília Medalha, Chico Buarque, Francis Hime, Moacir Santos, Ary Barroso, Pixinguinha e Carlos Lyra.

Composta por Vinícius e Tom, “Chega de Saudade” foi gravada e lançada por João Gilberto em 1958, considerada marco inicial do novo estilo musical que surgia: a Bossa Nova.

O “poetinha” partiu aos 66 anos, no dia nove de julho de 1980, no Rio de Janeiro, após passar a noite compondo e conversando com o parceiro e amigo Toquinho. “Quem já passou por esta vida e não viveu / Pode ser mais, mas sabe menos do que eu / Porque a vida só se dá pra quem se deu / Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu, ai / Quem nunca curtiu uma paixão / Nunca vai ter nada, não” (“Como dizia o poeta”).

Marco Damy é jornalista e músico.

 

 

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  • Publicado por: Marco Damy
  • Postado em: sábado, 14 jul 2018 15:35Atualizado em: sábado, 14 jul 2018 15:52
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