Prefeitura usa 30 pessoas na retirada de animal do Monte Serrat


1702 dias atrás
Por: #Santaportal - Em 24/07/2014 às 20:41
Prefeitura usa 30 pessoas na retirada de animal do Monte Serrat Divulgação/ASSECOM Prefeitura Municipal de Santos

SANTOS - Finalmente a Prefeitura Municipal de Santos, por intermédio do Centro de Adoção da Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Codevida), órgão da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), conseguiu retirar a porca de cerca de 300 quilos do alto do Monte Serrat, onde foi encontrada em uma denúncia de abatedouro ilegal. A ação aconteceu na noite de quinta-feira (24) e contou com dez funcionários da Regional dos Morros, quatro da Codevida, 12 bombeiros e quatro policiais militares.

O animal precisou ser sedado para que fosse transportado em uma maca pelas escadarias do morro. Na tarde de quarta-feira (23), houve uma tentativa de trazer a porca por conta própria, mas ela não conseguia e empatou no início do caminho.

Ao completar o trajeto escadarias abaixo, a fêmea foi transferida provisoriamente para o Codevida, onde ficará em observação até ser definitivamente levada para um local destinado a receber animais vítimas de maus tratos.

Entenda o "resgate da porca"
O abatedouro clandestino foi descoberto por meio de uma denúncia anônima encaminhada à Vigilância Sanitária na semana passada. Na última terça-feira, a fiscalização da prefeitura encontrou no local, além da porca, seis leitões. Em outra residência, nas imediações, haviam ainda duas cabras e outros dois leitões.

Na ocasião, o proprietário do imóvel foi multado em R$ 5 mil por maus tratos (infração ao inciso 15 do artigo 300 do Código de Posturas). Também recebeu uma intimação com base no artigo 296 do Código de Posturas, que proíbe a criação de suínos, bovinos, caprinos, ovinos e equinos em área urbana. Ele tem 30 dias para recorrer.

Um médico veterinário da Codevida atestou os maus tratos e a Vigilância Sanitária constatou que o local estava fora dos padrões municipais, estaduais e federais no tocante ao abate e revenda de carne animal. Segundo Leila Abreu, coordenadora da Codevida, correntes e balanças foram encontrados no imóvel, configurando a prática de abate clandestino de animais.

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